Encorajamento gratuito

Booooooom é o blog/site/reunidor de projetos do canadense Jeff Hamada. Booooom (vou sempre errar no número de Os, sinto muito) existe desde 2007, se não me engano, e desde sempre tem a missão de reunir gente disposta a levantar a bunda da cadeira e ser criativa.

Um dos trocentos projetos, um dos que eu mais gostei, foi o Free Encouragement, feito em parceria com o Design for Mankind. O funcionamento era simples: eles convidaram todo mundo que quisesse fazer sua parte para deixar o mundo um pouco menos negativo a escrever um e-mail com algumas palavrinhas de encorajamento. Podiam ser mensagens para alguém que as pessoas conhecessem, para elas mesmas ou para o planeta em geral. O resultado foram centenas de frases que são uma delícia de ler.

Gosto muito também da defesa do projeto:

So here’s the deal: There is just so much negativity all around us these days, have you noticed? It’s infesting the internet, it’s taking over the big screen, it’s cutting you off, it’s showing up on your bank statement, it’s staining your new shirt, it’s breathing down your neck, it’s not giving you a vacation, it’s talking behind your back, it’s stuffing you in a locker, it’s cheating on you, it’s charging you more, it’s giving you less, and it’s making you miserable!

It’s making me miserable! I don’t think I know of a single person who couldn’t use some encouragement, so here it is! This is a two-part project, and the first part is simple: We are going to create a gallery of encouragement!

Veja alguns dos meus favoritos abaixo (para os não anglofãs, a tradução está no mouseover)!

 

 

Fluxograma da escolha

20120406-004009.jpg

Não é originalmente meu. Encontrei esse fluxograma em algum lugar da internet, mas não lembro onde.

Aí resolvi colocar uns dias no meu quarto pra me ajudar a escolher melhor.

Texto de trabalho

Como você usa agenda? Anota a tarefa que tem pra fazer, não faz hoje, esquece amanhã, passa pra depois de amanhã, repassa pra daí um mês, aí você faz. E risca. E que bom riscar a tarefa, dá vontade de pegar um pacote de apitos e celebrar (mesmo quando você só riscou porque riscar é legal, sem fazer nada). E língua de sogra.

Vitor Hugo denunciou os problemas, mas não resolveu

Questione o óbvio. Por favor, criticam o cristianismo há uns dois mil anos antes daquela sua tia carola nascer. Enquanto todo mundo questionar as mesmas coisas, as respostas serão sempre as mesmas.
Algumas atitudes que vejo Tenho a ompressão de que se dependesse da atirude “rebelde de muita gente por aqui ainda estaríamos nos achando homens da caverna muito modernos e bem resolvidos sem aquela roda ridículo q aqueles velhos inventaram

Criar sem medo. Se criticarem, sei que tá bom, a crítica dói menos.

Post nonsense com trechos de rascunhos feitos durante 2011.

Mais que hora de limpar rascunhos, né? :)

E se quiser algo com mais sustância, dá um pulinho aqui: http://blogsupimpa.wordpress.com/2011/12/31/um-ano-novo-charmoso/

Vem, 2012 SEU LINDO!!!

Ps: o iPhone corrigiu nonsense como nonagenária

continuísta de mim mesma

Não sabia que era assim, no entanto é óbvio que é assim!

Chegando quase na página 100 do meu livro, decidi parar e reler a história desde o início, já corrigindo errinhos, exageros ou desexageros. E vi o quanto isso é fundamental pro meu processo de criação. Primeiro, porque hoje tenho uma visão muito mais madura sobre a história e o que pretendo com ela, e aparar as arestas agora e redescobrir alguns trechos tem sido fantástico pra entender minha própria vida (sim, de verdade).  Segundo, porque é importantíssimo não perder o fio da meada. Ora, a primeira página, nesse modelo, nasceu em 2007. São 4 anos de sentar pra escrever e começar do ponto em que parei sem lembrar se tinha parado a história de dia ou de noite, se chovia ou fazia sol, o que gera uns erros muito engraçados.

Percebi, por exemplo, que cheguei a descrever o mesmo cenário ou personagem mais de uma vez, e de formas diferentes e contraditórias. Tipo o prédio que em um capítulo parece o coliseu, e no seguinte vira um castelo de tijolinhos à vista. E é o prédio mais importante da história.

Fica a dica, se isso funcionar pro seu processo de escrita: de 100 em 100 páginas, pare tudo e releia a história, com um olhar de leitor e continuísta de si mesmo. Além de ser fundamental, é muito bom como controle de qualidade: se você continua gostando do que escreveu há 4 anos, provavelmente é porque o material é bom. : )

screw vacations

voltei pra casa encucada. sexta-feira, 19h30 da noite, um dos meus diretores olhou torto pra minha estratégia e me perguntou: onde estão suas ideias mirabolantes?

vai ver estavam na praia, tomando água de coco, ou já tinham ido pro happy hour há muito (às vezes essas aí se valorizam mais do que eu e aproveitam a vida que é uma beleza).

e fui embora, não era nada grave com prazo apertado, fim de semana é pra descansar, sair, dormir, pensar na vida, nos amigos e esquecer tudo, até a internet, ignorar completamente toda e qualquer coisa que seja ligada à vida profissional.

E quem consegue?

Cérebro criativo se boicota. Você pode querer não pensar em alguma coisa. Ele, só de teimoso, fica trazendo ela à tona, e mostrando a situação, como um molde 3D, lá dentro. E você começa a ter ideias, a pensar. Aí você pode assobiar, ligar prum amigo, correr na praia e até falar bem alto pra não dar ouvido às ideias. Chega uma hora que você não aguenta mais e se entrega: pega o caderninho.

A verdade é a seguinte, meu querido: ideia adora fazer hora extra. Quem trabalha com criação não tem férias.

 

O_O

 

E ideia de final de semana devia deixar o job muito mais caro.

imagine que

É uma campanha, podia ser um projeto sem marca.

É um Banco de Imaginação, com quadrados cujo tema é Imagine que.

Acho que estou meio desescritora hoje, então não vou descrever. Clique e veja com seus próprios olhos.

Puxa, e eu nem contei!

Li o livro The Writer’s Block (ainda vou falar dele aqui), e foi ótimo.

Ótimo porque além de dar várias dicas para escritores incompetentes como eu (era até pouco tempo), ele me abriu os olhos para o seguinte: em todas as páginas do livro, está implícito que pra você ser um escritor, tem que escrever todos os dias, como uma rotina.

Ou seja, dentre as 786 dicas do livro, não existe a dica: Tente escrever todos os dias. Não. Pro autor, é óbvio que você escreve todos os dias, e se não escreve é porque teve um bloqueio. E precisa se livrar disso.

Deste livro em diante, estou indo dormir mais tarde, mas com a sensação de dever cumprido. Não fico mais 4 meses sem tocar no meu livro lamentando minha falta de tempocriatividadepaciênciaorganização.

Agora escrevo todo santo dia meia página do meu livro (ou melhor, dos 3 que estou escrevendo). Às vezes me irrita porque parece que estou escrevendo forçada e que a qualidade do texto cai um pouco, mas só a sensação dos livros estarem vivos e crescendo, e a sensação real de que eles vão ter um fim afinal, me deixam feliz.

É isso.

não há desculpas.

de volta para o futuro.

um segredo é ter um del.icio.us em mãos e ir adicionando as coisas que te chamam a atenção. Tagueio minhas coisas de um jeito que só eu entendo, porque cada link serve de inspiração pra uma coisa. Esse link aqui, por exemplo, veio dessa lista de emergência que fiz!

FutureMe é um site com uma idéia muito divertida: você escreve uma mensagem pra seu “você do futuro”. Daí é só agendar pra que data você quer, e na data escolhida você receberá a mensagem do seu eu passado. Achei fantástico. Sempre gostei desse negócio de “eu passado”, “eu presente” e “eu futuro”… somos pessoas diferentes, nós 3.

Ah, e no site você pode ler e-mails enviados por outras pessoas também, se quiser. Divirta-se.

Já mandei um memo pra Francine de 2009. E, pra variar, o Calvin tem algo a dizer sobre isso:

calvincarta1.jpg

calvincarta2.jpg

. . .

sabe quando você tem uma lista enorme de idéias (em papel, assim, de verdade), só que não consegue passá-las pro papel?

sei que é uma questão de sentar diante do computador só pra escrever e sem me distrair com outra coisa, mas às vezes ter DDA não ajuda, e até um fio intrigante vagando na janela lá na frente é mais interessante que escrever.

enquanto isso a listinha vai crescendo.

em busca do disquete perdido.

Então disquetes ainda eram meio difundidos, estávamos em 2005. Primeiro ano da faculdade, sem casa fixa, portanto sem gravador de CDs, e com muitos trabalhos pra fazer.

E naqueles tempos sem pen-drive, não sei qual das vozes na minha cabeça me aconselhou a que eu sempre andasse por aí, não com bloquinhos, mas com um disquete com o livro inteiro dentro da mochila.

Encantada pela modernidade da coisa, fiz isso. Não sei, não pergunte porquê eu simplesmente não o armazenei em um dos meus e-mails, porque muitas coisas na vida não podem ser explicadas.

A menina aqui simplesmente andava por aí com um disquete que continha alguns anos de trabalho, e um selo laranja escrito o nome do livro e a data de início.

O resto da história você deve ter sacado. Nada que Murphy não faça sem a ajuda de uma urgência, acompanhada de um esquecimento.

Já que computadores de laboratórios da faculdade ainda não contam com um alarme “EI, VOCÊ ESTÁ ESQUECENDO SEU CD, SUA LHAMA!”, sempre há o bom e velho “achados e perdidos” no canto, cheio de trabalhos perdidos para todo o sempre. Até hoje eu ainda passo lá, só pra aliviar minha consciência.

A verdade é que nunca mais o encontrei. Coloquei até anúncio no mural da faculdade, mas nada.

Fico pensando em quem foi que o encontrou. Se chegou a ler, se chegou a entender a importância daquilo. E podia dizer pelo menos se gostou, o maldito. Me encaminhar uma resenha anônima, qualquer coisa que fosse.

Sei que hoje, em algum lugar do Paquistão ou Coréia Comunista, as 15 primeiras páginas de uma versão antiga do meu livro devem constar no topo dos mais vendidos…

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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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