calma, gente.

Não nego a ideia bacana da menina do Bradesco que deu uma resposta ao cliente no Facebook em forma de verso (ela contou com um fator sorte incrível aí – dificilmente, o banco anunciaria publicamente que ela “pulou 3 hierarquias e isso é genial” se, por um bater de asas de borboleta diferente, a resposta tivesse sido chamada de antiética, não-profissional e por aí afora). Não é esse o ponto. O que me assusta é como esse episódio está surpreendendo as pessoas – coisa de sair no ProXXIma com a frase “Poesia em atendimento de banco. Tabata, sinceramente, parabéns.” e uma babação de ovo que dá até tontura.

Fico triste em ver como um país que é dos mais relevantes nas redes sociais faz tanto barulho por uma atitude que é mais velha que andar pra trás nas redes de marca gringa. Há 2 anos já, fiz um benchmark em um projeto pra um órgão do governo e me inteirei sobre relacionamento nas redes por parte de órgãos públicos e governamentais de outros países. Os repressores-militaristas-conservadores EUA eram tão naturais nessas relações que me impressionaram. Davam de 10 a 0 na marca mais descolada do Brasil.

Se surpreender com um banco respondendo com poesia só prova como as cabeças andam emperradas por aí. E reafirma uma postura que vejo diariamente e me incomoda muito: o lugar-comum que é pensar que marcas, governos e instituições são deuses inatingíveis, são um só ser mitológico representante do mal (ou do bem). “Eles” são GENTE.

Alguns deles são inclusive você.

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