como vai vossa vilania?

Acredito em tudo, e por isso mesmo não acredito em coincidências. Por um conluio de situações, acaba de me bater uma visão importantíssima sobre meu livro. : )

É que cheguei num capítulo bastante delicado: é hora de apresentar o vilão da história. Sim, porque minha história tem um vilão. O processo de criação dele nasceu meio sem sal, mas cresceu: primeiro, eu sabia que tinha que haver um ser meio mau ali dentro, mas não conseguia desenhar a motivação do rapaz. E também queria fugir do comum, puro e simples “quero ser do mal e conquistar o mundo”. Aí, com o tempo, principalmente agora que a razão de ser do meu livro está clara, fui conseguindo desenhar bem, na minha mente, qual é o problema do moço. Consegui enxergar traços dele me incomodando em pessoas reais e, de repente, a motivação dele apareceu muito clara pra mim. De um jeito que agora, consigo ver o vilão do meu livro escondido no dia a dia. E isso é bacana, porque, na hora de escrever, vai me dar vontade genuína de fazer esse personagem perder no fim da história. Destruir os planos dele vai ser uma maneira de representar a minha luta pessoal contra o que eu acredito ser mal sem bater em ninguém na vida real. Útil, né? : )

Chegar aí foi fácil.

Só que, do jeito que andava, transformar minha história em um panfleto chato das minhas ideias também ia ficar fácil demais.

Até 10 minutos atrás, sempre que eu pensava no meu vilão, vinha aquela coisa pesada, bem construída psicologicamente, dramática, até. Aí, hoje é feriado, blábláblá, resolvi almoçar com a TV (morar sozinha tem suas xaropadas), e vi um trecho do coelhinho vilão do Deu a Louca na Chapeuzinho. Nem é um grande personagem, sei. Mas, de repente, TCHOF. Ele me fez sacar uma coisa importante: vilões podem ter construtos psicológicos muito profundos, mas não precisam ser pesados e densos de maneira a virar um buraco negro na história. Meu livro gosta de ser leve, é até bem engraçado, e o meu vilão, do jeito que eu andava imaginando, corria o risco de por tudo a perder.

(olha que metalinguagem!)

Aí decidi: as motivações são as mesmas, mas ele vai ser ENGRAÇADO. Vai passar a minha ideia sem parecer que está dando lição de moral (vou ser muito mais beakman que professor chattoff). Vai ser caricato sem ser maniqueísta. E você vai entender ele e você vai rir dele e você vai odiar ele.

Vai ser um baita exercício! Que vai fazer bem pra saúde dos meus leitores. : )

A foto lá em cima não é à toa. Judge Doom é um vilão que tem as características que falei, e vai ser exemplo pro meu (afinal, pra quem não sabe, o clima do meu livro é bastante Uma Cilada para Roger Rabbit):

Amiguinhos e amiguinhas… é isso!!!

personagens de um épico

deu saudades do meu Willifill

Escrever livro de fantasia é algum pecado?

Rebecando na agência

agência ruim né

Engraçado que semana passada umas 3 pessoas que não se conhecem vieram me falar do Rebecando, a tirinha que eu tinha e que abandonei sem dó. O caso é que elas ficaram datadas e resolvi desencanar. Mas essas pessoas me lembraram que ainda existe uma Rebeca em mim, independente de eu já ter me formado ou não. E ela fica sempre aqui, observando o dia a dia e se inconformando. Esses cartoons meio legais me animaram a ressuscitar a ruivinha de tranças infinitas. Quem sabe eu não faça um Rebecando – na agência.

Quem sabe.

+ do livro – e daí que é domingo e eu “não atualizo de domingo”?

Daí você precisa ter uma memória muito boa.

São muitos personagens, cada um com sua história. Tem que tratar todo mundo com o mesmo respeito. Daí acabei de começar a escrever sobre a Greta, e o Word com a mini-biografia dela (tenho de todos os personagens mais importantes) tá em casa*.

Não lembro se ela é órfã ou não, e creia, isso FAZ diferença. De qualquer forma, continuo a escrever, de teimosa. Mesmo correndo o risco de estar seguindo um auto-briefing errado. O mais engraçado é isso: que o livro é meu, se eu quiser mudar tudo enquanto escrevo, posso. Mas tem todo um planejamento, saca? E posso ferrar toda a história mais pra frente se agora eu esquecer de algum detalhe que eu já tinha pensado.

Reescrever não é opção. Não depois de 7 anos.

[*escrevi esse post no ônibus, há um tempinho. Então agora, como o Word em mãos, vejamos:

Greta

Menina egípcia que não conhece o pai (Bakarah), mas ouve histórias dele pela sua mãe.

Maldição imunda... vou ter que reescrever o trecho inteiro].

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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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