voltei pra casa encucada. sexta-feira, 19h30 da noite, um dos meus diretores olhou torto pra minha estratégia e me perguntou: onde estão suas ideias mirabolantes?
vai ver estavam na praia, tomando água de coco, ou já tinham ido pro happy hour há muito (às vezes essas aí se valorizam mais do que eu e aproveitam a vida que é uma beleza).
e fui embora, não era nada grave com prazo apertado, fim de semana é pra descansar, sair, dormir, pensar na vida, nos amigos e esquecer tudo, até a internet, ignorar completamente toda e qualquer coisa que seja ligada à vida profissional.
E quem consegue?
Cérebro criativo se boicota. Você pode querer não pensar em alguma coisa. Ele, só de teimoso, fica trazendo ela à tona, e mostrando a situação, como um molde 3D, lá dentro. E você começa a ter ideias, a pensar. Aí você pode assobiar, ligar prum amigo, correr na praia e até falar bem alto pra não dar ouvido às ideias. Chega uma hora que você não aguenta mais e se entrega: pega o caderninho.
A verdade é a seguinte, meu querido: ideia adora fazer hora extra. Quem trabalha com criação não tem férias.

E ideia de final de semana devia deixar o job muito mais caro.
O último comentário nesse blog foi o da Marina, com a frase que deu título a esse post.
Curiosamente, nem foi ele que me motivou a escrever aqui. A verdade é que eu tinha parado porque achava meio idiota (olha só!) ter muitos blogs, quando posso escrever tudo o que escreveria aqui sobre criação, inspiração, vida profissional etc etc etc, no próprio Pargarávio.
Mas esses dias reli esse blog e achei ele legal. Gostei mesmo. Acho que ele tem uma vida própria. Então voltei.
O problema de ter muitos projetos é que nunca vou consegui-los divulgar a todos direitinho. Se eu enviar um minispam pros meus amigos a cada vez que faço um post em cada blog, vou ser odiada pra sempre. Então fico quieta, esperando que as estatísticas cresçam sozinhas.
Sonhadora.
Espero o dia em que chegará meu sucesso graças a alguma coisa muito nadaver, quando as pessoas vão descobrir todos os meus textos em todos os blogs e vão ficar loucas, e quererão (ah, que bela conjugação) publicar tudo em livros.
Por enquanto estou na fase de criação! Seja bem vindo de volta, Palitos. E inspire.
viver para blogar ou blogar para viver?
eis a questão. – acordei com essa frase na cabeça, e fiquei me perguntando o que será que eu devia estar sonhando pra acordar falando isso. de qualquer forma, ela parecia muito mais genial às 8 da manhã.
Agora, genial mesmo é isso aqui:
a música e a letra… tudo fantástico. Divirta-se.
não sei se são os (cerca de) 42 projetos que eu tento levar pra frente ou que surgem na minha cabeça de hora em hora… mas eu tenho a constante sensação de que estou perdendo tempo.
Se por um lado isso é saudável, por outro não é nada bom [que bom que as coisas geralmente são redondinhas e não têm só dois lados.] : assisto tv achando que estou tomando tempo do meu livro, arrumo a casa achando que devia estar rabiscando alguns rabiscos, faço alguns afazeres lembrando que ainda não reinstalei o Adobe Premiere no computador, almoço, janto e durmo perguntando se é realmente necessário. Preocupada se vai dar tempo.
” Inda deu tempo! Inda deu tempo! Inda deu tempo!
Inda deu tempo, inda deu tempo de quê?
Não está acontecendo nada
Mas o pessoal é obsessivo
Não se incomoda com barulho
E nem dá bola pra canseira
Ou esperam uma mensagem
Ou estão todos de bobeira”
[Luiz Tatit]
Noites insones e chuvosas não podem dar em coisa boa. Rolava para um lado e para outro na cama, com pernilongos cantarolando nos meus ouvidos e me convencendo a começar mais um blog [é, não começar OUTRO blog, mas mais um].
Pra não perder a segunda noite consecutiva, deixo maiores explicações para amanhã. Para os que dormem, boa noite!