Recentemente, fiz um post com coisas legais para se dar de presente a um escritor. Aqui vai a segunda parte do post, com ideias bacanésimas que encontrei no Knock Knock! Vê se não são superinspiradoras.
Recentemente, fiz um post com coisas legais para se dar de presente a um escritor. Aqui vai a segunda parte do post, com ideias bacanésimas que encontrei no Knock Knock! Vê se não são superinspiradoras.
“Ele não deve ter muitos amigos.”
“Ele vai roubar minha escova de dentes!”
Se você tiver que assistir a uma só coisa essa semana, assista a isso. Sério, uma das coisas mais engraçadas, fofas e concordáveis dos últimos tempos.
É que pediram para algumas crianças ouvirem e opinarem sobre a música Paranoid Android, do Radiohead. Para quem não conhece, aqui vai a letra:
Please could you stop the noise, I’m trying to get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What’s that…? (I may be paranoid, but not an android)
What’s that…? (I may be paranoid, but not an android)
When I am king, you will be first against the wall
With your opinion which is of no consequence at all
What’s that…? (I may be paranoid, but no android)
What’s that…? (I may be paranoid, but no android)
Ambition makes you look pretty ugly
Kicking and squealing gucci little piggy
You don’t remember
You don’t remember
Why don’t you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man
Why don’t you remember my name?
I guess he does….
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height… height…
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height… height…
Rain down, rain down
Come on rain down on me
TThat’s it, sir
You’re leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children, God loves his children, yeah
E o vídeo cheio de opiniões geniais segue abaixo. É o que acontece quando você coloca sua criação sob a mira dos críticos mais espontâneos do mundo: as crianças. Você tem coragem?
E se você foi um bom menino e viu o vídeo acima, um bônus: cachorros ouvindo músicas tristes. Que pecadinho!
Essa tarde acabei caindo na Shakespeare’s Den, uma lojinha virtual que é o paraíso de leitores inveterados, drama queens, nerds, artistas e geniozinhos bem-humorados. Lembrei de vocês, e pela primeira vez, resolvi dissecar o site vendo tudo o que eles oferecem de batuta. E se não fosse minha falta de grana meu autocontrole digno de uma jedi, estaria na rua, despejada, com uma mão na frente e outra atrás MAS CHEIA DE BUGIGANGAS INTELIGENTES E DIVERTIDAS ME FAZENDO COMPANHIA.
A seção Presentes para escritores é uma das mais supimpas, mas tem coisinhas legais espalhadas por todos os cantos e pra todo mundo. Triei algumas das que mais gostei pra mostrar pra vocês:
Chicletes com insultos de peças do Shakespeare.

Um kit com pena e tinta para escrever como um autor da Idade Média.
Um kit Bibliotecário para você que ama emprestar livros (mas ama ainda mais os seus livros).
Post its de TO DOs e TO DONT’s que você não vai ter coragem de ignorar.

Um diário temático pra você escrever suas jornadas.
Barra energética do Einstein.
Tão divertido!!!!
Não, não ganhei um centavo pra fazer esse post. Pena.
Você está lá no evento XIS, conheceu a pessoa nova, e conversinha vai, conversinha vem, aparece a pergunta O que você faz?
O que você responde?
Acho que é por isso que resolvi comprar o domínio www.olhaoqueeufaco.com.br. Porque lá reúno de fato muito do que eu faço, e fica mais fácil responder. Mas nem ele mostra tudo o que eu faço, não.
Olha esse cartão que a Kim Bost criou. É tão adaptável, tão tão:
Quando alguém me perguntar isso da próxima vez, vou responder: faço texto, faço bolo, faço bolha de sabão, faço sapateado, faço careta, faço xixi, faço feliz, faço piada, faço amigos, faço a festa, faço bem feito, faço oração, faço errado, faço desenho, faço filme, faço esforço, faço vozes, faço música, faço terapia, faço a dancinha da vitória, faço posts e não sei como terminar.
Passando por aqui rapidinho só pra mostrar a School of Life pra quem não conhece a School of Life. Ainda vou ( ) fazer um curso lá ( ) abrir uma dessas.
No meu livro existe uma biblioteca chamada Biblioteca Proibida. A entrada é franca (muito franca) e alguns personagens, uns coitados que leem com a cabeça, acreditam realmente que aquela biblioteca é proibida pelas autoridades do local. Eles leem escondidos em suas mesas, sem nem notar que milhares de pessoas em volta estão lendo, desproibidamente, de maneiras muito mais completas. Transcrevo um trechinho aqui:
Na verdade, a um segundo olhar mais minucioso, era possível perceber que aqueles sujeitos não estavam realmente lendo – ou não o faziam da forma tradicional, pelo menos. Uns lambiam as páginas, outros assopravam, outros batiam com os dedos nas folhas sem dó nem piedade, outros, ainda, conversavam com as páginas, animadamente. A leitora mais assídua ali no canto mergulhava de maiô e tudo dentro de um livro (e letras espirravam por todos os lados, uma bagunça). Era possível contar nos dedos quem lia olhando para as páginas, paradinho, paradinho.
É que lembrei disso ao assistir a um dos curtas de animação que está indicado ao oscar, The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore. Pode até ser que a ideia não seja a mesma, mas senti uma certa sintonia com minha cabeça e estou encantada com essa animação. Olha só:
Estou ansiosa pra assistir no iPad!
*dedico esse post ao querido tio Sandro, que faz aniversário hoje e sempre foi minha inspiração, desde cedo.
Não existe “todas as mulheres são”, não existe “nenhuma mulher é”. 7 bilhões de pessoas no mundo é muita gente. E cada um(a) de nós tem seu valor e seu mundo muito maior do que nós mesmo(a)s pensamos. Sem a ideia de que toda mulher ou é a faz-tudo bem resolvida da propaganda de absorvente (“para uma mulher que é muitas”zzzzzzzzzzzzzzZZZZ) ou é esmagada por dogmas culturais (odeio esse termo).
Ouça esse podcast e tente não sorrir ou se emocionar. Sem clichê de gênero, de emoção, de religião, de estado civil ou de cultura, é um programa de 1 hora de duração apresentado pela Tina Fey, com várias mulheres contando suas histórias de vida. De viúvas russas que cantam Beatles a muçulmanas que correm de carro, a uma menina que criou um projeto com velhinhas na prisão: entrevistas com garotas e as mulheres que elas viraram.
O que há em comum em todas as histórias é como a criatividade foi o carro propulsor de superação ou de manutenção da felicidade dessas meninas. Inteligente e completamente fora do lugar-comum. Vale ouvir: aqui.
Tô aqui escrevendo no intervalo do espetáculo do cirque du soleil (tenho 25 minutos pela frente e ninguém com quem comentar). Tava em casa sem fazer nada e meu amigo manda um “tenho um ingresso de 400 reais pro varekai pra HOJE e não posso ir. Quer?”. Não acreditando que era possível fui lá e fiz. Era um dos meus sonhos, e como costuma acontecer pra mim, aqui estou realizando ele, de repente e de graça.
E estou no auge da inspiração (o cenário lembra muito meu livro), querendo dizer umas coisas pra (sobre) a gente.
1.
Do protagonista ao iluminador: tudo tem um esmero lindo. São pessoas que estão no topo da cadeia alimentar onde trabalham. É o que me lembra a Disney. É o que me lembra de revisar meus trabalhos 48 vezes antes de entregar e o que me deixa triste quando vou dormir depois de um dia que eu poderia ter deixado muito melhor (sempre). Um selo de qualidade além da própria expectativa, é disso que tô falando.
2.
Quando você está numa atmosfera impecável assim o público fica mais exigente. Na primeira acrobacia sensacional todo mundo aplaude. Mas as coisas vão ficando tão melhores com o passar do tempo, que vamos nos acostumando – e quando chega o final do show, aquela primeira acrobacia não vale mais nada. Que medo. Em relação à artetrabalhovida, espero não ter entregado minha melhor acrobacia ainda. Por favor, sejam exigentes.
3.
Mas acho que o mais mais mais incrível das cenas do cirque é que elas são feitas por gente que nasceu no pé de igualdade com a gente. Como eu e (espero) você, também vieram com duas pernas, dois braços e uma cabeça. Ou seja, pouca coisa impedia a gente de fazer com essas pernas e braços o que eles fazem – exceto, talvez, a cabeça.
É por isso que sempre valorizei esporte, alongamento e, agora mais que nunca, dança. Acho triste a gente limitar um instrumento tão legal a andar, sentar e deitar.
O que me separa dessa pessoa absurda aqui no palco é, basicamente, anos de treino e algumas escolhas.
E muita disciplina.
O que me lembra outra coisa: o se esforçar pra fazer o melhor do melhor. Ninguém nasce bom, e todo mundo nasce especial. Se você não quer ser ninguém nem todo mundo, tem que sair daqui da plateia, onde você só tem chance de aplaudir, admirar ou reclamar, e ir lá ralar nos bastidores. E fazer mais, e deixar de fazer muita coisa.
Já vi gente demais dizer que não consegue fazer (insira algo realmente sensacional aqui) porque não tem grana, ou estudou em colégio público ou não tem tempo. Conversa.
Um dia posso perder tudo, inclusive minha memória junto com tudo o que já aprendi, e virar a mendiga amnésica mais ocupada do mundo. Mas Deus me ajude que eu ao menos tente ser a melhor mendiga amnésica sem tempo do mundo.
Pra ornar:
A vida presenteia a gente com coisas lindimais.
Um desses presentes é a Cláu, amiga cuja alma deve ter nascido do ladinho da minha, de mão dada, lá no país onde as almas gêmeas nascem, e que anda me inspirando tanto no quesito VIDA (leia-se ter largado tudo, largado matérias de capa de revistas famosas, e ido estudar ficção científica e fantástica em Liverpool).
Outro presente é a nuvem que o presente-Cláu me recomendou. É um blog livreto cordel poema que me fez respirar melhor e feliz por ver que tem mais gente por aqui na terrinha vivendo com os pés nas nuvens – e escrevendo muito bem.
Obrigada, Nicodamus e Valentina. Vou conhecer mais o universo de vocês e a gente se encontra em breve. : )
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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.