Palitos de Fósforo


ainda não, tô planejando
Agosto 25, 2009, 3:06 pm
Arquivado em: inércia maldita


Puxa, e eu nem contei!
Agosto 20, 2009, 1:02 am
Arquivado em: O livro, Revolução, bloquinhos salvadores, inércia maldita, o outro livro

Li o livro The Writer’s Block (ainda vou falar dele aqui), e foi ótimo.

Ótimo porque além de dar várias dicas para escritores incompetentes como eu (era até pouco tempo), ele me abriu os olhos para o seguinte: em todas as páginas do livro, está implícito que pra você ser um escritor, tem que escrever todos os dias, como uma rotina.

Ou seja, dentre as 786 dicas do livro, não existe a dica: Tente escrever todos os dias. Não. Pro autor, é óbvio que você escreve todos os dias, e se não escreve é porque teve um bloqueio. E precisa se livrar disso.

Deste livro em diante, estou indo dormir mais tarde, mas com a sensação de dever cumprido. Não fico mais 4 meses sem tocar no meu livro lamentando minha falta de tempocriatividadepaciênciaorganização.

Agora escrevo todo santo dia meia página do meu livro (ou melhor, dos 3 que estou escrevendo). Às vezes me irrita porque parece que estou escrevendo forçada e que a qualidade do texto cai um pouco, mas só a sensação dos livros estarem vivos e crescendo, e a sensação real de que eles vão ter um fim afinal, me deixam feliz.

É isso.

não há desculpas.



good writing is hard work!
Julho 14, 2009, 12:58 pm
Arquivado em: bloqueio, inércia maldita

Não gosto muito do Snoopy. Aliás, gosto NADA do Snoopy. Mas isso é legal:

difíciiil

(via)

Não sei se o mais difícil é escrever bem ou sentar e se concentrar pra escrever bem.

E estou lendo um livretinho muito do inspirador. Quando terminar, conto pra vocês.



um post em 3 fases
Junho 29, 2009, 5:01 pm
Arquivado em: dor de cotovelo, eu, inércia maldita

1. tem um blog de uma menina que deve ter a minha idade, que me assusta muito: ela é igualzinha a mim. A diferença é que ela quer ser escritora e luta pra isso. É o altamente recomendado www.mariaink.com.

2. o que me lembra o filme Apenas o Fim, que está me matando muito aos poucos. Além do roteiro ter me lembrado algumas coisas que perdi, ando me corroendo de raiva da minha falta de proatividade. O filme é simpático, e o que mata é que é MUITO FÁCIL fazer um parecido. E eu não fiz porque…

3. o que me lembra que pelo menos estou com um sistema de toda segunda tentar chegar em casa o mais cedo possível, pra escrever meus 3 livros (é, agora são 3!).

deixe-me correr!



o
Dezembro 11, 2008, 5:59 pm
Arquivado em: inércia maldita


A body at rest will stay at rest until acted upon.
Outubro 23, 2008, 1:52 pm
Arquivado em: inércia maldita

retirado daqui

There’s a difference between an amateur and a professional. The amateur works when the mood strikes. The professional works.

I often hear people tell me they want to do a strip or write a comic or mow the lawn — really — when they get the chance.

Liars.

There is always a chance. There is always time. The only thing getting in the way is you. I’ve heard every excuse under the sun why you can’t get things done: I have classes, I have work, I’m extremely busy getting inspiration on the Internet. It’s all BS.

I’ll let you in on my life. I am happily married with two 9-year-old boys. Every morning, my wife goes to work early and it’s up to me to get breakfast for the kids, make their beds, make sure they get dressed and have their teeth brushed before I drive them to school. Then at 4p.m., my wife picks up the kids. We work with them on their homework (which sometimes takes 2 hours). We make them dinner, get them showered and ready for bed by 9 p.m. If you’ve ever had kids, you know the stress it is chasing after them to get everything done.

I also have a couple of jobs. Maybe even 3 or 4. I letter comic books. Lots of them. On average I do about 8 or so books a month. I also own a company where 4 guys letter books under my direction. I check their work, help with titles, work on styles, work with editors on giving them what they want, designing new fonts and trafficking lots of titles. It’s more than a fulltime job.

I also write and draw a quarterly comic book. I write it, pencil it, ink it and letter it. I used to color it, but it just took up too much time—I had to give it up kicking and screaming. So, that’s 100-pages-a -year of that. Also, this past year I wrote 4 issues of another comic title. Again, that is what some writers’ fulltime job for three months would be.

So, as you can see, I’m really busy. I work nights, weekends, holidays—all the time. So why add a daily strip into the mix when there is no guarantee of money, reward, or even modest recognition?

I have to.

I don’t just want to write this strip, I have to do it. And I’ve made the time to do it. And so can you. But what does that really mean?

Instead of playing Grand Theft Auto, put down the controller and pick up the pencil. Can’t miss the latest episode of Family Guy? Get a lapboard and draw while watching. If you really want to do this — if you need to do this — then do it. No excuses. A body at rest will stay at rest until acted upon.

Act upon that dream of doing a webcomic and keep the momentum.

This post was submitted by Chris Eliopoulos.

Desculpa não traduzir. Não é falta de tempo, é preguiça mesmo.



Mr. Hitler, we have bad news for you.

Quem me convenceu a usar o Twitter foi o @alimasp, com um approach interessante: “Você não precisa necessariamente twittar sobre o que está fazendo, comendo ou sentindo. Pode escrever uma porção de pensamentos aleatórios e ser feliz. Twitter é legal, as pessoas é que não sabem brincar com ele”.

Fui lá e fiz. O que eu não contava é que o Twitter é cheio de pessoas.

Prefiro não desenvolver meu assunto  falando que o Twitter é mais um dos sintomas autistas das 3 pessoas que formam a blogosfera e o mundo publicitário 2.0 porque o Hitler já fez isso:

Adoro mash-ups. Adoro vídeos que traduzem minhas idéias sem que eu precise sair da minha inércia  e acomodação e ter o trabalho de fazê-los.

PS: a dica do vídeo foi do mesmo @alimasp supracitado.



Ode à idéia natimorta

Então você é criativo, não é? Quando você era criança, sua mãe era daquelas que te dava Leite Ninho numa mão, um livro na outra, e programas da Cultura como trilha sonora. Na escola, se você não era dos quietinhos cdfs, era dos incompreendidos à la Calvin, que iam pra diretoria semanalmente, mas cujas notas superaam a dos quietinhos. Incompreendido. Não, não. Criativo. E você carrega esse fardo, meio orgulhoso, meio irritado com seus tios te olhando com aqueles olhinhos brilhantes, esperando seu próximo ato criativo, ou com seu pai, esperando você trocar de roupa antes de sair de casa, porque pra ele aqueles sapatos não traduzem uma combinação criativa.

Então você me entende. Então provavelmente você entende o conceito de idéia natimorta. Então você pode declamar comigo a ode à idéia natimorta.

São 24 horas no dia. Se sua cabeça não pára, deve ter fertilidade suficiente pra conceber umas 24 idéias por dia. 25 num dia ruim, uma em um bom dia. 23 delas não prestam, e você as joga no lixo hospitalar das idéias (não sem antes colocá-las num recipiente adequado à prova de plágio). E a outra uma é aquelas. Seu inconsciente [aquele velho senhor muito do inconveniente que trabalha escondido noite e dia, e só surge nos momentos inapropriados, com sonhos estranhos que resolvem te mostrar seus sentimentos inapropriados por pessoas inapropriadas] moldou a pequena, acertou os detalhes e a jogou em algum setor do seu cérebro, aquele que você gosta de chamar de zona da inspiração. [e zona é um ótimo nome, já que a inspiração nem sempre é uma moça de família, e tô pra ver alguém que curta mais do que ela esse negócio de só resolver funcionar em troca de dinheiro ou de um ou dois copinhos.] Uma vez tendo a idéia lá no lugar certo, chega a sua vez, já que esse processo, como quase tudo na vida, nada mais é do que um trabalho em série, cuja parte pior é de sua responsabilidade.

E aí o que você tem que fazer é fazer. Mas fazer nem sempre é a coisa mais fácil a se fazer. Porque assim que a idéia cai no seu cérebro, você certamente está lá, mais ocupado, assistindo Gilmore Girls e tomando café (porque Gilmore Girls dá uma vontade louca de tomar café, é fato) e vai adiar o momento da idéia por mais um tempo. Mas ela não é tão insistente a ponto de ficar chutando e implorando pra nascer, não. Se você não der atenção à pequena, no instante em que for botá-la no papel (ou no computador, ou na sua vida), ela se recusará a sair para o mundo, e você se verá diante de uma ex-idéia.

E todos vão dizer puxa, mas era uma idéia tão boa, tão cheia de vida quando era viva. E a Pollyanna vai dizer mas pelo menos você assistiu bastante tv enquanto não colocava a idéia em prática, e assistir bastante tv traz um pouquinho de matéria prima pro Senhor Inconsciente trabalhar. Consolar até consola. Mas você sabe muito bem que a vida real traz ainda mais matérias primas, e queima menos neurônios. E que a tragédia de uma idéia natimorta é tanto maior quanto o tamanho e importância da idéia. E que o tio Ben sempre esteve certo.

[texto escrito há 1 ano atrás e ctrlczado aqui porque reli e, puxa vida, gostei]



sou uma das mais entusiastas e apoiadoras da greve dos roteiristas.

veja o senhor, tou até participando. greve

retirado desse site mágico que encontrei no blog do Daniel.

resoluções, me salvem!