Palitos de Fósforo


copie e cole esse post
Outubro 14, 2008, 12:17 pm
Arquivado em: Revolução, a Internet, conceito perfeito, emprego, megalomanias | Tags:

Não acredito em direitos autorais. Mesmo vivendo disso (e a tendência é viver disso cada vez mais, se tudo der certo), eu acredito no seguinte: de onde veio, tem mais. Se alguém copiou o que eu fiz e eu não ganhei dinheiro com isso, pelo menos ajudou a viralizar. Se alguém copiou o que eu fiz, e eu ganhei dinheiro com isso, eu ganhei dinheiro com isso. Se eu não ganhei dinheiro com isso, e o alguém que copiou ganhou o dinheiro, azar.

Copyright morreu, e a gente tem que aprender a viver sem ele. Eu escrevo por essa internet aqui, de graça, há pelo menos uns 6, 7 anos. Nunca me preocupei se alguém ia pegar meu texto e distribuir pela rede dizendo que quem escreveu o dito cujo foi o Veríssimo. Claro que dói um pouco, mas a realidade sempre dói um pouco.

Claro que quero ganhar dinheiros publicando livros. Mas se eu chegar a publicar um livro e não receber dinheiro com ele, o barato é descobrir jeitos de vender meu livro em outros formatos que não sejam meu livro. É vender a experiência de ler meu livro, não o livrinho empacotadinho, com páginas e índices. Esse aí, meu bem, ninguém mais segura. E viva os piratas.

vídeo pra fazer pensar um pouco sobre essa história toda. Assisti ontem num curso que o pessoal aqui da agência está dando, falando sobre esse assunto mesmo, e achei fantástico. Importante lembrar que sou fã da Disney, de qualquer forma.



dois links geniais
Julho 11, 2008, 12:42 pm
Arquivado em: a Internet, conceito perfeito, inspirando, publicidade | Tags: ,

igualmente geniais.

1. um é campanha da Converse (adoro marcas fantásticas cuja comunicação é igualmente fantástica, é uma coisa, assim, retroalimentícia :D ). Trata-se de um monte de mini-sites com curtas legais ou que usam a tal da dona Internet de uma forma inteligente. Pra ver, você pode começar por qualquer um dos curtas (sugiro esse aqui) e ir seguindo adiante, ou entre no This is Index Page pra selecionar o que você quer ver direto.

[só acho que exageraram na série "Out of Your League Girl", tem vídeos demais].

2. outro é um filme com Yakults daqueles que eu quero fazer quando encontrar senso de oportunidade e pessoas que topem virar celebridade no You Tube comigo. É isso aí.



leia.
Junho 11, 2008, 6:03 pm
Arquivado em: a Internet, conceito perfeito, dor de cotovelo, tempo! | Tags:

esse blog correu risco de vida hoje por cerca de 7 horas. Durante esse tempo eu pensei seriamente em desativá-lo e seguir só com o Pargarávio.

Foi então que eu vi que ele anda com mais visitas que o Pargarávio, e sinceramente não sei se isso me deixa quicando de felicidade ou chafurdando de tristeza.

Paciência, adiante:

A galera tá lendo pouco. A New Zealand Book Council (eu nunca sei direito o que esses Conselhos fazem…) sabe disso. Uma das desculpas da galera é que 8 horas por dia de trabalho ininterrupto impedem qualquer cristão de desenvolver um hábito saudável de leitura.

Por mais que seja saudável/referencial/e às vezes não fazer mal não pega nem bem você abrir um livro de 500 páginas na frente do seu chefe, colocar os fones e ler como se não houvesse amanhã.

Daí o tal Conselho criou o sensacional Read at Work. Trata-se de uma coleção de livros camuflados num desktop Windows padrão. Com ele, você pode pôr sua leitura em dia e ninguém vai nem perceber que, em vez de estar montando aquele ppt campeão, você na real está lendo Virgínia Wolf.

Fantástico, fantástico, isso é genial. Ai meus cotovelos.



o tal do conceito.
Janeiro 23, 2008, 11:58 pm
Arquivado em: conceito perfeito, inspirando | Tags:

até uns anos atrás eu não entendia o que era conceito e tinha um preconceito enorme com ele. Era um tal de artistas dando conceito pra sua coleção, era um tal de ter que dar conceitos pras campanhas logo nos primeiros trabalhos da faculdade.
Hoje eu o entendo e o valorizo pra caramba. O conceito é um bom sujeito.

Um conceito de verdade não é uma coisa complexa. É uma idéia simples, mas tão simples que é genial e faz as idéias fluirem de forma muito fácil. Com um conceito bom e claro o suficiente as idéias vão derivando dele naturalmente. É lindo ver isso. A partir dele você consegue fazer centenas de coisas, que geralmente ficam tão bacanas que não cansam e todo mundo espera até mais.

O lado negro do conceito eu vejo bastante acontecer também. É quando a gente primeiro tem as idéias e depois tenta arranjar um conceito pra amarrá-las. Ou, pior, o que acontece muito em publicidade: você tem um conceito genial mas não simples o suficiente pra dar cria. É um conceito estéril, mas você, imerso nele, começa a viajar e criar coisas mirabolantes, que, pra quem não está por dentro do conceito, ficam absolutamente nonsense e na melhor das hipóteses, forçadas.

Vai, um exemplo. Você cria um conceito do tipo “Faça seu filho sorrir”. E começa a pirar em cima disso, imaginando símbolos de crianças associados a sorriso. E aparece com um conjunto de obra cheio de balões de festa com dentes, sorrindo.

Bizarro? Mas pro cara que criou, que bitolou no conceito, está fenomenal e moderrrno. Acho que é por isso que criação é feita em conjunto. E ainda assim, os criativos viajam muito em conjunto também.

Um exemplo de conceito simples e genial e que pode continuar seguindo eternamente que não se esgota? Clica aqui. Idéia simplérrima e muito engraçada.

Tem umas piadas bem para os geeks de raiz mesmo, mas a maioria é inteligível para os leigos. Como essa:

george!

Day of the Tentacle é bom demais.