Palitos de Fósforo


there’s no life, only projects
Julho 22, 2008, 12:21 am
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só isso.jpg

só isso!



quem são os homens da caverna?
Maio 20, 2008, 1:27 pm
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dinheiro, rotina, gente chata, gente chata, gente chata, gente chata, mau-humor, prazo estourado, cliente, doença do fígado, desamor, idade, contrariedade?

vamos torcer pra que não seja você. ou, pior, eu!



Let Me Sing, Let Me Sing
Maio 16, 2008, 12:27 pm
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Esse vídeo foi uma ação de guerrilha de um site de venda de Tickets online, o Lastminute.com. O conceito é simprão: “Há quanto você não vai ao teatro?”

Sempre quis fazer uma ação assim. Nem tanto pra um produto, mas pra vida, tipo intervenção artística mesmo.

Como ação, é a mais clichê e primeira idéia impossível. Na real eu nem sei se funciona (vide as caras de lhama das pessoas em volta). Mas comigo, que sou público-alvo mais que alva de peças musicais, funcionaria supimpamente.

Quanto às caras de lhama, talvez provenham dos genes anglo-saxões das vítimas. Talvez aqui no Brasil a galera entrasse na dança e cantasse também. Talvez não. Talvez a gente já tenha se perdido em meio aos fastfoodscocacolascidadesgrandesliberdadesculturaisdementira e herdado o grande e cinzento gene sisudo.

PS: Descobri que o Palitos é uma versão mais fácil do Rebecando. Mais fácil porque não precisa desenhar, pintar, tratar. É só chegar e escrever. Descobri porque sempre venho pra cá quando tenho algum protesto/lamentação/exaltação relacionada à vida profissional/acadêmica. Heh.



segura a insegura.
Dezembro 17, 2007, 11:01 pm
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Tem vezes que acho que faço o curso errado. Teoricamente, como publicitária em treinamento, eu deveria 1. saber querer convencer as pessoas e 2. vender meu peixe muito bem.

Porém, numa discussão, posso ter certeza do que acredito, mas digo uma vez e nem faço assim tanta questão de que a pessoa do outro lado tenha essa mesma certeza. Tanto faz, desde que ela seja minha certeza. Posso adorar uma coisa e o máximo que eu posso dizer é um “eu amo isso” ou, muito na brincadeira, me fingir de chocada quando vejo que alguém não gosta da mesma coisa que eu. Posso ler alguma coisa minha e até achar legal, mas não tenho nem de longe autoconfiança, sempre achando que ficou ruim, e sempre menosprezando minhas coisas pros outros. Tenho raiva admiro as muitas gentes que enchem a boca ao falar de seus trabalhos, nem sempre é coisa genial, muitas vezes é mediana, mas a pessoa sabe vender.

É gente que não faz bolachinhas, faz biscoitos suíços. É gente que não amassa canudinhos e cola na argila, faz arte conceitual. É gente que não desenha mal, tem estilo pessoal. É tudo uma questão de florear as palavras e saber impor uma aura de segurança.

E eu, nada. Sou tímida que nem um bichinho do mato. Minha auto-estima criativa é uma vergonha. E se falo um pouquinho, já achei que me “achei”. Quer ver eu morrer é alguém ler alto algo meu, quer ver eu travar é alguém ficar do meu lado me vendo escrever ou desenhar.

Esquisito é que quando preciso fazer alguma apresentação, tipo trabalhos, teatro, tocar em público, coisas assim, eu fico super tranqüila. Já falei num palco pra umas 300 pessoas, e até pouco tempo tocava órgão na frente de centenas de gentes, e é a coisa mais fácil do mundo.

Agora me ponha na frente de 2 pessoas pra ler alto alguma coisa que fui eu que fiz sozinha. Já era.

Isso tudo foi pra dizer que não tenho coragem de divulgar minhas coisas. Fico feliz que arranjo leitores, amigos e afins (olha o medo da arrogância novamente) mesmo fugindo desesperadamente de falar sobre o assunto com as pessoas. Imagino que se eu soubesse vender meu peixe talvez hoje eu já fosse ditadora mundial, uma escritora famosa ou no mínimo uma criatura muito relevante na blogosfera.

Ou não. Os textos nem são grande coisa mesmo. *sai correndo*



a técnica é a base da diversão.
Dezembro 11, 2007, 9:15 pm
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Tou com saudades do meu órgão.

Não, não do fígado que um dos stalkers do meu passado virtual negro roubaram há muito tempo atrás em uma banheira de gelo muito muito distante. Meu órgão, aquele que toca músicas. Ele mora lá em Santos, e eu o vejo muito pouco agora.

E agora, quando eu sento pra tocar, parece que meus dedos  pesam mais que dez bigorninhas, me confundo toda, é patético.

E é muito isso: a gente não desaprende, mas é como se. A diferença entre nós, meros mortais, e eles, as gentes grandes e os gênios, é que eles, além de não terem desistido logo no começo, chorando e falando que não eram capazes [momento autobiográfico], geralmente passam 25 horas por dia treinando, o que quer que seja.

Eu acredito que isso seja uma coisa acima da banalidade. Se você é bom numa coisa ou pelo menos aprendeu, é como se fosse um talento, um dom. E a gente tem sempre que exercitá-lo. Senão perde o direito a ele. Piração, né… eu meio que antropomorfizo o talento.

Mas é bem por aí. Você nunca sentiu essa coisa esquisitiiiinha, de que tem dias que parece que a gente simplesmente não acorda com o dom? É como se ele tivesse resolvido sair de férias, ou tivesse ataques de prima dona. Não tem dias que você sente que está dirigindo pior ou que de repente desafinou e esqueceu como é que canta? Ou quando você escreve, escreve, escreve e percebe que o texto saiu ruim pra caramba?

Música, andar de bicicleta, dirigir, fazer exercícios, e creio que todas as artes… todos seguem esse padrão. Se eu não suspeitasse que é algo acima disso, queria saber a explicação neurológica pra isso. Alguém chama o Oliver Sacks.



Mas aí… eles começaram a trabalhar.
Dezembro 3, 2007, 9:51 pm
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No DVD Bastidores da Comédia, do Seinfeld, ele responde ao entrevistador, que pergunta sobre se ele era o engraçadinho da turma nos tempos do colégio:

  • - Quando eu era novo, todos os meus amigos eram engraçados. Todos eram “o engraçadinho da turma”. Mas aí… eles começaram a trabalhar.

Fico com medo de ficar mais séria quando estiver cada vez mais dentro do dia a dia corporativo. Por sorte, trabalhar em ambientes criativos deixa as coisas um pouco menos sisudas. Aliás, parece que é até obrigação continuar sendo o engraçadinho da turma se você é um publicitário ou coisa que o valha. E, estereótipos à parte, eu gosto disso.

Mas a tendência é mesmo que as pessoas fiquem menos fanfarronas e cada vez mais sem graça quando começam a trabalhar. Mesmo com esse feliz carma publicitário, já vi que vários dos meus amigos da faculdade (eu inclusive) perdemos um pouco daqueles olhinhos mágicos e das tardes de refrigerante free no Burger King. Será que perdemos o tempo, fomos sufocados pelos Atendimentos, os escarpins estão apertando demais ou é tudo impressão minha?

De qualquer forma, não há tanto o que reclamar. Se eu fizesse Direito, acho que morreria.

Parece que os Doutores da Alegria estão com um projeto super bacana de “humanizar” empresas também, além de hospitais. Veja algumas fotos da visita que eles fizeram lá na agência aqui no blog da MaWá. Vale lembrar que o Canto Cidadão se preocupa com esse universo empresarial há já um tempo também, fazendo palestras divertidas sobre cidadania e bom humor.

Esse projeto dos Doutores da Alegria ainda está no começo, e já imagino que seria divertido se, pra esse novo braço [ou eu diria nariz?] da instituição, eles fizessem os Executivos da Alegria, com palhaços de terno, e usando clips e post-its como apoio às piadas. :)

melhorequipedemimica.jpg

o melhor grupo de Imagem e Ação do 2º ano da faculdade. Hoje, ex-Young, IThink, África, Salem e quase-Abril. Ainda assim, o melhor grupo de Imagem e Ação. :)



sem ciúmes, galera.
Novembro 26, 2007, 11:16 pm
Arquivado como: Metáforas claras como a água, O livro, Rebecando, tenho medo

Rebeca, senta aqui. Willifill, pare de puxar as tranças dela. Pargarávio, não bata na sua irmãzinha supimpa. E você, quer parar de mexer com seu irmão mais novo? Palitos de fósforo são perigosos! Vocês todos, querem se comportar???

Se minhas invencionices assumissem formas de carne e osso, estariam assim mesmo. Vejo todas numa daquelas festas infantis cheias de coxinhas frias, tomando Coca sem gás e puxando o cabelo uma da outra, tentando aparecer, querendo ganhar mais mesada que o outro, querendo ganhar mais presentes.

Gente, eu quero que todo mundo ganhe mesada um dia, quero mesmo. Mas por enquanto só a Supimpa faz isso. E tem uns filhos que exigem mais atenção que outros. Não vou me perdoar se algum deles virar um viciado, ou fugir de casa pra nunca mais voltar. Tento ir levando. Desculpa, gente, vou dando comida pra vocês crescerem, mas aos poucos. Alguns me exigem tanto tempo que eu acabo pirando, e só posso mimar nas férias. Outros choram querendo ser atendidos a todo segundo.

Eu tento, juro que tento. Só quero que parem de disputar aí dentro.

Alguém quer mais groselha?

Existe uma pequena e leve chance de eu sofrer de esquizofrenia, esse post me diz alguma coisa.



pensando demais.
Novembro 8, 2007, 10:04 pm
Arquivado como: tenho medo

das 8h às 11h pensando em idéias pra peças criativas de um trabalho relativamente chato da faculdade. das 13h às 20h pensando em idéias no estágio. das 21h às (Deus sabe quando) pensando no trabalho da faculdade novamente.

fora as outras necessidades criativas constantes que ficam circulando nesse meio tempo. [por exemplo, esse post].

My brain hurts. Nem tem mais água no poço. Socorro! Precisarei alimentar minhas crianças com isso algum dia.

 



minha musa inspiradora é uma mulher da vida parte 2.
Novembro 6, 2007, 9:38 pm
Arquivado como: O livro, inspirando, tenho medo

ao pensar em escrever uma história, uma que tenha personagens, uma que tenha seres viventes, a não ser que você seja o despontuado José Saramago, vai ter que dar um nome pros seus nenéns.

Sim, seus nenéns, porque seus personagens são seus filhos. Ou netos, já que se as criações são seus filhotes, os personagens nelas contidos são os filhos dos seus filhos. Enfim.

Quando comecei a escrever meu livro, fiz um brainstorm entre eu e eu mesma e decidimos os nomes dos protagonistas. Sem explicação lógica, querendo nomes sonoros e diferentes, escolhi Sandro e Manfredo.

Até aí quem imaginará o inusitado, ora, ninguém. Manfredo é um nome esquisitíssimo e já foi descotado faz tempo (parece Manfred Mann e ninguém vai querer lembrar da trilha do Meu Primeiro Amor lendo meu livro).

O inusitado da coisa tá aqui: em um cantinho da página dos rascunhos iniciais anotei que os apelidos dos personagens seriam, respectivamente, Sam e Fredo.

[pausa dramática]

você me vaia, atira tomates em mim, me chama de chata, boba e feia, mas só depois de saber que eu não tinha lido O Senhor dos Anéis e muito menos visto os filmes, que sequer tinham sido lançados na época. Não fazia idéia do que eram hobbits e seus respectivos nomes nunca me tinham sido apresentados.

Pode imaginar o susto que levei ao perceber que Tolkien, há muitos anos atrás, teve a feliz idéia de nomear seus hobbits de Sam e Frodo?

Encarei como um sinal, ora sim senhores. Afinal, também se trata de uma trilogia de fantasia. Medo.

PS: agora o Sandro continua Sandro, apenas Sandro. E o Manfredo, esse virou Pedro.

Fredo… opa, Frodo e Sam.

Sam e Fredo. Digo, Frodo.



minha musa inspiradora é uma mulher da vida.
Novembro 5, 2007, 9:50 pm
Arquivado como: Por que fósforos?, a Internet, inspirando, tenho medo

às vezes você acha que uma idéia é genial até descobrir que muitas outras pessoas pensaram exatamente a mesma coisa sobre exatamente a mesma coisa.

por exemplo, esse tão recente e de conceito tão (até ontem) criativo, blog. Em menos de um mês de existência desses palitos já consegui encontrar dois irmãos semelhantes, luminosos, e não muito distantes de mim: o Serendipidade e o Estalo.

e hoje eu aprendi que: repertório e lapidação de idéias são  amigos, não comida.

Paciência. Continuo gostando dos meus palitos, mesmo que eles não sejam assim tão únicos no mundo dos fósforos.

…às vezes, no entanto, você é afrontado com casos muito piores, de pura, absurda e amedrontadora coincidência.

TO BE CONTINUED…