Palitos de Fósforo


Ser infeliz não paga a conta
Agosto 23, 2009, 10:51 pm
Arquivado em: Por que fósforos?

Pois eu não nego que esse blog é de autoajuda. Tá ali, ó, lá em cimão. De autoajuda pra quem quer escrever e criar e tá meio perdido no caminho que leva até o interruptor que acende a lampadinha.

Vai daí que a Nathália me passou essa lista completamente de autoajuda, que, como sou muito bonitinha e brasileira, eu reproduzo em português pra vocês, e vale muito pra quem trabalha com ideias:

50 Maneiras de se tornar infeliz

  1. Se compare com os outros frequentemente.
  2. Se diminua.
  3. Não acredite nos seus sonhos. Acredite que sonhos só acontecem enquanto você está dormindo.
  4. Diga sim para tudo e todos.
  5. Trabalhe em um emprego que você odeia.
  6. Reclame de tudo.
  7. Reclame de tudo para os seus amigos.
  8. Desconfie de tudo.
  9. Enumere seus problemas.
  10. Acumule pensamentos negativos.
  11. Tente agradar todo mundo e deixe todos pisarem em você.
  12. Viva pensando no passado.
  13. Viva pensando no futuro.
  14. Foque no que ainda falta pra você.
  15. Foque no que você não quer.
  16. Necessite que outras pessoas vivam aprovando você.
  17. Pense em tudo que provavelmente pode dar errado na sua vida.
  18. Fique com ciúmes facilmente.
  19. Tenha inveja dos outros e nunca seja grato ao que você já tem.
  20. Imite outras pessoas pela sua falta de autoconfiança.
  21. Mantenha sua autoestima baixa e com isso faça com que gostem menos de você.
  22. Pense que o mundo gira em torno de você.
  23. Julgue os outros.
  24. Absorva todas as notícias ruins do jornal diariamente.
  25. Coma junk food.
  26. Transforme academia no seu pior pesadelo.
  27. Acredite que as coisas só podem ser da sua maneira.
  28. Não aceite a opinião dos outros.
  29. Durma pouco.
  30. Não tenha objetivos.
  31. Preocupe-se constantemente que o céu vai cair na sua cabeça.
  32. Faça muitos planos e nunca aja.
  33. Não planeje.
  34. Ache que todo mundo ao seu redor é babaca.
  35. Ache que viver não tem sentido algum.
  36. Seja o “Homem Se”. Se meu pai fosse o presidente, então eu serei bem sucedido. Se eu ___ então eu vou ____. (preencha as lacunas)
  37. Loteria é o único caminho para o sucesso.
  38. Tente controlar tudo o que você não pode controlar.
  39. Espere que as pessoas gostem de você.
  40. Espere que as pessoas sejam gratas a você.
  41. Nunca esqueça das críticas.
  42. Odeie as pessoas à sua volta que são bem sucedidas.
  43. Evite responsabilidades.
  44. Receba e nunca dê em troca.
  45. Faça as coisas que são fáceis.
  46. Trabalhe demais.
  47. Nunca perdoe.
  48. Nunca dê o seu melhor nas coisas que você faz.
  49. Seja perfeccionista.
  50. Escolha ser infeliz.

Vincent.

Então, ói só: posso ser muito ruim e chata, sim, mas num dia normal tento ser simpática com as pessoas. Coisas simples tipo dar bom dia, sorrir, puxar assunto. E, ei! Se fazer isso não te agradar por ser muito subjetivo e sem retorno garantido na pósvida, eu garanto que traz alguns retornos beeeeeeeeem objetivos. Senão vejamos:

Tem um restaurante em que vou, por exemplo. em que vivo ganhando salada e sobremesa de graça. Vai ver é porque converso com os garçons (porque acho o chef um gato).

Dia desses peguei um táxi e virei tão melhor amiga do taxista, que ele fez questão de andar mais uns quarteirões de graça só porque ia praquele lado mesmo.

Troquei sorriso por dinheiro e juro que foi sem querer.

Com isso, cheguei à conclusão de que um dia eu ainda serei o Don Corleone. HURRA.



que saite mais idiota
Maio 2, 2009, 3:03 am
Arquivado em: Insônia criativa, Por que fósforos?

O último comentário nesse blog foi o da Marina, com a frase que deu título a esse post.

Curiosamente, nem foi ele que me motivou a escrever aqui. A verdade é que eu tinha parado porque achava meio idiota (olha só!) ter muitos blogs, quando posso escrever tudo o que escreveria aqui sobre criação, inspiração, vida profissional etc etc etc, no próprio Pargarávio.

Mas esses dias reli esse blog e achei ele legal. Gostei mesmo. Acho que ele tem uma vida própria. Então voltei.

O problema de ter muitos projetos é que nunca vou consegui-los divulgar a todos direitinho. Se eu enviar um minispam pros meus amigos a cada vez que faço um post em cada blog, vou ser odiada pra sempre. Então fico quieta, esperando que as estatísticas cresçam sozinhas.

Sonhadora.

Espero o dia em que chegará meu sucesso graças a alguma coisa muito nadaver, quando as pessoas vão descobrir todos os meus textos em todos os blogs e vão ficar loucas, e quererão (ah, que bela conjugação) publicar tudo em livros.

Por enquanto estou na fase de criação! Seja bem vindo de volta, Palitos. E inspire.



é
Outubro 1, 2008, 6:45 pm
Arquivado em: O livro, Por que fósforos?, socoro, tenho medo | Tags:

mas tive uma iluminaçãozinha (e deus abençoe os palitos que funcionam). Não é mais do mesmo. É uma homenagem a todos os livros de fantasia que li desde miúda.

Não, sério. Pior que é mesmo.

Agora encaro com mais auto-confiança. Pronto.

Tá salvo.



desfoquei
Agosto 29, 2008, 6:20 pm
Arquivado em: O livro, Por que fósforos?, Revolução, a Internet, dor de cotovelo, tenho medo | Tags: ,

virgem maria, desfoquei.

o Palitos era pra ser mais isso e menos “meu dia a dia como recém chegada ao mundo publicitário”.

Tá. Comprei esse livro aqui. Deve chegar daqui umas 2 semanas. Lá vem uma resenha.

Enquanto isso, visite o blog da menina, que ela é genial. Faço desse texto que ela fez pro Ítalo Calvino meu (digo, não meu. Dela. Mas enfim, aqui está):

“August 05, 2008

to the ghost of Italo Calvino

Hi.

It’s me again.

I know we’ve had our little episodes in the past. Thank you for them. I know at times you’ve frustrated me a bit, but I’m willing to let go of all that because you keep me on my toes. Let me just say that I know you like to mess from people because after a wrote about you several people wrote me and told me that you messed with them too.

But I think it’s great. Really I do. I like that you are keeping us on our toes and opening us up to things that we all would rather not pay attention to. Like the fact that books have a life beyond the author, and that they are in many ways animate things. I’ve always believed that, you don’t need to convince me any further.

But I digress. I am calling on you for another reason entirely. You see I’m working on a new book. It’s something that I think you would really like. Scratch the “think”. I know. And I would like you to come and help me with it. I don’t need you to write it for me, just lend me some of your spirit. That would be perfect. I’m willing to put up with any shenanigans that you would need to inflict on me, (including hiding my books and moving things around a bit.) I don’t mind one bit.

And if you could contact Bruno Munari while you’re at it, maybe he could come and help too. Together we can all make something really great.

That’s all for now.

hope to hear from you soon,
creatively yours,
keri smith

p.s. I miss you.

Posted by kerismith”

gênio.



Ode à idéia natimorta

Então você é criativo, não é? Quando você era criança, sua mãe era daquelas que te dava Leite Ninho numa mão, um livro na outra, e programas da Cultura como trilha sonora. Na escola, se você não era dos quietinhos cdfs, era dos incompreendidos à la Calvin, que iam pra diretoria semanalmente, mas cujas notas superaam a dos quietinhos. Incompreendido. Não, não. Criativo. E você carrega esse fardo, meio orgulhoso, meio irritado com seus tios te olhando com aqueles olhinhos brilhantes, esperando seu próximo ato criativo, ou com seu pai, esperando você trocar de roupa antes de sair de casa, porque pra ele aqueles sapatos não traduzem uma combinação criativa.

Então você me entende. Então provavelmente você entende o conceito de idéia natimorta. Então você pode declamar comigo a ode à idéia natimorta.

São 24 horas no dia. Se sua cabeça não pára, deve ter fertilidade suficiente pra conceber umas 24 idéias por dia. 25 num dia ruim, uma em um bom dia. 23 delas não prestam, e você as joga no lixo hospitalar das idéias (não sem antes colocá-las num recipiente adequado à prova de plágio). E a outra uma é aquelas. Seu inconsciente [aquele velho senhor muito do inconveniente que trabalha escondido noite e dia, e só surge nos momentos inapropriados, com sonhos estranhos que resolvem te mostrar seus sentimentos inapropriados por pessoas inapropriadas] moldou a pequena, acertou os detalhes e a jogou em algum setor do seu cérebro, aquele que você gosta de chamar de zona da inspiração. [e zona é um ótimo nome, já que a inspiração nem sempre é uma moça de família, e tô pra ver alguém que curta mais do que ela esse negócio de só resolver funcionar em troca de dinheiro ou de um ou dois copinhos.] Uma vez tendo a idéia lá no lugar certo, chega a sua vez, já que esse processo, como quase tudo na vida, nada mais é do que um trabalho em série, cuja parte pior é de sua responsabilidade.

E aí o que você tem que fazer é fazer. Mas fazer nem sempre é a coisa mais fácil a se fazer. Porque assim que a idéia cai no seu cérebro, você certamente está lá, mais ocupado, assistindo Gilmore Girls e tomando café (porque Gilmore Girls dá uma vontade louca de tomar café, é fato) e vai adiar o momento da idéia por mais um tempo. Mas ela não é tão insistente a ponto de ficar chutando e implorando pra nascer, não. Se você não der atenção à pequena, no instante em que for botá-la no papel (ou no computador, ou na sua vida), ela se recusará a sair para o mundo, e você se verá diante de uma ex-idéia.

E todos vão dizer puxa, mas era uma idéia tão boa, tão cheia de vida quando era viva. E a Pollyanna vai dizer mas pelo menos você assistiu bastante tv enquanto não colocava a idéia em prática, e assistir bastante tv traz um pouquinho de matéria prima pro Senhor Inconsciente trabalhar. Consolar até consola. Mas você sabe muito bem que a vida real traz ainda mais matérias primas, e queima menos neurônios. E que a tragédia de uma idéia natimorta é tanto maior quanto o tamanho e importância da idéia. E que o tio Ben sempre esteve certo.

[texto escrito há 1 ano atrás e ctrlczado aqui porque reli e, puxa vida, gostei]



How to be creative
Ludovica
Tinha recebido esse link há tempos e tinha perdido. É um manifesto criativo escrito por um cara genial que fez fama desenhando no verso de cartões de visita (e escrevendo um blog muito comunicativo :D ). É um longo texto mas vale muito a pena. Se minha idéia aqui é me inspirar e inspirar os visitantes dessa grande caixa de fósforos por tabela, eu não só recomendo como exijo que vocês leiam. E tenham uma ótima e produtiva semana.


:O
Janeiro 21, 2008, 4:45 pm
Arquivado em: Por que fósforos?, bloqueio, tempo!

a idéia é transformar esse blog numa espécie de diário de bordo enquanto escrevo meu livro e luto contra a inércia para ressuscitar minhas tirinhas.

Como tal, eu deveria atualizá-lo todo dia. Essa é a idéia secundária também.

O bom de fazer um blog sobre processo criativo é que, quando eu não quero escrever, posso dizer que passei por um bloqueio criativo e então falar sobre ele. Dessa vez o bloqueio criativo se chamou falta de tempo. Ou, melhor, falta de construção de tempo.



são 2.
Novembro 28, 2007, 12:02 am
Arquivado em: Por que fósforos?, megalomanias

o Pargarávio e esse. São 2 porque sim. Porque o Pargarávio tem de tudo, e esse aqui é mais temático. Adoro coisas temáticas.



minha musa inspiradora é uma mulher da vida.
Novembro 5, 2007, 9:50 pm
Arquivado em: Por que fósforos?, a Internet, inspirando, tenho medo

às vezes você acha que uma idéia é genial até descobrir que muitas outras pessoas pensaram exatamente a mesma coisa sobre exatamente a mesma coisa.

por exemplo, esse tão recente e de conceito tão (até ontem) criativo, blog. Em menos de um mês de existência desses palitos já consegui encontrar dois irmãos semelhantes, luminosos, e não muito distantes de mim: o Serendipidade e o Estalo.

e hoje eu aprendi que: repertório e lapidação de idéias são  amigos, não comida.

Paciência. Continuo gostando dos meus palitos, mesmo que eles não sejam assim tão únicos no mundo dos fósforos.

…às vezes, no entanto, você é afrontado com casos muito piores, de pura, absurda e amedrontadora coincidência.

TO BE CONTINUED…



6 [quase 7] anos… e ainda tô jovem!
Outubro 27, 2007, 10:32 pm
Arquivado em: O livro, Por que fósforos?

eis aí então uma das maiores motivações para a existência desse blog: um livro em processo de criação… desde 19 de fevereiro de 2001. Ou seja, contabilizando hoje mais ou menos quase 7 anos de vida. Menos de vida que de existência, pra ser infelizmente sincera.

nessa data de origem e de criação eu tinha 13 anos. Não lembro bem quando, mas me parece que foi em uma viagem de carro depois de uma noite de sono inspiradora que a idéia pro meu livro (que na real é uma trilogia) surgiu. Surgiu assim, quase que na íntegra.

Agora imagine você quantas vezes essa história foi mudada, remodelada e maquiada na minha cabeça.

Tenho cerca de 15 começos pra história guardados em papel. Todos iguais. Só que escritos de maneira diferente, em anos diferentes. Só pra se ter uma idéia.

Eu acredito que todo esse tempo foi ótimo. Porque faz um ano que eu peguei o jeito, finalmente encontrei um jeito de escrever que pra mim fica muito mais fácil e que está à prova de tempo… leio daí dois meses e ainda gosto. E foi esse ano, veja você, que escrevi metade das 25 páginas que ele tem.

agora, olha bem pra mim, não desistir de um livro de 7 anos e 25 páginas ou é prova de perseverança ou de obsessão.

Ainda quero falar bastante dele por aqui, tem muito material de processo criativo, muito mesmo, e mais ainda de processos de desespero.

Quem viver verá.