Real Innovators Wanted

Quer escrever algo novo? Pare de destrinchar os grandes mestres. Vai ler rótulo de shampoo, de groselha, sei lá. Mas vai lá. Quer novas respostas? Então pare de perguntar as mesmas mofadas perguntas de sempre. E saia do paradoxo do inovador de mentirinha.

É um paralelo que fiz da vida-em-geral com essa apresentação, que fala de um problema enfrentado por quem trabalha com publicidade/design/inovação/e mais outras coisinhas: a dificuldade de fazer uma coisa realmente nova, por causa do medo do cliente/da mulher do cliente/da sociedade/do escuro.

É um slideshare de 2009 que continua atual, feito pelo querido Sollero, meu ex-chefe, de uma equipe da qual sinto muitas saudades. (:

Também cansa

Hoje acordei meio assim.

Porque mesmo quem trabalha com criação tem suas lesões (mentais) por esforços repetitivos.

ME SEGURA

 

E TIRA ESSA CAFETEIRA DA MINHA MÃO

calma, gente.

Não nego a ideia bacana da menina do Bradesco que deu uma resposta ao cliente no Facebook em forma de verso (ela contou com um fator sorte incrível aí – dificilmente, o banco anunciaria publicamente que ela “pulou 3 hierarquias e isso é genial” se, por um bater de asas de borboleta diferente, a resposta tivesse sido chamada de antiética, não-profissional e por aí afora). Não é esse o ponto. O que me assusta é como esse episódio está surpreendendo as pessoas – coisa de sair no ProXXIma com a frase “Poesia em atendimento de banco. Tabata, sinceramente, parabéns.” e uma babação de ovo que dá até tontura.

Fico triste em ver como um país que é dos mais relevantes nas redes sociais faz tanto barulho por uma atitude que é mais velha que andar pra trás nas redes de marca gringa. Há 2 anos já, fiz um benchmark em um projeto pra um órgão do governo e me inteirei sobre relacionamento nas redes por parte de órgãos públicos e governamentais de outros países. Os repressores-militaristas-conservadores EUA eram tão naturais nessas relações que me impressionaram. Davam de 10 a 0 na marca mais descolada do Brasil.

Se surpreender com um banco respondendo com poesia só prova como as cabeças andam emperradas por aí. E reafirma uma postura que vejo diariamente e me incomoda muito: o lugar-comum que é pensar que marcas, governos e instituições são deuses inatingíveis, são um só ser mitológico representante do mal (ou do bem). “Eles” são GENTE.

Alguns deles são inclusive você.

Cadê esse povo?

Aí meu priminho está fazendo Jornalismo e me pediu pra eu ajudar com um trabalho dele. A pergunta era: “Como é entrar no mercado de Publicidade hoje e quais foram os obstáculos que você enfrentou pra entrar nele?”. Aí eu me empolguei. E respondi, bastante. Vou dividir com vocês como prólogo pra um outro post que quero fazer, que é “Como não pedir emprego”, cheio de exemplos práticos que copiei de uns currículos por aí.

Claro que a resposta é muito baseada na minha vivência e no meu momento (e quando não é?). Se tiverem alguns contrapontos, por favor, me ajudem nos comentários. Tô curiosa : )

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Oie! : ) Vamos lá, só pra contextualizar. Eu me formei em 2008, e trabalho na área desde 2007, sou redatora. Então sei responder principalmente sobre o mercado de criação.

O que acontece hoje: na época que fiz faculdade, já percebia que muitos professores estão ficando atrasados em relação ao mercado. Na Cásper, onde estudei, eu aprendia coisa demais sobre a publicidade de revista e jornal e muito pouco sobre o mundo digital – que ironicamente, era por onde a maioria dos alunos formados estava entrando pra trabalhar. Ou seja, não sei se isso mudou em 4 anos, mas nos idos de 2005 a 2008, as faculdades ainda preparavam alunos pra um mercado que não existe mais. É a molecada que tem que ir atrás do que está acontecendo de novidade e se preparar.

Eu, pessoalmente, decidi que ia começar a trabalhar no começo do terceiro ano de faculdade, e achei ideal: passei 2 anos caprichando pra caramba nos trabalhos e me dedicando à teoria, e os últimos anos de facul entendendo o mundo real. Mas foi bem difícil achar um emprego legal, principalmente porque eu não sabia o que queria!

Na faculdade, você aprende que pra conseguir um emprego em criação em publicidade, precisa ter uma coisa chamada “pasta” – que já é uma coisa atiga por si só. Uma “pasta”é um portfifólio, que você carrega por aí, cheio de anúncios de mentira que você criou – se vc quer trabalhar com direção de arte, faz uns layouts legais no Photoshop – se quer trabalhar com redação, faz uns anúncios com sacadinhas engraçadas. E te dizer: nunca fui boa de sacadinhas. E achava que não gostava de redação publicitária, porque achava que devia ser um saco ficar sentada escrevendo e pensando em piadinhas. Então nunca tive uma pasta.

O que rolou? Vários amigos começaram a trabalhar em agências boas, tradicionais – a maioria em outras áreas mais fáceis de conseguir emprego, por indicação ou por anúncios na faculdade – e alguns conseguiram entrar em criação, porque eram muito bons de sacadinhas. E eu lá, falando que odiava agência de propaganda, sem saber onde bater.

E esse é um momento delicado, que você tem que ter muito foco. Acho que não é hora de pegar qualquer coisa no desespero e continuar lá, não. Porque está cheio de agência furreca por aí, agência ruim, mesmo, que contrata qualquer um – e uma vez lá dentro, você pode amargar um futuro de agências ruins. É muito mais fácil começar numa agência boa e ir melhorando do que começar numa agência ruim e ficar achando que você é bom na coisa, quando não é, e dificilmente vai conseguir sair de uma dessas.

Aí, passei por 2 estágios xaropes antes de entrar numa agência muito bacana em uma área na qual eu me encaixava perfeitamente – e nem sabia que existia (guerrilha e social media)! Foi uma amiga da faculdade que me indicou lá, e ela lembrou de mim pra vaga basicamente porque ela conhecia meus blogs e várias outras coisas que eu fazia on-line, e que, pra essa área, eram um portifólio muito mais legal que a tal da antiquada pasta. Quando fui ser entrevistada lá (por algumas das pessoas mais geniais que eu conhecia na época), eles me disseram isso: eu não sabia tanto de publicidade, mas tinha tanta referência de artes e tantos projetos meus que demonstrava  levar jeito pra coisa. E fui levando: uma vez dentro do mercado, você vai fazendo contatos e é muito mais fácil continuar lá dentro. Claro que a gente passa por umas fases pessoais de crise, muita gente com mais talento que você, gente que pegou o jeito de criar e te desbanca numa reunião de brainstorm, mas isso vai passando conforme você vai pegando segurança, inclusive pra assumir quando você não está sendo criativo o suficiente.

E aqui vai uma dica de quem está do outro lado agora: recebo zilhões de currículos muito ruins hoje de gente que está fazendo faculdade. Eles têm um monte de cursos, mas não fazem nada além disso, nenhum projeto pessoal, nada. Eu nem olho que faculdade fizeram. Vou direto à procura de algum link pro youtube, twitter, blog, algum projetinho na web, e nem sempre encontro. E, poxa, está tão fácil pelo menos tentar ser bom hoje! Portfólio de quem trabalha com criação não é mais anúncio, nem precisa ter a ver com publicidade. É bom, mas ter talento em várias áreas anda sendo mais importante: prefiro quem tem balé contemporâneo e uma produtora própria de bandas no currículo do que quem fez o curso de social media mais caro da ESPM, mas não sabe lidar com gente na vida real. : ) Claro que estou falando isso do ponto de vista de alguém que trabalha com publicidade digital em uma agência mais moderninha que as tradicionais, mas acho que vale pra tudo.

Como em muitas áreas, não é o mercado publicitário que está difícil. Pelo contrário: estamos cada vez mais à procura de uma molecada criativa, principalmente na área da internet, mas está difícil encontrar gente que tenha interesse e talento para se desenvolver pessoalmente, sem pensar só em conseguir emprego. Como disse, só consegui ingressar na área porque já tinha um bom blog desde a oitava série, antes de sequer sonhar em procurar emprego em publicidade. : ) Cadê esse povo?

se é pra falar de propaganda

Resgatando minha campanha favorita. A originalidade dói! A peça da plateia inconformada foi meu wallpaper no computador e no twitter por muito tempo. :)

tô salva

Trabalhar sempre vai desmotivar. Tem dias em que você quer escrever seu livro, não um e-mail marketing sobre o Viagra.

Isso pode não ter cura, mas tem paliativo: é fazer uns projetos bacanas no trabalho.  A Salve está com uns jobs bem divertidos de fazer e de ver. O site foi atualizado ontem, se quiser ver entraí na seção Trabalhos.

É um post meio jabá meio desabafo positivo, pra dizer que às vezes me sinto na Ludovica, a agência do segundo ano de faculdade (há 3 anos…) em que a gente achava que era fácil transformar até projeto ruim de produto ruim em coisa bacana e útil pra galera.

Ê!

croquete de mandioca com jabá

como morrem as ideias

showoff

campanha hermeticamente divertida.

Tem muito mais aqui. Vale a pena ver.

a vingança dos coxinhas

Ai, esses publicitários. A gente adora fazer uma piada com as pessoas de firma. Afinal, firma não é hype e a gente é. Isso, bem aquela coisa de quem vive numa redoma e esquece que quase todo mundo aqui na terrinha trabalha em uma firma, afinal.

eu queria muito que um dia um Junqueira, Almeida ou Pederneiras da vida, com crachá pendurado no pescoço e tudo, apontasse pra gente e acabasse com a nossa raça.

E, a cada vez que passasse diante de um espécime de Allstars, Adidas, camisetas com frases engraçadinhas e cabelo cortado na Galeria, Almeida repetiria à exaustão, com voz em falsete

“- Comprei um Mac novo. Tesão, meu! Onde é o happy hoje?”

é, Almeida, assim é a vida. Cada qual com seu cada qual. Tesão, meu.

e rasgar sua roupa cerrando os dentes.

Tarde de calmaria, propícia para assuntos banais.

Quando a janelinha piscante laranja se abre. É o amigo assistente de arte.

Firmino diz:
como os clientes conseguem SEMPRE escolher a PIOR opcao de layout e ainda PIORAR com as alteracoes???????????
Firmino diz:
E MINHA PERGUNTA ´E SERIA. COMO???????????
Firmino diz:
COMO ELE  VAI DORMIR PENSANDO, NOSSA APROVEI UMA COISA BACANA HOJE????????
Firmino diz:
´E IMPRESSIONANTE
Firmino diz:
SEMPRE
Firmino diz:
SEMPRE A MAIS FEIA DE TODAS AS OPCOES
Firmino diz:
E ELES SEMPRE PEDEM PRA AUMENTAR TUDO!!!!
Firmino diz:
Q SACO
Firmino diz:
SER [UBLICITARIO ´E UM LIXO
Firmino diz:
OU VOCE ASSUME Q NAO ´E NADA NEM PERTO DE UM ARTISTA OU VOCE FICA FRUSTRADO COM TODO E QUALQUER TRABALHO
Firmino diz:
COMO PODE
Firmino diz:
DE VERDADE
Firmino diz:
TEM PESSOAS Q NASCERAM SEM NENHUM SENSO DE ESTETICA MESMO
Firmino diz:
NAO E Q ELAS ACHAM O Q E BONITO E FEIO IGUAL, Q ELAS NAO SAIBAM DIFERENCIAR
Firmino diz:
ELAS ACHAM O QUE E FEIO BONITO E O QUE E BONITO FEIO
Firmino diz:
ELAS TEM O PADRÃO DE ESTETICA INVERTIDO
Franfran diz:
tipo a família adams!
Firmino diz:
E “APROVAM” TUDO QUE UM CARA QUE ESTUDOU ARTE E SABE PRA CACETE DISSO (nesse caso o diretor de arte aqui, nao eu) FAZ
Franfran diz:
hhahahahahah
Franfran diz:
pooooosso transformar num post?
Franfran diz:
posso posso?
Firmino diz:
HAHAHA PODE
Firmino diz:
mas deixa claro q as caixas altas sao em tom de “gritando para um precipicio com raiva e ouvindo um eco muito alto antes de apagar uma fogueira com pulos gritando sons de animais”
Firmino diz:
e rasgar sua roupa cerrando os dentes.

Os nomes foram modificados para preservar a identidade dos envolvidos.

Ô Siqueira

primeiro clica pra ampliar.

agora lê.

anúncios de vagas de emprego são mesmo uma arte. Alguém realmente vai querer ser redator na agência CONFIDENCIAL do siqueira@hotmail? o.O medo.

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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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