Arquivado em: Por que fósforos?
Pois eu não nego que esse blog é de autoajuda. Tá ali, ó, lá em cimão. De autoajuda pra quem quer escrever e criar e tá meio perdido no caminho que leva até o interruptor que acende a lampadinha.
Vai daí que a Nathália me passou essa lista completamente de autoajuda, que, como sou muito bonitinha e brasileira, eu reproduzo em português pra vocês, e vale muito pra quem trabalha com ideias:
50 Maneiras de se tornar infeliz
- Se compare com os outros frequentemente.
- Se diminua.
- Não acredite nos seus sonhos. Acredite que sonhos só acontecem enquanto você está dormindo.
- Diga sim para tudo e todos.
- Trabalhe em um emprego que você odeia.
- Reclame de tudo.
- Reclame de tudo para os seus amigos.
- Desconfie de tudo.
- Enumere seus problemas.
- Acumule pensamentos negativos.
- Tente agradar todo mundo e deixe todos pisarem em você.
- Viva pensando no passado.
- Viva pensando no futuro.
- Foque no que ainda falta pra você.
- Foque no que você não quer.
- Necessite que outras pessoas vivam aprovando você.
- Pense em tudo que provavelmente pode dar errado na sua vida.
- Fique com ciúmes facilmente.
- Tenha inveja dos outros e nunca seja grato ao que você já tem.
- Imite outras pessoas pela sua falta de autoconfiança.
- Mantenha sua autoestima baixa e com isso faça com que gostem menos de você.
- Pense que o mundo gira em torno de você.
- Julgue os outros.
- Absorva todas as notícias ruins do jornal diariamente.
- Coma junk food.
- Transforme academia no seu pior pesadelo.
- Acredite que as coisas só podem ser da sua maneira.
- Não aceite a opinião dos outros.
- Durma pouco.
- Não tenha objetivos.
- Preocupe-se constantemente que o céu vai cair na sua cabeça.
- Faça muitos planos e nunca aja.
- Não planeje.
- Ache que todo mundo ao seu redor é babaca.
- Ache que viver não tem sentido algum.
- Seja o “Homem Se”. Se meu pai fosse o presidente, então eu serei bem sucedido. Se eu ___ então eu vou ____. (preencha as lacunas)
- Loteria é o único caminho para o sucesso.
- Tente controlar tudo o que você não pode controlar.
- Espere que as pessoas gostem de você.
- Espere que as pessoas sejam gratas a você.
- Nunca esqueça das críticas.
- Odeie as pessoas à sua volta que são bem sucedidas.
- Evite responsabilidades.
- Receba e nunca dê em troca.
- Faça as coisas que são fáceis.
- Trabalhe demais.
- Nunca perdoe.
- Nunca dê o seu melhor nas coisas que você faz.
- Seja perfeccionista.
- Escolha ser infeliz.
Vincent.
Então, ói só: posso ser muito ruim e chata, sim, mas num dia normal tento ser simpática com as pessoas. Coisas simples tipo dar bom dia, sorrir, puxar assunto. E, ei! Se fazer isso não te agradar por ser muito subjetivo e sem retorno garantido na pósvida, eu garanto que traz alguns retornos beeeeeeeeem objetivos. Senão vejamos:
Tem um restaurante em que vou, por exemplo. em que vivo ganhando salada e sobremesa de graça. Vai ver é porque converso com os garçons (porque acho o chef um gato).
Dia desses peguei um táxi e virei tão melhor amiga do taxista, que ele fez questão de andar mais uns quarteirões de graça só porque ia praquele lado mesmo.
Troquei sorriso por dinheiro e juro que foi sem querer.
Com isso, cheguei à conclusão de que um dia eu ainda serei o Don Corleone. HURRA.
O último comentário nesse blog foi o da Marina, com a frase que deu título a esse post.
Curiosamente, nem foi ele que me motivou a escrever aqui. A verdade é que eu tinha parado porque achava meio idiota (olha só!) ter muitos blogs, quando posso escrever tudo o que escreveria aqui sobre criação, inspiração, vida profissional etc etc etc, no próprio Pargarávio.
Mas esses dias reli esse blog e achei ele legal. Gostei mesmo. Acho que ele tem uma vida própria. Então voltei.
O problema de ter muitos projetos é que nunca vou consegui-los divulgar a todos direitinho. Se eu enviar um minispam pros meus amigos a cada vez que faço um post em cada blog, vou ser odiada pra sempre. Então fico quieta, esperando que as estatísticas cresçam sozinhas.
Sonhadora.
Espero o dia em que chegará meu sucesso graças a alguma coisa muito nadaver, quando as pessoas vão descobrir todos os meus textos em todos os blogs e vão ficar loucas, e quererão (ah, que bela conjugação) publicar tudo em livros.
Por enquanto estou na fase de criação! Seja bem vindo de volta, Palitos. E inspire.
mas tive uma iluminaçãozinha (e deus abençoe os palitos que funcionam). Não é mais do mesmo. É uma homenagem a todos os livros de fantasia que li desde miúda.
Não, sério. Pior que é mesmo.
Agora encaro com mais auto-confiança. Pronto.
Tá salvo.
Arquivado em: O livro, Por que fósforos?, Revolução, a Internet, dor de cotovelo, tenho medo | Tags: desfoquei, keri smith
virgem maria, desfoquei.
o Palitos era pra ser mais isso e menos “meu dia a dia como recém chegada ao mundo publicitário”.
Tá. Comprei esse livro aqui. Deve chegar daqui umas 2 semanas. Lá vem uma resenha.
Enquanto isso, visite o blog da menina, que ela é genial. Faço desse texto que ela fez pro Ítalo Calvino meu (digo, não meu. Dela. Mas enfim, aqui está):
“August 05, 2008
to the ghost of Italo Calvino
Hi.
It’s me again.
I know we’ve had our little episodes in the past. Thank you for them. I know at times you’ve frustrated me a bit, but I’m willing to let go of all that because you keep me on my toes. Let me just say that I know you like to mess from people because after a wrote about you several people wrote me and told me that you messed with them too.
But I think it’s great. Really I do. I like that you are keeping us on our toes and opening us up to things that we all would rather not pay attention to. Like the fact that books have a life beyond the author, and that they are in many ways animate things. I’ve always believed that, you don’t need to convince me any further.
But I digress. I am calling on you for another reason entirely. You see I’m working on a new book. It’s something that I think you would really like. Scratch the “think”. I know. And I would like you to come and help me with it. I don’t need you to write it for me, just lend me some of your spirit. That would be perfect. I’m willing to put up with any shenanigans that you would need to inflict on me, (including hiding my books and moving things around a bit.) I don’t mind one bit.
And if you could contact Bruno Munari while you’re at it, maybe he could come and help too. Together we can all make something really great.
That’s all for now.
hope to hear from you soon,
creatively yours,
keri smith
p.s. I miss you.
Posted by kerismith”
gênio.
Arquivado em: Por que fósforos?, a Internet, inspirando | Tags: creative criação criativo ovelha inspiração manifes
a idéia é transformar esse blog numa espécie de diário de bordo enquanto escrevo meu livro e luto contra a inércia para ressuscitar minhas tirinhas.
Como tal, eu deveria atualizá-lo todo dia. Essa é a idéia secundária também.
O bom de fazer um blog sobre processo criativo é que, quando eu não quero escrever, posso dizer que passei por um bloqueio criativo e então falar sobre ele. Dessa vez o bloqueio criativo se chamou falta de tempo. Ou, melhor, falta de construção de tempo.
o Pargarávio e esse. São 2 porque sim. Porque o Pargarávio tem de tudo, e esse aqui é mais temático. Adoro coisas temáticas.
às vezes você acha que uma idéia é genial até descobrir que muitas outras pessoas pensaram exatamente a mesma coisa sobre exatamente a mesma coisa.
por exemplo, esse tão recente e de conceito tão (até ontem) criativo, blog. Em menos de um mês de existência desses palitos já consegui encontrar dois irmãos semelhantes, luminosos, e não muito distantes de mim: o Serendipidade e o Estalo.
e hoje eu aprendi que: repertório e lapidação de idéias são amigos, não comida.
Paciência. Continuo gostando dos meus palitos, mesmo que eles não sejam assim tão únicos no mundo dos fósforos.
…às vezes, no entanto, você é afrontado com casos muito piores, de pura, absurda e amedrontadora coincidência.
TO BE CONTINUED…
eis aí então uma das maiores motivações para a existência desse blog: um livro em processo de criação… desde 19 de fevereiro de 2001. Ou seja, contabilizando hoje mais ou menos quase 7 anos de vida. Menos de vida que de existência, pra ser infelizmente sincera.
nessa data de origem e de criação eu tinha 13 anos. Não lembro bem quando, mas me parece que foi em uma viagem de carro depois de uma noite de sono inspiradora que a idéia pro meu livro (que na real é uma trilogia) surgiu. Surgiu assim, quase que na íntegra.
Agora imagine você quantas vezes essa história foi mudada, remodelada e maquiada na minha cabeça.
Tenho cerca de 15 começos pra história guardados em papel. Todos iguais. Só que escritos de maneira diferente, em anos diferentes. Só pra se ter uma idéia.
Eu acredito que todo esse tempo foi ótimo. Porque faz um ano que eu peguei o jeito, finalmente encontrei um jeito de escrever que pra mim fica muito mais fácil e que está à prova de tempo… leio daí dois meses e ainda gosto. E foi esse ano, veja você, que escrevi metade das 25 páginas que ele tem.
agora, olha bem pra mim, não desistir de um livro de 7 anos e 25 páginas ou é prova de perseverança ou de obsessão.
Ainda quero falar bastante dele por aqui, tem muito material de processo criativo, muito mesmo, e mais ainda de processos de desespero.
Quem viver verá.
