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Escrever livro de fantasia é algum pecado?

Engraçado que semana passada umas 3 pessoas que não se conhecem vieram me falar do Rebecando, a tirinha que eu tinha e que abandonei sem dó. O caso é que elas ficaram datadas e resolvi desencanar. Mas essas pessoas me lembraram que ainda existe uma Rebeca em mim, independente de eu já ter me formado ou não. E ela fica sempre aqui, observando o dia a dia e se inconformando. Esses cartoons meio legais me animaram a ressuscitar a ruivinha de tranças infinitas. Quem sabe eu não faça um Rebecando – na agência.
Quem sabe.
Daí você precisa ter uma memória muito boa.
São muitos personagens, cada um com sua história. Tem que tratar todo mundo com o mesmo respeito. Daí acabei de começar a escrever sobre a Greta, e o Word com a mini-biografia dela (tenho de todos os personagens mais importantes) tá em casa*.
Não lembro se ela é órfã ou não, e creia, isso FAZ diferença. De qualquer forma, continuo a escrever, de teimosa. Mesmo correndo o risco de estar seguindo um auto-briefing errado. O mais engraçado é isso: que o livro é meu, se eu quiser mudar tudo enquanto escrevo, posso. Mas tem todo um planejamento, saca? E posso ferrar toda a história mais pra frente se agora eu esquecer de algum detalhe que eu já tinha pensado.
Reescrever não é opção. Não depois de 7 anos.
[*escrevi esse post no ônibus, há um tempinho. Então agora, como o Word em mãos, vejamos:
Greta
Menina egípcia que não conhece o pai (Bakarah), mas ouve histórias dele pela sua mãe.
Maldição imunda... vou ter que reescrever o trecho inteiro].