A onda agora é ler a pé

Estava indo a pé pro trabalho (um hábito que amo amo amo) e passei por essas duas moças provavelmente fazendo o mesmo. E lendo enquanto isso. Muito admirei a capacidade das meninas de viver histórias sem cair no buraco e precisava compartilhar isso com vocês. (:

Elas acharam foi uma estranhaporémbela saída pra colocar a leitura em dia. Sempre fico aflita, tentando encontrar o horário mais adequado pra minha rotina do momento. Que horários vocês costumam ler? Ultimamente ando lendo de manhã, assim que acordo. É uma delícia. Por incrível que pareça, é um jeito inteligente de acordar mais rápido.

Você tem um minuto?

Acabei de assistir a um filme nem tão bem executado, mas com uma ideia bem perturbadora. No Preço do Amanhã a moeda corrente é o tempo, num futuro em que as pessoas andam com um cronômetro mostrando quanto tempo de vida elas ainda têm, tatuado no braço. Você vê cada segundo se esvaindo, e a cada nova aquisição, o tempo diminui no cronômetro.

Ando bem incomodada de ver o desespero com que a gente precisa correr pra um computador pra ver as atualizações do facebook, procurar o que está acontecendo no iPhone, sendo alimentada pelos feeds como se a vida dependesse disso. E se você tivesse seu tempo restante de vida tatuado no braço, diminuindo a cada segundo, com que frequência correria pra ver a vida passar no dashboard do tumblr? E você teria feito o que você fez na última hora?

E na vida real a gente não consegue nem comprar mais tempo!

- comprei Amor Além da Vida, o livro que originou o filme, na banca da estrada porque esqueci o livro que estou lendo em São Paulo. É interessante como ele guarda algumas semelhanças com o livro que estou escrevendo, o que quer dizer que, sem querer, ele pode ter uma explicação espírita bem doida – e eu adoro essa possibilidade!

- no meu livro, a moeda corrente também não é dinheiro, mas sentimentos. :)

- e quando encontramos muitas semelhanças das nossas coisas com o que andamos lendo ou vendo é que estamos escrevendo, lendo e vendo as coisas certas!

NaNoWriMo – 1 a 30 de novembro

Olha, uma das coisas mais legais dos últimos tempos tem sido as trocas de e-mails com a Cláu, cheios de planos e ideias. É dela que vêm saindo algumas descobertas fantásticas, como O NaNoWriMo, National Novel Writing Month, um evento que inspira escritores e aspirantes a escritores a pararem de reclamar e escreverem um livro de 50 mil palavras, do rascunho ao ponto final, em 1 mês.

Esse evento não tem prêmio, mas tem vencedores: todo mundo que conseguir escrever esse tal livro express. Tanto é esse o objetivo que os organizadores nem esperam que dessa experiência nasçam grandes obras primas (embora o famoso Água para Elefantes tenha nascido de uma brincadeira dessas). A graça, mesmo, é o desafio externo pra você sair da inércia, se esforçar e perceber que é capaz. E daí em diante caprichar de verdade.

“Qual é o objetivo? ‘O desafio é uma maneira maravilhosa de expandir a imaginação e soltar a criatividade’, diz o Fundador – Diretor Executivo (e vencedor do NaNoWriMo por 12 vezes) Chris Baty. ‘Quando você escreve prezando pela quantidade em vez da qualidade, acaba conseguindo as duas coisas. Além disso, tem uma bela desculpa pra não precisar lavar louça por um mês’. 

Mais de 650 voluntários regionais em mais de 60 países organizam Write-ins, que reúnem os participantes em cafés, bibliotecas e livrarias. Esses Write-ins servem pra formar um ambiente de apoio e até de uma certa pressão divertida entre os participantes, que funcionam muito bem e transformam o (normalmente) solitário ato de escrever em uma experiência compartilhada. Esse senso de comunidade vai além das páginas, inclusive – tanto que já tivemos dúzias de casamentos e pelo menos seis bebês resultantes do NaNoWriMo através dos anos.”

O jeito que eles tratam a ideia é que é divertido demais. Tem badges pra baixar, projetos com bibliotecas e livrarias de bairro, uma versão pra molecada e uma pra roteiristas e uma festa com comes, bebes, música… e 6 horas de escrita ininterruptas!

Eu estou aqui, feliz por finalmente ter minhas 58 mil palavras escritas em 10 anos e não posso nem sonhar em largá-las por um mês pra começar outras. Mas me inscrevi no grupo brasileiro do NaNoWriMo, que tem quase mil pessoas, e estou super curiosa, esperando ano que vem pra participar! : )

E você? Tudo bem que esse post veio com 5 dias de atraso, mas ainda vale.

CORRE!

meio xiita mesmo

Angry Birds: 30 milhões de usuários ativos

Os jogadores gastam nada menos do que três trilhões de minutos jogando Angry Birds diariamente.

É que eu sou chata e deleto o SimSocial do meu Facebook pra não perder tempo na vida e tenho essa obsessão por FAZER. Mas o que mais poderia estar sendo feito em 3 TRILHÕES de minutos diários coletivos?

Acho que ando meio angry bird na vida. Catapultem-me daqui!

 

achei nas internets

o relógio mais pontual do mundo.

Procrastinadores deviam ter um desse. Ponto.

:)

viratempo: modo de fazer

pois é, e depois de reclamar tanto do tempo, reclamei meu tempo a mim mesma. não que eu tenha reparado – a gente mesmo não repara nas nossas coisas – mas ando ouvindo algumas coisas que me deixam feliz. as coisas são perguntas: “como você tem tempo de fazer tudo isso?”, “seu dia tem quantas horas?” e por aí vai.

essas perguntas são culpa dos meus 4 blogs, tumblrs, twitter, 3 livros sendo escritos e projetos extras (lojinha, cursos, hospital, igreja, freelas, casa, cozinha, academia, música), trabalho e umas horinhas extras de vida social mais ou menos dia sim, dia não.

então, respondo aqui:

pra mim, estou como sempre estive: um pouco desesperada e muito incomodada por não ter tempo de fazer tudo o que quero. ou seja, é tudo culpa daquela sensacional ilusão de óptica de quem está vendo de fora.

mas se consigo fazer tudo sem ter um viratempo, não é por milagre. meu dia tem 24 horas, sim. e ainda tento dormir 8 horas por dia, pelamadrugada! o segredo é o seguinte, acho que descobri:

1. é muito importante ter uma certa rotina. e você tem que ser obcecado por ela. tem que criar um horário pra escrever, acordar na hora certa e até ter umas regras próprias pra sair (eu me obrigo a não sair alguns dias, e em outros dias me obrigo a sair, pra não endoidar!).

2. eu vejo muito pouca tv e já se foi o tempo em que perdia muito tempo navegando na internet em casa. msn, então, é quase telegrama.

3. mas a maior dica mesmo é essa: ir com calma. muito chorei nos meus diários antigos por passar dias, meses até, sem escrever uma página dos meus livros. não é que agora algum milagre aconteceu e escrevo 30 páginas num dia. não. escrevo às vezes um parágrafo, coisa mínima. mas sigo, um pouquinho por dia. sem pressa, mas sem preguiça. e sigo essa máxima: se eu não conseguir terminar projeto algum até morrer, não vou ficar sabendo.

Não tá funcionando, mas tá funcionando.

tempo passa e voa

meu livro é a Maísa.

nesse final de semana (tipo, ontem) meu livro chegou à página 40 (no Word, tio), no capítulo 10. Aproveitei que tava lá e acabei relendo.

Foi então que gritei

JESUS. MEU LIVRO É A MAÍSA.

Porque, como não canso de repetir, a idéia dele tá pronta desde 1999, por aí. Eu tinha, o que, uns 12, 13 anos. E não é subestimando minha dozeanice, mas é fato: ele veio de uma idéia criança. Infantil, simples e batida. Daí eu cresci agora sou mulher e continuo insistindo nela, sabe-se lá porque. Só que estou escrevendo essa idéia que nem gente grande. Com firulas, formulações esquisitas, palavras difíceis, toda essa coisarada.

E o bicho tá meio assim: um monstrinho.

A Maísa Silva com uma echarpe Vogue, bem isso.

Tomei uma decisão importante, é isso: encurtar essa história. Ela tem que ser escrita, isso já tá escrito, é inevitável, a fran’s gotta do what a fran’s gotta do. Mas não quero que ela demore tanto. Magina, ia ser uma trilogia, nesse passo o último volume sairia em 2089, com olheiras e cara de louco. Será uma coisa só, um tantinho mais básica.

E então… e então… rumarei ao próximo. Que espero que tenha a idade que aparenta. Ah, e que tenha um target também.

tá ruim, tá ótimo, tá ruim, tá ótimo, tá ruim, tá ótimo, tá ruim, tá ótimo, tá ruim.

there’s no life, only projects

só isso.jpg

só isso!

post cíclico (sobre rodas)

daí eu estive pegando ônibus por cerca de 4 horas diárias nesses últimos 6 meses. não que eu estivesse viajando muito pela galáxia… é que eu simplesmente andava nos corredores de ônibus de São Paulo nas vias mais congestionadas em plenas seis da tarde. como nas minhas 2 horas de imprestabilidade no trânsito tomar chá não era uma opção, eu calhava de ter que passar o tempo de algum jeito. Daí eu ouvia música (implícito), lia, comia, colocava minhas ligações em dia, tomava banho, tudo no ônibus. E, quando não tinha mais desculpas, criava. Um pouquinho, mas criava. Meu livro, por exemplo, avançou um pouquinho graças a essa rotina. Daí que fiz essa “ilustração que ilustra esse post” há um bom tempo atrás, no começo do ano… pra você leitor ter noção de como eu enrolo pra publicar minhas idéias.

Agora já foi, o post é passado, porque é capaz de eu diminuir minhas horas no trânsito a esse horário [por motivos superiores...] a partir do semestre que vem, mas vou dizer que foram meses de alguma produtividade transportadora.

e o post continua aqui.

leia.

esse blog correu risco de vida hoje por cerca de 7 horas. Durante esse tempo eu pensei seriamente em desativá-lo e seguir só com o Pargarávio.

Foi então que eu vi que ele anda com mais visitas que o Pargarávio, e sinceramente não sei se isso me deixa quicando de felicidade ou chafurdando de tristeza.

Paciência, adiante:

A galera tá lendo pouco. A New Zealand Book Council (eu nunca sei direito o que esses Conselhos fazem…) sabe disso. Uma das desculpas da galera é que 8 horas por dia de trabalho ininterrupto impedem qualquer cristão de desenvolver um hábito saudável de leitura.

Por mais que seja saudável/referencial/e às vezes não fazer mal não pega nem bem você abrir um livro de 500 páginas na frente do seu chefe, colocar os fones e ler como se não houvesse amanhã.

Daí o tal Conselho criou o sensacional Read at Work. Trata-se de uma coleção de livros camuflados num desktop Windows padrão. Com ele, você pode pôr sua leitura em dia e ninguém vai nem perceber que, em vez de estar montando aquele ppt campeão, você na real está lendo Virgínia Wolf.

Fantástico, fantástico, isso é genial. Ai meus cotovelos.

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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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