Palitos de Fósforo


Let Me Sing, Let Me Sing
Maio 16, 2008, 12:27 pm
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Esse vídeo foi uma ação de guerrilha de um site de venda de Tickets online, o Lastminute.com. O conceito é simprão: “Há quanto você não vai ao teatro?”

Sempre quis fazer uma ação assim. Nem tanto pra um produto, mas pra vida, tipo intervenção artística mesmo.

Como ação, é a mais clichê e primeira idéia impossível. Na real eu nem sei se funciona (vide as caras de lhama das pessoas em volta). Mas comigo, que sou público-alvo mais que alva de peças musicais, funcionaria supimpamente.

Quanto às caras de lhama, talvez provenham dos genes anglo-saxões das vítimas. Talvez aqui no Brasil a galera entrasse na dança e cantasse também. Talvez não. Talvez a gente já tenha se perdido em meio aos fastfoodscocacolascidadesgrandesliberdadesculturaisdementira e herdado o grande e cinzento gene sisudo.

PS: Descobri que o Palitos é uma versão mais fácil do Rebecando. Mais fácil porque não precisa desenhar, pintar, tratar. É só chegar e escrever. Descobri porque sempre venho pra cá quando tenho algum protesto/lamentação/exaltação relacionada à vida profissional/acadêmica. Heh.



Nos dias de hoje, as pessoas…
Março 11, 2008, 11:07 pm
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Qual a função do publicitário criativo na construção, manutenção ou redefinição de marcas?

Quarto ano da faculdade, e uma dissertação sobre esse assunto é a nota de Redação Publicitária do Bimestre.

Dissertação? Eu não sei fazer dissertação. Esqueci no vestibular, por favor não me amarre. Minha dissertação vai ser narrada por pequenos esquilos anarquistas. Terá diálogos. E muita primeira pessoa do singular. E tenho dito.



as 2-1/2 idéias de hoje
Março 5, 2008, 12:03 am
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pra usar no almoço: as mesas compartilháveis de praças de alimentação de São Paulo-na-hora-do-almoço-dos-trabalhadores me proporciona momentos de puro pânico. É uma lógica muito bizarra você sentar ao lado de [ou às vezes de frente com] um total desconhecido e almoçar na mesma mesa que ele, sem conversar com o sujeito, e sim olhando para o horizonte ou trocando idéias com seu colega de trabalho. Ah não. Fui criada almoçando na mesma mesa que minha família-margarina, todos conversando e interagindo, é assim que funciona: tá na mesma mesa, tem que conversar. Desse pânico brotaram duas idéias:

1- incluir seus amigos de mesa na sua conversa com o pessoal da sua empresa.

você- A Renata do RH tá saindo com o cara do financeiro, sabia?

pessoa aleatória- Quem é Renata?

você- É uma loirinha lá da firma. Acho que vocês combinam.

2- não tem como você não ouvir todo o assunto dos companheiros ao seu lado. Portanto, não tem como os companheiros ao seu lado não ouvirem o SEU assunto. Imagine as possibilidades que isso não traz:

você, bem alto, para seu colega de trabalho- Lá na cadeia o almoço era melhor do que isso aqui. De que chão engordurado será que esse cozinheiro raspou o prato do dia? Quer dizer… não sei se é o gosto do veneno que eu tomei hoje de manhã que tá me confundindo. Pior que nem surtiu efeito. Não surte mais efeito, cara, não surte! Acho que desisto, vou tentar me alimentar de luz de novo, da última vez até funcionou. Só não funcionou muito bem pro meu irmão, que virou uma barata gigante, e morreu logo depois de me engravidar. Só espero que não nasça com as antenas do pai.

pra usar no café da tarde: Starbucks e seu lindo hábito de escrever nomes nos copos proporcionam momentos de estudo teatral incríveis. Um dia você pode ser a Rebeca, uma menina hiperativa e meio Juno. No dia seguinte, vive a Shirley, uma dançarina de cancan decadente. No outro, ainda, é a Lorena, uma menina que vive na Alameda Lorena, cria porquinhos da índia e tem tique nervoso na hora de piscar. A brincadeira é escolher o nome na hora de pedir o copo, e interpretar a personagem o tempo todo enquanto estiver no café. Com o tempo, a coisa pode evoluir, e você já vai até vestido de acordo com o personagem do dia. Com o tempo, a coisa pode evoluir, e você pode até ser internado.



multidão ruiva
Fevereiro 6, 2008, 9:33 pm
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[fim do carnaval, começo da vergonha na cara - e do retorno da atualização diária]

Já falei por aqui que sou a maior admiradora de movimentos que fazem protestos “felizes” ou de intervenções criativas sem tanta ideologia, mas que estão aí pra deixar o dia a dia mais divertido, de uma forma inteligente. Tenho no meu de.li.ciou.s uns tantos links sobre isso, e sempre que me bate uma baixa na fé na humanidade, abro cada um e daí nasce uma nova estrela no céu vejo que o mundo criativo ainda nem começou a ser explorado.

Hoje redescobri o Improv Everywhere, grupo especializado exatamente nessas intervenções doidas. A ação que mais gosto deles colocou um ator ameaçando se suicidar ao tentar se jogar… de cima de um degrau de pouco mais de 50 cm de altura, envolvendo polícia, bombeiros e uma esposa desesperada.

Mas a mais altamente comentável de minha parte foi uma ação que reuniu dezenas de pessoas ruivas como um protesto contra a logomarca de uma empresa de hamburgueres que usa uma meninota ruiva pra se promover. Não entendi muito bem o porquê do protesto, mas não importa. Quem me conhece sabe que eu apóio veementemente a presença em massa de seres ruivos pelo mundo. Inclusive, se eu estivesse por lá e visse esse arrastão, provavelmente não estaria mais aqui pra escrever esse post.

Falando em ruivos, eles estão cada vez mais organizados. Tão legal, tão… tão… ruivo. A Rebeca adora.

Divagações à parte, vale muito a pena dar uma olhada em tudo o que eles já fizeram. É inspirador às pampas.

Queria eu ter tempo coragem e poder pra fazer essas coisas. Mas a gente pode improvisar. Uma simples meia listrada no figurino diário pode fazer o dia de alguns mais feliz. :)



nessa sala todas os meus sonhos viram realidade. E algumas das minhas realidades viram sonhos.
Dezembro 6, 2007, 10:59 pm
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Não é só porque ele é o avô de uma das minhas personagens favoritas do meu livro, mas o Willy Wonka do Gene Wilder é um dos meus personagens favoritos de todos os tempos.

Ele me inspira, quando crescer quero ser como ele, já tive uns sonhos doidos de abrir uma doceria totalmente temática em algum ponto de minha vida… e a música que ele canta quando vai às margens do rio de chocolate é entoada todo dia por mim quando acordo, na minha imaginação.

Willy Wonka:
[Spoken]
Hold your breath
Make a wish
Count to three

[Sung]
Come with me
And you’ll be
In a world of
Pure imagination
Take a look
And you’ll see
Into your imagination

We’ll begin
With a spin
Traveling in
The world of my creation
What we’ll see
Will defy
Explanation

If you want to view paradise
Simply look around and view it
Anything you want to, do it
Want to change the world?
There’s nothing
To it

There is no
Life I know
To compare with
Pure imagination
Living there
You’ll be free
If you truly wish to be

If you want to view paradise
Simply look around and view it
Anything you want to, do it
Want to change the world?
There’s nothing
To it

There is no
Life I know
To compare with
Pure imagination
Living there
You’ll be free
If you truly
Wish to be
.

pra mim, pelo menos, inspira. e muito. É o lado mais mágico da criatividade, a imaginação.



I’ll blog this song! :D
Dezembro 5, 2007, 4:11 pm
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viver para blogar ou blogar para viver?

eis a questão. - acordei com essa frase na cabeça, e fiquei me perguntando o que será que eu devia estar sonhando pra acordar falando isso. de qualquer forma, ela parecia muito mais genial às 8 da manhã.

Agora, genial mesmo é isso aqui:

a música e a letra… tudo fantástico. Divirta-se.



Mas aí… eles começaram a trabalhar.
Dezembro 3, 2007, 9:51 pm
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No DVD Bastidores da Comédia, do Seinfeld, ele responde ao entrevistador, que pergunta sobre se ele era o engraçadinho da turma nos tempos do colégio:

  • - Quando eu era novo, todos os meus amigos eram engraçados. Todos eram “o engraçadinho da turma”. Mas aí… eles começaram a trabalhar.

Fico com medo de ficar mais séria quando estiver cada vez mais dentro do dia a dia corporativo. Por sorte, trabalhar em ambientes criativos deixa as coisas um pouco menos sisudas. Aliás, parece que é até obrigação continuar sendo o engraçadinho da turma se você é um publicitário ou coisa que o valha. E, estereótipos à parte, eu gosto disso.

Mas a tendência é mesmo que as pessoas fiquem menos fanfarronas e cada vez mais sem graça quando começam a trabalhar. Mesmo com esse feliz carma publicitário, já vi que vários dos meus amigos da faculdade (eu inclusive) perdemos um pouco daqueles olhinhos mágicos e das tardes de refrigerante free no Burger King. Será que perdemos o tempo, fomos sufocados pelos Atendimentos, os escarpins estão apertando demais ou é tudo impressão minha?

De qualquer forma, não há tanto o que reclamar. Se eu fizesse Direito, acho que morreria.

Parece que os Doutores da Alegria estão com um projeto super bacana de “humanizar” empresas também, além de hospitais. Veja algumas fotos da visita que eles fizeram lá na agência aqui no blog da MaWá. Vale lembrar que o Canto Cidadão se preocupa com esse universo empresarial há já um tempo também, fazendo palestras divertidas sobre cidadania e bom humor.

Esse projeto dos Doutores da Alegria ainda está no começo, e já imagino que seria divertido se, pra esse novo braço [ou eu diria nariz?] da instituição, eles fizessem os Executivos da Alegria, com palhaços de terno, e usando clips e post-its como apoio às piadas. :)

melhorequipedemimica.jpg

o melhor grupo de Imagem e Ação do 2º ano da faculdade. Hoje, ex-Young, IThink, África, Salem e quase-Abril. Ainda assim, o melhor grupo de Imagem e Ação. :)



portfolio ou portifólio
Novembro 7, 2007, 9:03 pm
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Se é inglês é portfolio, deve ser assim mesmo. O portifólio é aportuguesado, então façamos como quisermos.

Ninguém sabe como é, na realidade. E pra mim a confusão está em todos os níveis do benquisto portafólios: vejo muita gente se preocupando com regras e como montar um portifólio. É esquisito. As pessoas atrasam a procura por empregos porque “o portifólio não está pronto”, porque “falta isso ou aquilo no meu portifólio”. Não sou nada entendida nesses assuntos, mas acho estranho tanta obsessão.

Eu nunca parei pra montar um portifólio, fui fazendo coisas por livre e espontânea vontade e quando reparei, tinha coisas pra apresentar ao mundo.

[nada essencialmente publicitário, é verdade, e aí talvez resida o problema pra alguém que faz Publicidade.]

Eu não sou focada em nada, portanto coloco no meu currículo todas as coisas online que tenho, desde esse blog até vídeos e minha lojinha. E não cheguei a passar por maus bocados por causa disso.

Estaria eu super adiantada ou super por fora? Se algum dia eu sair em busca de algo em Redação ou Cinema estou muito enrolada? Ou o futuro reside aqui? Quem viver verá.

Peço vossas opiniões.



revolução pelo humor.
Outubro 23, 2007, 12:18 am
Arquivado como: Revolução, a Internet

o título já sintetiza tudo.

Suponho (espero) que todos têm vontade de mudar as coisas. Eu, pelo menos. Sou complicadíssima quando o assunto é ONGs, Greenpeaces e projetos sociais, nem entre nesse tema comigo que não sai coisa boa (tive algumas más experiências com eles e tenho algumas idéias de mundo que batem de frente com alguns projetos). Pra simplificar, acredito que, mais que indivíduos entendidos [ou adestrados] politicamente, o mundo precisa de indivíduos felizes.

Por isso prefiro as coisas mais culturais, por isso as duas vezes que fiz voluntariado foram em asilos ou atuando em hospitais. No começo de setembro tive o prazer de assistir a uma palestra ministrada por ninguém menos que o próprio Patch Adams. E gostaria de transcrever aqui tudo o que ele disse de bacana sobre sua “revolução pacífica pelo riso”, para salvar a todos nós das maiores doenças que são as invisíveis, escondidas por trás dos ternos e gravatas. Por trás de uma aparência arrogante e autoconfiante tem muita gente é gritando por socorro.

Sr. Adams, um velhinho pirado até as últimas, contou que um de seus maiores divertimentos era entrar no elevador e agir de forma bizarra (mas simpática), fazendo as pessoas rirem, mudando alguma coisa na rotina, do torpor e sisudez que a sociedade impõe.

Confissão do dia: uma das minhas maiores motivações pra escrever não é exercício de estilo, não é orgulho pessoal. É minha vontade de mudar as coisas.

Como diria o Mark Twain, “eu só quero fazer rir as criaturas de Deus”. Se consigo ou não é outra história, mas tento (e muito, é um desafio diário) dar um jeito de fazer a mudança começar em mim.

A verdade é que pensamento positivo, bom humor e alegria sofrem muito preconceito ultimamente. Hoje li um artigo sensacional que renovou minhas forças e trata sobre isso, sobre explicações fisiológicas e psicológicas que só vêem positivamente o, como diria o Monty Python, “bright side of life”. Vale uma leitura e uma repensada na postura.

Recomendo altamente também o Movimiento contra la Realidad, ação de guerrilha de uma escola de Tecnologia espanhola. A proposta não poderia ser mais perfeita:

“Nuestra lucha no es únicamente contra la realidad. Luchamos contra la rutina y la inercia, contra la fealdad que nace de la falta de imaginación.”