Estou viciada no sensacional Cilada, programa que passa às 21h15 todas as sextas no Multishow, escrito e protagonizado pelo Bruno Mazzeo (filho do Chico Anysio!).
A série trata dos trágicos e indispensáveis “programas de índio” e é altamente identificável. O tema da semana passada foi Teatro Alternativo, daqueles ruins, que ninguém entende, ninguém acha graça, mas ninguém é homem o suficiente pra admitir isso e gritar, no final, que “o rei está nu”. [e isso é tema pra algum post futuro]
Uma das melhores falas desse episódio é mais ou menos assim (transcrição de memória):
“Por que artista é tão carente que precisa perguntar pra todo mundo se gostou do trabalho dele? Já pensou se a moda pega?
*corta pra um cirurgião saindo da sala de operação e conversando com a enfermeira*
- E aí? Gostou da cirurgia? Eu me saí bem? Você… você acha que eu convenci, assim, como cirurgião?”
E é mesmo. Artistas e gente da criação, por mais metidos que sejam, são no fundo um poço de carência que até dói. Afinal, é o retorno que lhes/nos cabe, principalmente em países ou planetas que não costumam dar muitos tostões pra Senhora Cultura e pra Senhora Arte. E posts, posts não dão dinheiro pro arroz e feijão, mas alimentam a auto-estima.
O ruim é quando sua auto-estima é anoréxica, tipo a minha.
Enquanto isso…
Sorte de hoje: Venda as suas idéias – elas são completamente aceitáveis.
O senhor é mesmo um fanfarrão, senhor Büyükkökten.
Gente, gente, vocês gostaram desse blog? Ele convence? Ele tem futuro?