Palitos de Fósforo


screw vacations
Outubro 18, 2009, 7:21 pm
Arquivado em: Insônia criativa, bloquinhos salvadores, emprego, socoro

voltei pra casa encucada. sexta-feira, 19h30 da noite, um dos meus diretores olhou torto pra minha estratégia e me perguntou: onde estão suas ideias mirabolantes?

vai ver estavam na praia, tomando água de coco, ou já tinham ido pro happy hour há muito (às vezes essas aí se valorizam mais do que eu e aproveitam a vida que é uma beleza).

e fui embora, não era nada grave com prazo apertado, fim de semana é pra descansar, sair, dormir, pensar na vida, nos amigos e esquecer tudo, até a internet, ignorar completamente toda e qualquer coisa que seja ligada à vida profissional.

E quem consegue?

Cérebro criativo se boicota. Você pode querer não pensar em alguma coisa. Ele, só de teimoso, fica trazendo ela à tona, e mostrando a situação, como um molde 3D, lá dentro. E você começa a ter ideias, a pensar. Aí você pode assobiar, ligar prum amigo, correr na praia e até falar bem alto pra não dar ouvido às ideias. Chega uma hora que você não aguenta mais e se entrega: pega o caderninho.

A verdade é a seguinte, meu querido: ideia adora fazer hora extra. Quem trabalha com criação não tem férias.

 

O_O

 

E ideia de final de semana devia deixar o job muito mais caro.



proatividade não é importante só no currículo
Julho 23, 2009, 12:44 pm
Arquivado em: Revolução, emprego, socoro, teoria

Sabe trocar papel higiênico no banheiro?

Sabe colocar o açúcar no açucareiro?

Tô cansada (no outro sentido da palavra, não fisicamente cansada) de fazer isso por onde vou. São umas coisinhas tão mínimas, mas pouca gente faz. Sei lá se é problema de criação, se nunca morou sozinho ou se comeu muito Fandangos quando era criança e ficou acostumadinho. Não, as coisas não têm vida própria e não se criam sozinhas. Não custa fazer, você perde umas calorias e ainda melhora as coisas pra você mesmo.

E isso vale pra vida. Porque acredito que quem não levanta o dedo nem pra tirar a pasta de dente que caiu na pia não vai se preocupar com salvar, salvar o planeta, ou salvar-se se puder.

Depois que me formei, percebi que muita coisa do que a gente faz (ou não faz) nos trabalhos da faculdade, a gente leva pra vida. Sério, pode perceber. Tenta marcar uma balada com seu grupo de trabalho da faculdade. O proativo vai marcar, o esforçado vai se esforçar e o reclamão vai reclamar. Afinal, somos a mesma pessoa, produzindo um vídeo ou lavando o banheiro.

Isso é pensável. Não consigo entender falta de proatividade. Preguiça de viver? É tão gostoso ser atento, sair e fazer.

Vale pra vida.



é
Outubro 1, 2008, 6:45 pm
Arquivado em: O livro, Por que fósforos?, socoro, tenho medo | Tags:

mas tive uma iluminaçãozinha (e deus abençoe os palitos que funcionam). Não é mais do mesmo. É uma homenagem a todos os livros de fantasia que li desde miúda.

Não, sério. Pior que é mesmo.

Agora encaro com mais auto-confiança. Pronto.

Tá salvo.



meu livro é a Maísa.

nesse final de semana (tipo, ontem) meu livro chegou à página 40 (no Word, tio), no capítulo 10. Aproveitei que tava lá e acabei relendo.

Foi então que gritei

JESUS. MEU LIVRO É A MAÍSA.

Porque, como não canso de repetir, a idéia dele tá pronta desde 1999, por aí. Eu tinha, o que, uns 12, 13 anos. E não é subestimando minha dozeanice, mas é fato: ele veio de uma idéia criança. Infantil, simples e batida. Daí eu cresci agora sou mulher e continuo insistindo nela, sabe-se lá porque. Só que estou escrevendo essa idéia que nem gente grande. Com firulas, formulações esquisitas, palavras difíceis, toda essa coisarada.

E o bicho tá meio assim: um monstrinho.

A Maísa Silva com uma echarpe Vogue, bem isso.

Tomei uma decisão importante, é isso: encurtar essa história. Ela tem que ser escrita, isso já tá escrito, é inevitável, a fran’s gotta do what a fran’s gotta do. Mas não quero que ela demore tanto. Magina, ia ser uma trilogia, nesse passo o último volume sairia em 2089, com olheiras e cara de louco. Será uma coisa só, um tantinho mais básica.

E então… e então… rumarei ao próximo. Que espero que tenha a idade que aparenta. Ah, e que tenha um target também.

tá ruim, tá ótimo, tá ruim, tá ótimo, tá ruim, tá ótimo, tá ruim, tá ótimo, tá ruim.