uma questã de trabalho para pensar no dia do trabalho

O que dói mais? O leitor/diretor de criação/cliente/a tua mãe reprovar 1. uma ideia que você sabe que é boa, que saiu de você depois de muito esforço, ou 2. uma ideia que, pra falar a verdade, você sabe que nem é tão sensacional assim?

Pois eu te digo: a segunda opção.

Quando percebi que isso acontecia comigo, achei que tinha alguma coisa muito errada nas minhas ideia. O normal é achar que a gente devia sofrer terrivelmente quando alguém não gosta daquela nossa ideiona, a mais original, a mais claramente gênia, a mais saída de dentro de nós. Afinal, é nossa ideia favorita e COMO PODE VOCÊ NÃO PERCEBER SEU VALOR, SEU GRANDESÍSSIMO BABACA (COM TODO O RESPEITO)?

Claro que saí correndo pra contar essa maluquice pra dona psicóloga, achando que eu ficar triste por ver meus textos ruins reprovados era alguma autopunição, perfeccionismo ou paixão mal resolvida pelo meu pai. Pra variar, não era nada disso.

Ela me trouxe uma coisa bacana à luz: a verdade é que quando faço uma coisa na qual acredito, estou fazendo pra mim, é bacana pra mim. Se alguém disser que não gostou, beleza. Não foi dessa vez, mas foi bom enquanto durou.  Eu continuo gostando. E quem sabe eu use essa boa ideia em algum outro momento da vida. Já quando entrego uma coisa mais ou menos, uma ideia, texto, post, em que não acredito muito, meio complicada, meio empacada, geralmente é porque estou querendo agradar alguém. Ou porque “já conheço esse cliente, é disso que ele gosta”, ou porque “isso aqui não tem erro, vai ser aprovado” ou porque “esse texto vai ter mil comentários positivos, ÓBVIO”. 

E é aí que eu erro. Nessas situações, quando recebo um não, ele vem do tamanho de um elefante. Afinal, eu estava fazendo aquilo tudo pra agradar o leitor/ o diretor/o cliente/ a minha mãe. Fiz aquilo no capricho, mas sem muita empolgação, porque, no fundo, estava esperando uma aprovação. E SE FIZ TUDO ISSO SÓ PRA SER APROVADA, COMO ASSIM RECEBO UM NÃO? Isso é o suficiente pra pirar meu subconsciente, aquele ambiente enevoado onde todas essas manobras estavam acontecendo. E badabin badabem badabumba, surge a frustração.

Desde que entendi esse processo, comecei a fazer as coisas ainda mais do meu jeito, usando o bom senso, mas sem pensar se aquilo vai ser aprovado ou não. Às vezes demora mais, mas é muito mais gostoso e com menos frustrações. E o mais legal é que elas têm sido mais aprovadas do que nunca! (:

Presente de escritor

Essa tarde acabei caindo na Shakespeare’s Den, uma lojinha virtual que é o paraíso de leitores inveterados, drama queens, nerds, artistas e geniozinhos bem-humorados. Lembrei de vocês, e pela primeira vez, resolvi dissecar o site vendo tudo o que eles oferecem de batuta. E se não fosse minha falta de grana meu autocontrole digno de uma jedi, estaria na rua, despejada, com uma mão na frente e outra atrás MAS CHEIA DE BUGIGANGAS INTELIGENTES E DIVERTIDAS ME FAZENDO COMPANHIA.

A seção Presentes para escritores é uma das mais supimpas, mas tem coisinhas legais espalhadas por todos os cantos e pra todo mundo.  Triei algumas das que mais gostei pra mostrar pra vocês:

Chicletes com insultos de peças do Shakespeare.



Um kit com pena e tinta para escrever como um autor da Idade Média.


Um kit Bibliotecário para você que ama emprestar livros (mas ama ainda mais os seus livros).


Post its de TO DOs e TO DONT’s que você não vai ter coragem de ignorar.



Um diário temático pra você escrever suas jornadas.

Barra energética do Einstein.

Tão divertido!!!!

Não, não ganhei um centavo pra fazer esse post. Pena. 

Musicoterapia semanal de mim pra vocês

Oriunda da família DO RE MI, pai maestro e uma orquestra de primos e avós, tinha que sobrar um pouco pra mim. Daí que amo música. Acho que passo umas 12 horas por dia ouvindo música e procurando bandas novas – e, mais importante, selecionando com muito critério o que elas querem cantar pra mim. Uma mistura de curadoria com música. Quer coisa mais gostosa?

E desde a invenção do gravador de CDs no computador, não perdi uma mania. Que é a de fazer playlists pras pessoas queridas. Seja aniversário, casamento, despedida, felicidade ou tristeza, adoro o desafio de sacar da manga do meu iTunes os sons que acho que vão fazer melhor pra determinada pessoa em determinado momento. Eu não entendo nada de musicoterapia, mas essa é minha musicoterapia.

Com o tempo, percebi que essa mania era super bem recebida pelas pessoas. Muita gente me liga do nada no meio do dia ou manda e-mail pra agradecer que o CD que gravei animou sua tarde, ou que achou que tal e tal música foi escrita pra ela, ou até que falou da playlist na sessão de terapia (juro!). Ver que uma simples seleção das músicas certas deixa os outros felizes me deixa feliz. E isso me inspirou a começar mais um projeto (sim, mais um, porque né): todo domingo à noite vou aproveitar aquelas horas à toa e montar uma playlist temática pra iluminar nossas semanas. Meio autobiográfica, meio autoajuda e completamente inspiradora.

O projeto ainda nem tem nome direito, mas a primeira playlist já está aí, sem muita firula e alguma escala de cinza, porque não tem sido fácil pra ninguém. E não me peçam explicações, porque né.

Espero que gostem. : )

o poder de se ter um filtro seletivo-curador

e a preguiça de se escrever algo que preste.

 

PS: música clássica no último volume é muito poderoso.

um post em 3 fases

1. tem um blog de uma menina que deve ter a minha idade, que me assusta muito: ela é igualzinha a mim. A diferença é que ela quer ser escritora e luta pra isso. É o altamente recomendado www.mariaink.com.

2. o que me lembra o filme Apenas o Fim, que está me matando muito aos poucos. Além do roteiro ter me lembrado algumas coisas que perdi, ando me corroendo de raiva da minha falta de proatividade. O filme é simpático, e o que mata é que é MUITO FÁCIL fazer um parecido. E eu não fiz porque…

3. o que me lembra que pelo menos estou com um sistema de toda segunda tentar chegar em casa o mais cedo possível, pra escrever meus 3 livros (é, agora são 3!).

deixe-me correr!

desfoquei

virgem maria, desfoquei.

o Palitos era pra ser mais isso e menos “meu dia a dia como recém chegada ao mundo publicitário”.

Tá. Comprei esse livro aqui. Deve chegar daqui umas 2 semanas. Lá vem uma resenha.

Enquanto isso, visite o blog da menina, que ela é genial. Faço desse texto que ela fez pro Ítalo Calvino meu (digo, não meu. Dela. Mas enfim, aqui está):

“August 05, 2008

to the ghost of Italo Calvino

Hi.

It’s me again.

I know we’ve had our little episodes in the past. Thank you for them. I know at times you’ve frustrated me a bit, but I’m willing to let go of all that because you keep me on my toes. Let me just say that I know you like to mess from people because after a wrote about you several people wrote me and told me that you messed with them too.

But I think it’s great. Really I do. I like that you are keeping us on our toes and opening us up to things that we all would rather not pay attention to. Like the fact that books have a life beyond the author, and that they are in many ways animate things. I’ve always believed that, you don’t need to convince me any further.

But I digress. I am calling on you for another reason entirely. You see I’m working on a new book. It’s something that I think you would really like. Scratch the “think”. I know. And I would like you to come and help me with it. I don’t need you to write it for me, just lend me some of your spirit. That would be perfect. I’m willing to put up with any shenanigans that you would need to inflict on me, (including hiding my books and moving things around a bit.) I don’t mind one bit.

And if you could contact Bruno Munari while you’re at it, maybe he could come and help too. Together we can all make something really great.

That’s all for now.

hope to hear from you soon,
creatively yours,
keri smith

p.s. I miss you.

Posted by kerismith”

gênio.

Mr. Hitler, we have bad news for you.

Quem me convenceu a usar o Twitter foi o @alimasp, com um approach interessante: “Você não precisa necessariamente twittar sobre o que está fazendo, comendo ou sentindo. Pode escrever uma porção de pensamentos aleatórios e ser feliz. Twitter é legal, as pessoas é que não sabem brincar com ele”.

Fui lá e fiz. O que eu não contava é que o Twitter é cheio de pessoas.

Prefiro não desenvolver meu assunto  falando que o Twitter é mais um dos sintomas autistas das 3 pessoas que formam a blogosfera e o mundo publicitário 2.0 porque o Hitler já fez isso:

Adoro mash-ups. Adoro vídeos que traduzem minhas idéias sem que eu precise sair da minha inércia  e acomodação e ter o trabalho de fazê-los.

PS: a dica do vídeo foi do mesmo @alimasp supracitado.

leia.

esse blog correu risco de vida hoje por cerca de 7 horas. Durante esse tempo eu pensei seriamente em desativá-lo e seguir só com o Pargarávio.

Foi então que eu vi que ele anda com mais visitas que o Pargarávio, e sinceramente não sei se isso me deixa quicando de felicidade ou chafurdando de tristeza.

Paciência, adiante:

A galera tá lendo pouco. A New Zealand Book Council (eu nunca sei direito o que esses Conselhos fazem…) sabe disso. Uma das desculpas da galera é que 8 horas por dia de trabalho ininterrupto impedem qualquer cristão de desenvolver um hábito saudável de leitura.

Por mais que seja saudável/referencial/e às vezes não fazer mal não pega nem bem você abrir um livro de 500 páginas na frente do seu chefe, colocar os fones e ler como se não houvesse amanhã.

Daí o tal Conselho criou o sensacional Read at Work. Trata-se de uma coleção de livros camuflados num desktop Windows padrão. Com ele, você pode pôr sua leitura em dia e ninguém vai nem perceber que, em vez de estar montando aquele ppt campeão, você na real está lendo Virgínia Wolf.

Fantástico, fantástico, isso é genial. Ai meus cotovelos.

Clipe de papel

a verdade é essa: quanto mais simples a coisa, mais difícil de fazer.

É mais fácil tentar reproduzir um personagem da Disney do que um personagem desenhado com três risquinhos. As chances do segundo sair torto são muito maiores.

É mais fácil acertar um layout rebuscado que uma coisa simples. No simples, o feio aparece mais rápido.

Pra mim é infinitamente mais fácil escrever uma reportagem que um título publicitário.

Se me dão um tema e me falam pra escrever uma redação com quantas linhas quiser e depois sintetizar tudo em geniais duas palavras, vou demorar 15 minutos pra terminar a redação e 3 horas e meia pensando na melhor dupla de palavras, e vou perder por W.O.

Vai ver é por isso que os caras mais geniais
são aqueles que conseguem fazer coisas simples e perfeitas.

Tipo um clipe de papel.

[ontem não atualizei porque fui reviver um pouco e respirar os ares de minha querida e amada Paulista. O Starbucks da Alameda Santos tá tinindo, lindo lindo]

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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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