viver para blogar ou blogar para viver?
eis a questão. – acordei com essa frase na cabeça, e fiquei me perguntando o que será que eu devia estar sonhando pra acordar falando isso. de qualquer forma, ela parecia muito mais genial às 8 da manhã.
Agora, genial mesmo é isso aqui:
a música e a letra… tudo fantástico. Divirta-se.
às vezes o bloqueio criativo vem de fora. Clique pra ampliar.
Triste, mas é verdade. Às vezes quem faz isso são professores, chefes, clientes ou pessoas desconhecidas, sempre tão prestativas.
Nunca vou me esquecer do meu primeiro chefe oficial, que fazia o estilo do penúltimo quadrinho, era desesperador. Bons tempos. O auge foi quando ele pediu pra eu fechar os olhos de um garoto numa foto, usando o Photoshop.
Se é inglês é portfolio, deve ser assim mesmo. O portifólio é aportuguesado, então façamos como quisermos.
Ninguém sabe como é, na realidade. E pra mim a confusão está em todos os níveis do benquisto portafólios: vejo muita gente se preocupando com regras e como montar um portifólio. É esquisito. As pessoas atrasam a procura por empregos porque “o portifólio não está pronto”, porque “falta isso ou aquilo no meu portifólio”. Não sou nada entendida nesses assuntos, mas acho estranho tanta obsessão.
Eu nunca parei pra montar um portifólio, fui fazendo coisas por livre e espontânea vontade e quando reparei, tinha coisas pra apresentar ao mundo.
[nada essencialmente publicitário, é verdade, e aí talvez resida o problema pra alguém que faz Publicidade.]
Eu não sou focada em nada, portanto coloco no meu currículo todas as coisas online que tenho, desde esse blog até vídeos e minha lojinha. E não cheguei a passar por maus bocados por causa disso.
Estaria eu super adiantada ou super por fora? Se algum dia eu sair em busca de algo em Redação ou Cinema estou muito enrolada? Ou o futuro reside aqui? Quem viver verá.
Peço vossas opiniões.
Estou viciada no sensacional Cilada, programa que passa às 21h15 todas as sextas no Multishow, escrito e protagonizado pelo Bruno Mazzeo (filho do Chico Anysio!).
A série trata dos trágicos e indispensáveis “programas de índio” e é altamente identificável. O tema da semana passada foi Teatro Alternativo, daqueles ruins, que ninguém entende, ninguém acha graça, mas ninguém é homem o suficiente pra admitir isso e gritar, no final, que “o rei está nu”. [e isso é tema pra algum post futuro]
Uma das melhores falas desse episódio é mais ou menos assim (transcrição de memória):
“Por que artista é tão carente que precisa perguntar pra todo mundo se gostou do trabalho dele? Já pensou se a moda pega?
*corta pra um cirurgião saindo da sala de operação e conversando com a enfermeira*
– E aí? Gostou da cirurgia? Eu me saí bem? Você… você acha que eu convenci, assim, como cirurgião?”
E é mesmo. Artistas e gente da criação, por mais metidos que sejam, são no fundo um poço de carência que até dói. Afinal, é o retorno que lhes/nos cabe, principalmente em países ou planetas que não costumam dar muitos tostões pra Senhora Cultura e pra Senhora Arte. E posts, posts não dão dinheiro pro arroz e feijão, mas alimentam a auto-estima.
O ruim é quando sua auto-estima é anoréxica, tipo a minha.
Enquanto isso…
Sorte de hoje: Venda as suas idéias – elas são completamente aceitáveis.
O senhor é mesmo um fanfarrão, senhor Büyükkökten.
Gente, gente, vocês gostaram desse blog? Ele convence? Ele tem futuro?
