A arte é sua até sair da sua cabeça

Depois ela vai pro mundo e coitadinha. Nosso melhor quadro pode virar banheiro de cachorro e nosso pior texto pode virar tatuagem nas costas de um desconhecido.

Olha que bacana o que Hugh MacLeod, o autor desse manifesto obrigatório, tem a dizer sobre o assunto:

To me, the inte­res­ting thing about art is not the usual “Heroic, absinthe-soaked, vision quest lone indi­vi­dual archety­pal artist crap”, but how the art is USED by the per­son who has it han­ging on the wall. What’s it actually there for? Deco­ra­tion? Sho­wing off? A con­ver­sa­tion star­ter? An ice brea­ker? A way of telling a story? Something to brigh­ten up the room? A sym­bol of social sta­tus? An expres­sion of indi­vi­dual world­view? An expres­sion of emo­tion? A totem to remind one­self of something ins­pi­ra­tio­nal and/or impor­tant? Perhaps a bit of all these?

So I’m seeing two worlds collide here: The inter­nal, soli­tary part of making the art, and the exter­nal social part of how the piece of art is actually used. Art? Used? Is art actually allo­wed to be “used”? Would the Art Police allow that? Ins­tead of calling them “Patrons”, can we call art buyers “Users” ins­tead? Would you be offen­ded if I called you that? There’s no wrong answer…

 

Também cansa

Hoje acordei meio assim.

Porque mesmo quem trabalha com criação tem suas lesões (mentais) por esforços repetitivos.

ME SEGURA

 

E TIRA ESSA CAFETEIRA DA MINHA MÃO

-E se você fosse um sonho que eu sonhasse e eu fosse um sonho que você sonhasse, o que aconteceria com o que acordasse primeiro?

Chegou a hora. Entrei na parte 4 do meu livro. É agora que a história começa a mostrar qual será a grande luta do protagonista. E é agora que eu preciso ficar muito fria. Qualquer azinho fora da vírgula pode deixar tudo muito exagerado e aborrecido. Mais ou menos como comentei aqui, quando falei das minhas decisões sobre a personalidade do vilão. É como pisar em ovos explosivos.

Aí que quase travei no primeiro diálogo desse delicado trecho. Eu tinha na cabeça o tipo de querela que queria que acontecesse pra situar o leitor nas profundezas dessa parte da história, mas achei que não seria capaz de transportar a SENSAÇÃO do que eu pensava para um diálogo. Um diálogo que tinha que ser ao mesmo tempo profundo, ao mesmo tempo engraçado e ao mesmo tempo aflitivo (escrever diálogo é tão difícil, demorei pra pegar o jeito).

A boa notícia é que ontem à noite concluí esse trecho, estou engraçadoprofundoaflitivamente orgulhosa e não paro de relê-lo. Pena que não posso colocar aqui, por motivos de nem morta.

Agora, profundo, engraçado e aflitivo mesmo é escrever. Meu Word diz que estou na página 113, minha cabeça diz que estou só no começo e minha ansiedade nem consegue dizer nada porque não para de gritar palavras sem sentido.

Fluxograma da escolha

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Não é originalmente meu. Encontrei esse fluxograma em algum lugar da internet, mas não lembro onde.

Aí resolvi colocar uns dias no meu quarto pra me ajudar a escolher melhor.

é hora de MUDAR.

Nada melhor que o primeiro dia do ano pra falar que tem hora que é hora de largar tudo e começar algo novo – às vezes, na loucura, às vezes, de caso bem pensado. E quando os dias no escritórioagênciaprodutora não cabem mais no seu dia?

O site Cards of Change  reúne cartões de visita de pessoas que chegaram lá, mandaram tudo aos batatais e foram atrás de alguma outra coisa. É divertido, é curioso e, acima de tudo, é inspirador.

Quer mais, quer mais? Então se cadastre no revolution.is e receba toda semana uma história de alguém que pulou alto. Tudo bem que a maioria dessas pessoas fez isso porque tinha algum patrocínio por trás (ninguém vai morar na Índia se alimentando de luz), mas isso é assunto pra outro post um pouco menos positivo. : D

Vem ni mim 2012, se você não vier, eu vou!

meio xiita mesmo

Angry Birds: 30 milhões de usuários ativos

Os jogadores gastam nada menos do que três trilhões de minutos jogando Angry Birds diariamente.

É que eu sou chata e deleto o SimSocial do meu Facebook pra não perder tempo na vida e tenho essa obsessão por FAZER. Mas o que mais poderia estar sendo feito em 3 TRILHÕES de minutos diários coletivos?

Acho que ando meio angry bird na vida. Catapultem-me daqui!

 

Brilho Eterno de uma Mente Negligente

Tem uma coisa muito doida acontecendo e não sei se devo investigar a sério com minha psicóloga. Já é a terceira vez que mudo a senha desse blog porque meu cérebro APAGA completamente ela da minha memória.

De verdade que acho que é uma espécie de autoflagelo subconsciente por eu não postar aqui com tanta frequência quanto eu queria.

Da última vez, o branco virou quase um A Origem das senhas. Tinha esquecido a senha do blog, tinha esquecido a senha do e-mail do Yahoo! onde esse blog estava cadastrado, não lembrava a senha do BOL onde o e-mail do Yahoo! estava cadastrado, e antes que eu tivesse que receber minha senha por correio (meu e-mail pré-bol era A Tribuna, e a senha devia ser algo como “Nick Carter lindo” – eu não ia lembrar), consegui solucionar o funil e resgatar o controle dos meus palitos.

Passei medo. Medo tipo

screw vacations

voltei pra casa encucada. sexta-feira, 19h30 da noite, um dos meus diretores olhou torto pra minha estratégia e me perguntou: onde estão suas ideias mirabolantes?

vai ver estavam na praia, tomando água de coco, ou já tinham ido pro happy hour há muito (às vezes essas aí se valorizam mais do que eu e aproveitam a vida que é uma beleza).

e fui embora, não era nada grave com prazo apertado, fim de semana é pra descansar, sair, dormir, pensar na vida, nos amigos e esquecer tudo, até a internet, ignorar completamente toda e qualquer coisa que seja ligada à vida profissional.

E quem consegue?

Cérebro criativo se boicota. Você pode querer não pensar em alguma coisa. Ele, só de teimoso, fica trazendo ela à tona, e mostrando a situação, como um molde 3D, lá dentro. E você começa a ter ideias, a pensar. Aí você pode assobiar, ligar prum amigo, correr na praia e até falar bem alto pra não dar ouvido às ideias. Chega uma hora que você não aguenta mais e se entrega: pega o caderninho.

A verdade é a seguinte, meu querido: ideia adora fazer hora extra. Quem trabalha com criação não tem férias.

 

O_O

 

E ideia de final de semana devia deixar o job muito mais caro.

proatividade não é importante só no currículo

Sabe trocar papel higiênico no banheiro?

Sabe colocar o açúcar no açucareiro?

Tô cansada (no outro sentido da palavra, não fisicamente cansada) de fazer isso por onde vou. São umas coisinhas tão mínimas, mas pouca gente faz. Sei lá se é problema de criação, se nunca morou sozinho ou se comeu muito Fandangos quando era criança e ficou acostumadinho. Não, as coisas não têm vida própria e não se criam sozinhas. Não custa fazer, você perde umas calorias e ainda melhora as coisas pra você mesmo.

E isso vale pra vida. Porque acredito que quem não levanta o dedo nem pra tirar a pasta de dente que caiu na pia não vai se preocupar com salvar, salvar o planeta, ou salvar-se se puder.

Depois que me formei, percebi que muita coisa do que a gente faz (ou não faz) nos trabalhos da faculdade, a gente leva pra vida. Sério, pode perceber. Tenta marcar uma balada com seu grupo de trabalho da faculdade. O proativo vai marcar, o esforçado vai se esforçar e o reclamão vai reclamar. Afinal, somos a mesma pessoa, produzindo um vídeo ou lavando o banheiro.

Isso é pensável. Não consigo entender falta de proatividade. Preguiça de viver? É tão gostoso ser atento, sair e fazer.

Vale pra vida.

é

mas tive uma iluminaçãozinha (e deus abençoe os palitos que funcionam). Não é mais do mesmo. É uma homenagem a todos os livros de fantasia que li desde miúda.

Não, sério. Pior que é mesmo.

Agora encaro com mais auto-confiança. Pronto.

Tá salvo.

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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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