Palitos de Fósforo


Ensaio sobre a Cegueira - reação do Saramago depois de ver o filme.
Maio 21, 2008, 5:48 pm
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só falo uma coisa: eu quero.
Posso ser o Saramago ou o Fernando Meirelles. Mas de preferência o Saramago.
Posso até estar velhinha. Mas eu quero.

(desculpem o amontoado de vídeos que o Palitos tá virando, mas é bom também).



+ do livro - e daí que é domingo e eu “não atualizo de domingo”?
Maio 4, 2008, 1:37 am
Arquivado como: O livro, personagens

Daí você precisa ter uma memória muito boa.

São muitos personagens, cada um com sua história. Tem que tratar todo mundo com o mesmo respeito. Daí acabei de começar a escrever sobre a Greta, e o Word com a mini-biografia dela (tenho de todos os personagens mais importantes) tá em casa*.

Não lembro se ela é órfã ou não, e creia, isso FAZ diferença. De qualquer forma, continuo a escrever, de teimosa. Mesmo correndo o risco de estar seguindo um auto-briefing errado. O mais engraçado é isso: que o livro é meu, se eu quiser mudar tudo enquanto escrevo, posso. Mas tem todo um planejamento, saca? E posso ferrar toda a história mais pra frente se agora eu esquecer de algum detalhe que eu já tinha pensado.

Reescrever não é opção. Não depois de 7 anos.

[*escrevi esse post no ônibus, há um tempinho. Então agora, como o Word em mãos, vejamos:

Greta

Menina egípcia que não conhece o pai (Bakarah), mas ouve histórias dele pela sua mãe.

Maldição imunda... vou ter que reescrever o trecho inteiro].



fim de semana produtivo
Fevereiro 18, 2008, 1:41 pm
Arquivado como: O livro | Tags:

liguei meu scanner e escrevi duas enormes páginas de Word do meu livro.

Cheia de idéias para discutir aqui também!

Quanto ao meu livro… ele está na página 35 (120 em formato de livro). E está tão no começo, mas tão no começo, que só de pensar tudo o que ainda vem pela frente, dá até preguiça. Avante, coragem, marchemos.



mudança de sexo.
Fevereiro 7, 2008, 10:31 pm
Arquivado como: O livro | Tags:

pretendo desenvolver esse assunto em data mais propícia (8 de março, talvez), mas é revoltante. Não existe uma personagem feminina com relevância que seja ultra super mega legal. 99 por cento dos protagonistas bacanas são homens.

No meu livro não está sendo diferente. Tou pensando seriamente em transformar o Sandro em Sandra.

ui.



mães sempre estão certas.
Dezembro 19, 2007, 6:04 pm
Arquivado como: O livro | Tags:

[Franfran] diz:
agora preciso pensar se vou agora e não pego chuva, ou arrisco pegar o trem lotado.

Marilucia diz:
Aqui tá parando tb…………..só caindo nas calhas o q sobrou no telhado

[Franfran] diz:
pq tá transito, acho que vou voltar de trem

Marilucia diz:
vá de trem sem chuva,………..é melhor………..pq vc é pobrezinha e não tem guarda chuva

[Franfran] diz:
e o trem lotado? vc não tem noção de como lota

Marilucia diz:
tua vó me disse

Marilucia diz:
então olha pro céu e veja se vai chover mais daqui meia hora…………….quando vc for escritora……….não vai estar nem aí com chuva, tre, lotado, gente……………vai estar perto da lareira……………….mas precisa escrever, escrever escrever para sair o primeiro…………jogar as palavras de qq jeito e escreve

Marilucia diz:
escrever escrever

Marilucia diz:
aí vc vai ficar com saudade do trem lotado pq ele q alimenta vc p escrever……por causa das pessoas diferentes q vc encontra…………..xiiii é uma confusão



autobiografias expressas.
Dezembro 10, 2007, 11:44 pm
Arquivado como: O livro, eu | Tags:

não sei se é todo mundo, acho que é todo mundo.

Pelo menos comigo é assim: cada texto meu tem muito de autobiográfico. Só abrir meus blogs pra ver: tem fases meio melancólicas, outras mais felizonas, mais introspectivas-autoajuda ou extrovertidas-engraçadinhas… e geralmente vão sendo divididas por temas, sem querer.

Agora, em livro é que é engraçado. Como não sentei pra escrevê-lo de uma só tacada, cada página ou dupla de páginas pega uma fase minha. Quase que subliminarmente, meus personagens passam por todas as crises que eu passo enquanto eu os escrevo. Tenho pena deles.



nessa sala todas os meus sonhos viram realidade. E algumas das minhas realidades viram sonhos.
Dezembro 6, 2007, 10:59 pm
Arquivado como: O livro, Revolução, inspirando

Não é só porque ele é o avô de uma das minhas personagens favoritas do meu livro, mas o Willy Wonka do Gene Wilder é um dos meus personagens favoritos de todos os tempos.

Ele me inspira, quando crescer quero ser como ele, já tive uns sonhos doidos de abrir uma doceria totalmente temática em algum ponto de minha vida… e a música que ele canta quando vai às margens do rio de chocolate é entoada todo dia por mim quando acordo, na minha imaginação.

Willy Wonka:
[Spoken]
Hold your breath
Make a wish
Count to three

[Sung]
Come with me
And you’ll be
In a world of
Pure imagination
Take a look
And you’ll see
Into your imagination

We’ll begin
With a spin
Traveling in
The world of my creation
What we’ll see
Will defy
Explanation

If you want to view paradise
Simply look around and view it
Anything you want to, do it
Want to change the world?
There’s nothing
To it

There is no
Life I know
To compare with
Pure imagination
Living there
You’ll be free
If you truly wish to be

If you want to view paradise
Simply look around and view it
Anything you want to, do it
Want to change the world?
There’s nothing
To it

There is no
Life I know
To compare with
Pure imagination
Living there
You’ll be free
If you truly
Wish to be
.

pra mim, pelo menos, inspira. e muito. É o lado mais mágico da criatividade, a imaginação.



sem ciúmes, galera.
Novembro 26, 2007, 11:16 pm
Arquivado como: Metáforas claras como a água, O livro, Rebecando, tenho medo

Rebeca, senta aqui. Willifill, pare de puxar as tranças dela. Pargarávio, não bata na sua irmãzinha supimpa. E você, quer parar de mexer com seu irmão mais novo? Palitos de fósforo são perigosos! Vocês todos, querem se comportar???

Se minhas invencionices assumissem formas de carne e osso, estariam assim mesmo. Vejo todas numa daquelas festas infantis cheias de coxinhas frias, tomando Coca sem gás e puxando o cabelo uma da outra, tentando aparecer, querendo ganhar mais mesada que o outro, querendo ganhar mais presentes.

Gente, eu quero que todo mundo ganhe mesada um dia, quero mesmo. Mas por enquanto só a Supimpa faz isso. E tem uns filhos que exigem mais atenção que outros. Não vou me perdoar se algum deles virar um viciado, ou fugir de casa pra nunca mais voltar. Tento ir levando. Desculpa, gente, vou dando comida pra vocês crescerem, mas aos poucos. Alguns me exigem tanto tempo que eu acabo pirando, e só posso mimar nas férias. Outros choram querendo ser atendidos a todo segundo.

Eu tento, juro que tento. Só quero que parem de disputar aí dentro.

Alguém quer mais groselha?

Existe uma pequena e leve chance de eu sofrer de esquizofrenia, esse post me diz alguma coisa.



o Harry Potter é um chato.
Novembro 17, 2007, 10:34 pm
Arquivado como: O livro

olha, eu nem queria dizer isso, parece até dor de cotovelo, só porque a J.K. Rowling está multibilionária e eu não. Mas lendo esse sétimo livro, agora, do alto e rasante dos meus 20 anos, reparei que a dona Joanne é uma picareta que sabe desenvolver tramas muito bem, mas que escreve mal.

direi isso em mais detalhes quando concluir esse último livro da sortuda inglesa, provavelmente no meu Pargarávio, mas por ora vamos filosofar sobre como, afinal, é difícil escrever bem, mas é ainda mais difícil criar um personagem carismático e identificável.

pois vamos ao título desse post, o Harry Potter é um chato. Com o desenrolar da trama, eu pego cada vez mais antipatia por ele. Afinal, apesar de ser famosíssimo e o protagonista de uma série divertida (da qual sou fã desde, sei lá, uns 13 anos), ele como personagem é insosso e chato pra caramba. Eu reparei que a personalidade dele é nula. Enquanto a Hermione é a menina inteligente e o Rony é o bruto com coração, o Harry Potter foi inteiramente baseado na importância histórica dele no Mundo Bruxo e nos episódios trágicos de sua vida e sua personalidade mesmo foi esquecida. Ponto, acabou.

a única coisa que sei dizer a respeito é que ele é uma menininha de 12 anos irritadinha. As falas dele não têm vida, não expressam qualquer outra coisa. E isso é esquisitíssimo, já que são 7 livros e todos narrados a partir da visão dele. Era pra conhecermos o moço e vivermos sofregamente tudo com ele, mas o máximo que passamos junto com o garoto é sentirmos dores cada vez mais intensas nas cicatrizes e nas entranhas. E, pior, apesar de toda confusão mental até compreensível, seus momentos de raiva são tão constantes e repetitivos que parece que a intenção é justamente que antipatizemos com o chato da cicatriz.

eu sinto esse problema muito forte na hora de escrever: desenvolver personagens é sinônimo de pânico constante. Fora a Rebeca, de quem eu já falei, que é uma versão já pronta de mim, quando preciso criar personalidades críveis pra novos personagens tenho vontade de largar tudo e sair correndo.

e nem é só isso: dá pra fazer aquelas fichas mágicas que os especialistas indicam, com traços, gostos e preferências dos personagens de seu livro, isso facilita sim… mas experimente transmiti-las para os seus diálogos sem parecer forçação de barra. É trabalho de doido.

depois de muitas tentativas frustradas e personagens-Harry Potter cujas falas não tinham personalidade alguma, podendo sair deles ou de coadjuvantes quaisquer, me decidi por um novo método: baseio meus filhotes em pessoas que conheço, ou tipos de pessoas que conheço, e, no caso de protagonistas, com quem eu tenha características em comum.

ainda assim, é estranho, meu protagonista ainda está falando umas coisas aparentemente tão sem rosto que já estou ficando preocupada.

se ele sentir a cabeça latejar, aí aviso, porque vai ser caso de polícia.



minha musa inspiradora é uma mulher da vida parte 2.
Novembro 6, 2007, 9:38 pm
Arquivado como: O livro, inspirando, tenho medo

ao pensar em escrever uma história, uma que tenha personagens, uma que tenha seres viventes, a não ser que você seja o despontuado José Saramago, vai ter que dar um nome pros seus nenéns.

Sim, seus nenéns, porque seus personagens são seus filhos. Ou netos, já que se as criações são seus filhotes, os personagens nelas contidos são os filhos dos seus filhos. Enfim.

Quando comecei a escrever meu livro, fiz um brainstorm entre eu e eu mesma e decidimos os nomes dos protagonistas. Sem explicação lógica, querendo nomes sonoros e diferentes, escolhi Sandro e Manfredo.

Até aí quem imaginará o inusitado, ora, ninguém. Manfredo é um nome esquisitíssimo e já foi descotado faz tempo (parece Manfred Mann e ninguém vai querer lembrar da trilha do Meu Primeiro Amor lendo meu livro).

O inusitado da coisa tá aqui: em um cantinho da página dos rascunhos iniciais anotei que os apelidos dos personagens seriam, respectivamente, Sam e Fredo.

[pausa dramática]

você me vaia, atira tomates em mim, me chama de chata, boba e feia, mas só depois de saber que eu não tinha lido O Senhor dos Anéis e muito menos visto os filmes, que sequer tinham sido lançados na época. Não fazia idéia do que eram hobbits e seus respectivos nomes nunca me tinham sido apresentados.

Pode imaginar o susto que levei ao perceber que Tolkien, há muitos anos atrás, teve a feliz idéia de nomear seus hobbits de Sam e Frodo?

Encarei como um sinal, ora sim senhores. Afinal, também se trata de uma trilogia de fantasia. Medo.

PS: agora o Sandro continua Sandro, apenas Sandro. E o Manfredo, esse virou Pedro.

Fredo… opa, Frodo e Sam.

Sam e Fredo. Digo, Frodo.