Não gosto muito do Snoopy. Aliás, gosto NADA do Snoopy. Mas isso é legal:

Não sei se o mais difÃcil é escrever bem ou sentar e se concentrar pra escrever bem.
E estou lendo um livretinho muito do inspirador. Quando terminar, conto pra vocês.
então, imagina que meu cérebro é uma laranja.
espremi tudo. sobrou o bagaço e as sementes.
tentei viajar, tentei ler mais, tentei ir ao teatro. mas as sementes não adiantaram nada.
sobrou o bagaço.
e agora? dicas são tão bem-vindas, que as recebo com festa, champagne e café da manhã.
dinheiro, rotina, gente chata, gente chata, gente chata, gente chata, mau-humor, prazo estourado, cliente, doença do fÃgado, desamor, idade, contrariedade?
vamos torcer pra que não seja você. ou, pior, eu!
Arquivado em: bloqueio
Já melhorei muito nesse sentido, mas ainda tem dias que acordo assim:
a idéia é transformar esse blog numa espécie de diário de bordo enquanto escrevo meu livro e luto contra a inércia para ressuscitar minhas tirinhas.
Como tal, eu deveria atualizá-lo todo dia. Essa é a idéia secundária também.
O bom de fazer um blog sobre processo criativo é que, quando eu não quero escrever, posso dizer que passei por um bloqueio criativo e então falar sobre ele. Dessa vez o bloqueio criativo se chamou falta de tempo. Ou, melhor, falta de construção de tempo.
Arquivado em: bloqueio, dor de cotovelo | Tags: clipe clips papel simplicidade
a verdade é essa: quanto mais simples a coisa, mais difÃcil de fazer.
É mais fácil tentar reproduzir um personagem da Disney do que um personagem desenhado com três risquinhos. As chances do segundo sair torto são muito maiores.
É mais fácil acertar um layout rebuscado que uma coisa simples. No simples, o feio aparece mais rápido.
Pra mim é infinitamente mais fácil escrever uma reportagem que um tÃtulo publicitário.
Se me dão um tema e me falam pra escrever uma redação com quantas linhas quiser e depois sintetizar tudo em geniais duas palavras, vou demorar 15 minutos pra terminar a redação e 3 horas e meia pensando na melhor dupla de palavras, e vou perder por W.O.
Vai ver é por isso que os caras mais geniais
são aqueles que conseguem fazer coisas simples e perfeitas.
Tipo um clipe de papel.
[ontem não atualizei porque fui reviver um pouco e respirar os ares de minha querida e amada Paulista. O Starbucks da Alameda Santos tá tinindo, lindo lindo]
Arquivado em: bloqueio, inércia maldita | Tags: screenplay greve roteiristas strike roteiro preguiça
veja o senhor, tou até participando. 
retirado desse site mágico que encontrei no blog do Daniel.
resoluções, me salvem!
Arquivado em: a Internet, bloqueio, inspirando | Tags: guerrilha urbana inovação
sem inspiração, tempo ou saco pra palitar hoje.
Deixo-vos um link fantástico enquanto isso.
Breve volto para os meus. Beijos.
Tou com saudades do meu órgão.
Não, não do fÃgado que um dos stalkers do meu passado virtual negro roubaram há muito tempo atrás em uma banheira de gelo muito muito distante. Meu órgão, aquele que toca músicas. Ele mora lá em Santos, e eu o vejo muito pouco agora.
E agora, quando eu sento pra tocar, parece que meus dedos pesam mais que dez bigorninhas, me confundo toda, é patético.
E é muito isso: a gente não desaprende, mas é como se. A diferença entre nós, meros mortais, e eles, as gentes grandes e os gênios, é que eles, além de não terem desistido logo no começo, chorando e falando que não eram capazes [momento autobiográfico], geralmente passam 25 horas por dia treinando, o que quer que seja.
Eu acredito que isso seja uma coisa acima da banalidade. Se você é bom numa coisa ou pelo menos aprendeu, é como se fosse um talento, um dom. E a gente tem sempre que exercitá-lo. Senão perde o direito a ele. Piração, né… eu meio que antropomorfizo o talento.
Mas é bem por aÃ. Você nunca sentiu essa coisa esquisitiiiinha, de que tem dias que parece que a gente simplesmente não acorda com o dom? É como se ele tivesse resolvido sair de férias, ou tivesse ataques de prima dona. Não tem dias que você sente que está dirigindo pior ou que de repente desafinou e esqueceu como é que canta? Ou quando você escreve, escreve, escreve e percebe que o texto saiu ruim pra caramba?
Música, andar de bicicleta, dirigir, fazer exercÃcios, e creio que todas as artes… todos seguem esse padrão. Se eu não suspeitasse que é algo acima disso, queria saber a explicação neurológica pra isso. Alguém chama o Oliver Sacks.
às vezes o bloqueio criativo vem de fora. Clique pra ampliar.
Triste, mas é verdade. Às vezes quem faz isso são professores, chefes, clientes ou pessoas desconhecidas, sempre tão prestativas.
Nunca vou me esquecer do meu primeiro chefe oficial, que fazia o estilo do penúltimo quadrinho, era desesperador. Bons tempos. O auge foi quando ele pediu pra eu fechar os olhos de um garoto numa foto, usando o Photoshop.

