Palitos de Fósforo


there’s no life, only projects
Julho 22, 2008, 12:21 am
Arquivado como: eu, megalomanias, tempo!, tenho medo | Tags:

só isso.jpg

só isso!



post cíclico (sobre rodas)
Julho 8, 2008, 12:12 am
Arquivado como: Rebecando, tempo! | Tags:

daí eu estive pegando ônibus por cerca de 4 horas diárias nesses últimos 6 meses. não que eu estivesse viajando muito pela galáxia… é que eu simplesmente andava nos corredores de ônibus de São Paulo nas vias mais congestionadas em plenas seis da tarde. como nas minhas 2 horas de imprestabilidade no trânsito tomar chá não era uma opção, eu calhava de ter que passar o tempo de algum jeito. Daí eu ouvia música (implícito), lia, comia, colocava minhas ligações em dia, tomava banho, tudo no ônibus. E, quando não tinha mais desculpas, criava. Um pouquinho, mas criava. Meu livro, por exemplo, avançou um pouquinho graças a essa rotina. Daí que fiz essa “ilustração que ilustra esse post” há um bom tempo atrás, no começo do ano… pra você leitor ter noção de como eu enrolo pra publicar minhas idéias.

Agora já foi, o post é passado, porque é capaz de eu diminuir minhas horas no trânsito a esse horário [por motivos superiores...] a partir do semestre que vem, mas vou dizer que foram meses de alguma produtividade transportadora.

e o post continua aqui.



leia.
Junho 11, 2008, 6:03 pm
Arquivado como: a Internet, conceito perfeito, dor de cotovelo, tempo! | Tags:

esse blog correu risco de vida hoje por cerca de 7 horas. Durante esse tempo eu pensei seriamente em desativá-lo e seguir só com o Pargarávio.

Foi então que eu vi que ele anda com mais visitas que o Pargarávio, e sinceramente não sei se isso me deixa quicando de felicidade ou chafurdando de tristeza.

Paciência, adiante:

A galera tá lendo pouco. A New Zealand Book Council (eu nunca sei direito o que esses Conselhos fazem…) sabe disso. Uma das desculpas da galera é que 8 horas por dia de trabalho ininterrupto impedem qualquer cristão de desenvolver um hábito saudável de leitura.

Por mais que seja saudável/referencial/e às vezes não fazer mal não pega nem bem você abrir um livro de 500 páginas na frente do seu chefe, colocar os fones e ler como se não houvesse amanhã.

Daí o tal Conselho criou o sensacional Read at Work. Trata-se de uma coleção de livros camuflados num desktop Windows padrão. Com ele, você pode pôr sua leitura em dia e ninguém vai nem perceber que, em vez de estar montando aquele ppt campeão, você na real está lendo Virgínia Wolf.

Fantástico, fantástico, isso é genial. Ai meus cotovelos.



e eu, então.
Abril 18, 2008, 1:15 am
Arquivado como: tempo! | Tags: , ,

- Nossa, trabalhei muito hoje.

- E eu, então, não parei um minuto.

- Na minha agência eu mal consigo usar o banheiro.

- Rá, eu uso um penico embaixo da minha cadeira, de tão tensa que anda a coisa por lá.

- Nossa, comigo tá pior!! Trabalhei o último final de semana.

- Eu trabalhei sábado E domingo.

- E eu que trabalhei sábado E domingo de dia e de noite.

- Eu trabalhei sábado E domingo de dia e de noite nos últimos 15 meses.

- Eu mais ainda, trabalhei sábado, domingo, de dia e de noite nos últimos 15 meses sem parar pra ir ao banheiro uma vez.

- Nossa, mas você tá preocupado com banheiros ultimamente né? A gente não tem esse problema, a Pampers é nossa cliente.

- Quando tem concorrência a agência inteira se tranca, ninguém entra e ninguém sai pra não vazar informação.

- Na minha, a criação fica sem água e sem comida até surgir com o conceito certo.

- Na agência que eu trabalho, a criação fica sem água, sem comida e pendurada de cabeça pra baixo pras idéias fluirem mais rápido. Se não tivermos idéias temos que lamber o chão da agência por completo.

- Ontem eu trabalhei até às 5 da manhã, fiquei sem água, sem comida, pendurado de cabeça pra baixo, e fui obrigado a me alimentar dos restos de briefings errados que o Atendimento fez. Enquanto lambia o chão da agência.

- Você sabe, né, eu sou Atendimento e não tem área que trabalha mais que a minha, briefings não saem da noite pro dia, me obrigam a fazer um bem feito, mesmo quando estou vendada, carregando tijolos para construir as pirâmides no turno das 2 horas.

- Isso é moleza, pra mim é pior. Eu não durmo faz cerca de 2 anos.

- E eu então! Morri ano passado e mesmo assim meu chefe me ligou. Fui obrigado a recorrer à magia negra pra me auto-ressuscitar e voltar a trabalhar. O RH disse que assim é melhor já que não preciso receber o plano de saúde.

- E o RH da MINHA agência que é um velho nazista que carrega instrumentos de tortura na mochila da Adidas e quando nosso time sheet diário tem menos que 25 horas nós somos atirados dentro das privadas dos serventes.

- Cara, e eu então, que…

Trabalhar todo mundo trabalha. Loucamente? Na maioria das vezes sim. Aos finais de semana? Sim também. Acontece que a coisa virou tão um concurso de beleza, tão um quemdámais, que eu me sinto a pior profissional do mundo quando admito “ok, hoje até que o ritmo esteve tranquilo por aqui, até saí pra tomar um cafézinho”.

Essa do mundo publicitário glamourizar as horas extras como se elas fossem um sofrimento genuíno (não precisam ser) e como se fosse uma competição pra ver que quem é mais escravizado é o mais bambambam do mercado… me dá um certo mal estar. Lembro sempre desse vídeo sinceríssimo do Monty Python.

que me desculpem.

sem mais. (adoro essa expressão).



limando desnecessariedades.
Fevereiro 11, 2008, 12:55 am
Arquivado como: tempo! | Tags:

amanhã começam minhas aulas e acaba minha vida. Porque não se trata só dos projetos pessoais não (que não são pouca coisa, né Supimpa? né Pargarávio? né Rebecando? né livro?).

Trata-se de faculdade com tcc, estágio, freelas, alguma vida social-espiritual-material-pessoal-amorosa e temos então o CAOS.

Sabendo que daqui em diante o pau vai comer solto, estou tentando eliminar algumas coisas tontas da minha lista de afazeres. Uma delas foi o meu fotolog. Eu gostava do rapaz, era o que tinha mais cara pessoal (afinal, colocava fotos minhas lá, não tinha como escapar), mas não acrescentava em nada, coitado. No fim, o que eu mais gostava nele eram as cores e o título… Pargarávio para iletrados foi de uma iluminação tamanha, os fósforos funcionaram bem na nomeação do bichinho. Ele tinha um ou outro leitor feliz, mas sinto por suas almas. Fechei esse filho bastardo porque me tomava tempo e eu não precisava desse tempo, e continuo com os outros.

E que comece o ano letivo, estou pronta. Que os palitos me ajudem:

O_O


:O
Janeiro 21, 2008, 4:45 pm
Arquivado como: Por que fósforos?, bloqueio, tempo!

a idéia é transformar esse blog numa espécie de diário de bordo enquanto escrevo meu livro e luto contra a inércia para ressuscitar minhas tirinhas.

Como tal, eu deveria atualizá-lo todo dia. Essa é a idéia secundária também.

O bom de fazer um blog sobre processo criativo é que, quando eu não quero escrever, posso dizer que passei por um bloqueio criativo e então falar sobre ele. Dessa vez o bloqueio criativo se chamou falta de tempo. Ou, melhor, falta de construção de tempo.



rebecando #10
Janeiro 11, 2008, 4:49 pm
Arquivado como: Rebecando, tempo! | Tags:

Não deu tempo.

clique para ampliar.

essa é uma das tirinhas cuja arte eu gosto mais!

bom fim de semana a todos. :)



de volta para o futuro.
Janeiro 3, 2008, 9:29 pm
Arquivado como: a Internet, bloquinhos salvadores, tempo! | Tags:

um segredo é ter um del.icio.us em mãos e ir adicionando as coisas que te chamam a atenção. Tagueio minhas coisas de um jeito que só eu entendo, porque cada link serve de inspiração pra uma coisa. Esse link aqui, por exemplo, veio dessa lista de emergência que fiz!

FutureMe é um site com uma idéia muito divertida: você escreve uma mensagem pra seu “você do futuro”. Daí é só agendar pra que data você quer, e na data escolhida você receberá a mensagem do seu eu passado. Achei fantástico. Sempre gostei desse negócio de “eu passado”, “eu presente” e “eu futuro”… somos pessoas diferentes, nós 3.

Ah, e no site você pode ler e-mails enviados por outras pessoas também, se quiser. Divirta-se.

Já mandei um memo pra Francine de 2009. E, pra variar, o Calvin tem algo a dizer sobre isso:

calvincarta1.jpg

calvincarta2.jpg



climb every mountain
Dezembro 13, 2007, 11:50 pm
Arquivado como: Metáforas claras como a água, eu, megalomanias, tempo! | Tags:

’til you find your dream.

Sei que falo muito de sonhos por aqui, mas é como eu digo (ou insisto em dizer), nossos blogs refletem nossos momentos, e talvez essa seja a temática de grande parte da minha biografia completa. :)

É que sabe como é, fim de ano, entrega dos últimos trabalhos na faculdade e estágio, misturado com trânsitos monstruosos vão acumulando na gente e cansando. Hoje eu estava a ponto de me revoltar e largar meus afazeres “supérfluos”. Deu vontade de testar como deve ser muito legal acordar, ir trabalhar, voltar e assistir novela, sem se preocupar com outras coisas “a fazer”.

Mas não consigo. Hoje no ônibus lotado e parado, da Berrini ao Largo da Batata Doce, a Noviça Rebelde cantou no meu mp3 player… era a música Climb Every Mountain. O que me fez sorrir, e o que me fez lembrar de continuar. E o que me fez lembrar de um vídeo que vi há um tempo, um comercial de uma seguradora ou banco australiano, não sei bem. O que importa é que é fantástico. Quer saber como é um dia na minha cabeça? Assiste. :)

Yey. Escalemos nossas montanhas. Um dia eu publico meu livro, publico minhas tirinhas, o Pargarávio, isso que você tá lendo, meus diários, meus blocos de notas, publico até o livro de receitas da minha mãe.



tédio criativo.
Novembro 3, 2007, 9:02 pm
Arquivado como: Rebecando, bloquinhos salvadores, inspirando, tempo!

Um amigo gênio meu certa vez me disse, parafraseando um dos criadores do South Park, que criar é a melhor alternativa pacífica pra seres problemáticos como nós. Afinal, tem dias que você chega no seu limite: ou pega uma arma e faz uma chacina, ou pega uma caneta e um papel e canaliza esse sentimento de outra maneira.

Rebecando é protesto. É meu jeito de não sair por aí atirando em tudo e todos. A Rebeca e seus quadrinhos saíram da minha cabeça de uma maneira muito, muito estranha. Foi fácil demais. A imagem dela tava pronta, e ela é tão autobiográfica que até dá medo. Parece que é coisa doida, parece que é coisa que baixa em mim, de repente as idéias vão fluindo e as tirinhas vão aparecendo. Não preciso pensar. Talvez, se pensasse, a qualidade das piadas fosse muito maior. Mas não funcionaria tão bem terapeuticamente falando.

Foi simples: em 2005 eu me via revoltada e inconformada com tanta coisa na faculdade que percebi que se eu transformasse tudo aquilo em posts, ia virar uma blogueira chata, eterna, cansativa e mal amada. Daí, depois de muitos Bill Wattersons e Fernandos Gonsales, achei que transformar revoltas em piadinhas de 3 quadrinhos é a melhor terapia já criada.

Daí, minhas meninas andaram paradas por quase 1 ano. Não que não tenham aparecido milhões de motivos, mas parece que eles resolveram ficar incubados.

Hoje, então, me meti em uma situação fantástica: 4 horas em um lugar estranho sem nada pra fazer, um momento de 4 horas que me fez sentir tão Rebeca, sem um livro pra ler, sem uma janela pra admirar a chuva.

Mas, na mesa defronte, sulfites e canetas.

E, na minha cabeça acima, inconformações várias.

Comecei a rabiscar. A Rebeca ressuscitou então. Mais idéias nasceram… e, melhor, vontade de desenhá-las! Ora viva!

bom, foi só pra registrar isso mesmo. É o processo de criação do Rebecando que me encanta, ele é fácil demais, só precisa de umas inconformidades, que é o que não falta.

Daí… está tudo devidamente listado no arquivo “textos digitados” que guardo na minha pasta Rebecando aqui no computador. O problema das tirinhas é que, depois do texto feito, é preciso de sentar pra desenhar, um scanner pra escanear, um Photoshop pra photoshopar, e por fim, a publicação no blog.

Quanto mais difícil o processo, mais fácil fica desanimar no meio do jogo e colocar o relógio como desculpa, ele, sempre o bode expiatório.

É como diria a Rebeca: >_<