Arquivado em: O livro, Revolução, bloquinhos salvadores, inércia maldita, o outro livro
Li o livro The Writer’s Block (ainda vou falar dele aqui), e foi ótimo.
Ótimo porque além de dar várias dicas para escritores incompetentes como eu (era até pouco tempo), ele me abriu os olhos para o seguinte: em todas as páginas do livro, está implícito que pra você ser um escritor, tem que escrever todos os dias, como uma rotina.
Ou seja, dentre as 786 dicas do livro, não existe a dica: Tente escrever todos os dias. Não. Pro autor, é óbvio que você escreve todos os dias, e se não escreve é porque teve um bloqueio. E precisa se livrar disso.
Deste livro em diante, estou indo dormir mais tarde, mas com a sensação de dever cumprido. Não fico mais 4 meses sem tocar no meu livro lamentando minha falta de tempocriatividadepaciênciaorganização.
Agora escrevo todo santo dia meia página do meu livro (ou melhor, dos 3 que estou escrevendo). Às vezes me irrita porque parece que estou escrevendo forçada e que a qualidade do texto cai um pouco, mas só a sensação dos livros estarem vivos e crescendo, e a sensação real de que eles vão ter um fim afinal, me deixam feliz.
É isso.

mas tive uma iluminaçãozinha (e deus abençoe os palitos que funcionam). Não é mais do mesmo. É uma homenagem a todos os livros de fantasia que li desde miúda.
Não, sério. Pior que é mesmo.
Agora encaro com mais auto-confiança. Pronto.
Tá salvo.
Arquivado em: O livro, a Internet, inspirando, tenho medo | Tags: auto-ajuda
claro que não esqueci do meu livro. ele não me deixa esquecer, sempre fica martelando na cabeça “até você ter um filho ou uma idéia melhor que eu, eu sou o projeto da sua vida, sua imbecil”.
aí eu descobri alguns blogs de outras pessoas que contam seus processos criativos. e eles me inspiram e também não me deixam esquecer do meu livro. Tem um deles que é de um cara publicitário que conta sua saga em busca de uma editora para publicar sua obra. dia desses deixei um comentário por lá pedindo ajuda, e ele fez um post pra isso. Gostei bastante.
September 13, 2008
How long is long?
Yesterday, Franfran commented on this blog: I have an elementary problem: I can’t write my first book. I’m working on it for 7 years (SEVEN YEARS), and it’s just the beginning. Any tips for me in my despair?
Far be it from me to suggest I’m able to offer ‘tips’ to any aspiring writers (my lack of success kind of precludes me from doing that with any authority) but I thought it was an interesting dilemma.
How long does a book take? How long should it take? Are we saying from very first idea to final draft, or from first word on the page to last?
I went into the process of my own book in an earlier post, but from the initial idea to this point has been a minimum of four years. I can’t remember exactly when the very first thought came into my mind, but there was a lot of gestation and crappy writing before I actually got anywhere, and it wasn’t until last year that I really took it by the scruff of the neck. I don’t know for sure, but for a first-time author that feels about average. I didn’t know what I was doing; I didn’t know how bad it was; I hadn’t developed any ways of working through problems; I was finding my feet.
For proper authors I’ll bet the time it takes to create a book varies enormously. Barbara Cartland: five minutes. JD Salinger: we’re still waiting. They might have ten plots knocking around their heads simultaneously or carefully nurture a single story for decades. This would appear to be another one of those fascinating grey areas that makes writing both maddening and satisfying.
From my point of view, the only ‘advice’ I could possibly give Franfran is that seven years is nothing if the book turns out right. If someone could guarantee me that I’d have a really good book written in ten years’ time but nothing until then, I’d be delighted. I’d also say the same thing I’ve said to several people who tell me they’ve got a great story that they haven’t written: the only person who can do this is you. Once you accept that, it frees you from the yoke of the myriad excuses that are so easy to find. If you want to write a book there can be no excuses. You either write it or you don’t. It’s as simple as that.That’s the fun bit of today’s post. The dull bit is two more rejections (they’re reading/rejecting faster than they said they would): Darley Anderson and Coombs Moylett. I might start sending a few more letters out.
Arquivado em: O livro, Por que fósforos?, Revolução, a Internet, dor de cotovelo, tenho medo | Tags: desfoquei, keri smith
virgem maria, desfoquei.
o Palitos era pra ser mais isso e menos “meu dia a dia como recém chegada ao mundo publicitário”.
Tá. Comprei esse livro aqui. Deve chegar daqui umas 2 semanas. Lá vem uma resenha.
Enquanto isso, visite o blog da menina, que ela é genial. Faço desse texto que ela fez pro Ítalo Calvino meu (digo, não meu. Dela. Mas enfim, aqui está):
“August 05, 2008
to the ghost of Italo Calvino
Hi.
It’s me again.
I know we’ve had our little episodes in the past. Thank you for them. I know at times you’ve frustrated me a bit, but I’m willing to let go of all that because you keep me on my toes. Let me just say that I know you like to mess from people because after a wrote about you several people wrote me and told me that you messed with them too.
But I think it’s great. Really I do. I like that you are keeping us on our toes and opening us up to things that we all would rather not pay attention to. Like the fact that books have a life beyond the author, and that they are in many ways animate things. I’ve always believed that, you don’t need to convince me any further.
But I digress. I am calling on you for another reason entirely. You see I’m working on a new book. It’s something that I think you would really like. Scratch the “think”. I know. And I would like you to come and help me with it. I don’t need you to write it for me, just lend me some of your spirit. That would be perfect. I’m willing to put up with any shenanigans that you would need to inflict on me, (including hiding my books and moving things around a bit.) I don’t mind one bit.
And if you could contact Bruno Munari while you’re at it, maybe he could come and help too. Together we can all make something really great.
That’s all for now.
hope to hear from you soon,
creatively yours,
keri smith
p.s. I miss you.
Posted by kerismith”
gênio.
Arquivado em: O livro, megalomanias | Tags: cinema, fernando meirelles, saramago
só falo uma coisa: eu quero.
Posso ser o Saramago ou o Fernando Meirelles. Mas de preferência o Saramago.
Posso até estar velhinha. Mas eu quero.
(desculpem o amontoado de vídeos que o Palitos tá virando, mas é bom também).
Daí você precisa ter uma memória muito boa.
São muitos personagens, cada um com sua história. Tem que tratar todo mundo com o mesmo respeito. Daí acabei de começar a escrever sobre a Greta, e o Word com a mini-biografia dela (tenho de todos os personagens mais importantes) tá em casa*.
Não lembro se ela é órfã ou não, e creia, isso FAZ diferença. De qualquer forma, continuo a escrever, de teimosa. Mesmo correndo o risco de estar seguindo um auto-briefing errado. O mais engraçado é isso: que o livro é meu, se eu quiser mudar tudo enquanto escrevo, posso. Mas tem todo um planejamento, saca? E posso ferrar toda a história mais pra frente se agora eu esquecer de algum detalhe que eu já tinha pensado.
Reescrever não é opção. Não depois de 7 anos.
[*escrevi esse post no ônibus, há um tempinho. Então agora, como o Word em mãos, vejamos:
Greta
Menina egípcia que não conhece o pai (Bakarah), mas ouve histórias dele pela sua mãe.
Maldição imunda... vou ter que reescrever o trecho inteiro].
liguei meu scanner e escrevi duas enormes páginas de Word do meu livro.
Cheia de idéias para discutir aqui também!
Quanto ao meu livro… ele está na página 35 (120 em formato de livro). E está tão no começo, mas tão no começo, que só de pensar tudo o que ainda vem pela frente, dá até preguiça. Avante, coragem, marchemos.
Arquivado em: O livro | Tags: sexo livro personagem protagonista feminino masculino
pretendo desenvolver esse assunto em data mais propícia (8 de março, talvez), mas é revoltante. Não existe uma personagem feminina com relevância que seja ultra super mega legal. 99 por cento dos protagonistas bacanas são homens.
No meu livro não está sendo diferente. Tou pensando seriamente em transformar o Sandro em Sandra.
ui.
[Franfran] diz:
agora preciso pensar se vou agora e não pego chuva, ou arrisco pegar o trem lotado.
Marilucia diz:
Aqui tá parando tb…………..só caindo nas calhas o q sobrou no telhado
[Franfran] diz:
pq tá transito, acho que vou voltar de trem
Marilucia diz:
vá de trem sem chuva,………..é melhor………..pq vc é pobrezinha e não tem guarda chuva
[Franfran] diz:
e o trem lotado? vc não tem noção de como lota
Marilucia diz:
tua vó me disse
Marilucia diz:
então olha pro céu e veja se vai chover mais daqui meia hora…………….quando vc for escritora……….não vai estar nem aí com chuva, tre, lotado, gente……………vai estar perto da lareira……………….mas precisa escrever, escrever escrever para sair o primeiro…………jogar as palavras de qq jeito e escreve
Marilucia diz:
escrever escrever
Marilucia diz:
aí vc vai ficar com saudade do trem lotado pq ele q alimenta vc p escrever……por causa das pessoas diferentes q vc encontra…………..xiiii é uma confusão
não sei se é todo mundo, acho que é todo mundo.
Pelo menos comigo é assim: cada texto meu tem muito de autobiográfico. Só abrir meus blogs pra ver: tem fases meio melancólicas, outras mais felizonas, mais introspectivas-autoajuda ou extrovertidas-engraçadinhas… e geralmente vão sendo divididas por temas, sem querer.
Agora, em livro é que é engraçado. Como não sentei pra escrevê-lo de uma só tacada, cada página ou dupla de páginas pega uma fase minha. Quase que subliminarmente, meus personagens passam por todas as crises que eu passo enquanto eu os escrevo. Tenho pena deles.