The Paris Review – E.B.White

Em breve espero comprar a coleção da Paris Review, mas enquanto $não rola$ (preciso contar como mudei minha relação com dinheiro depois de aguns desesperos e de fazer um job para o Itaú [que você pode ver aqui]), comecei a ler pela internet, mesmo. Vou lendo e tentando compartilhar com você os highlights de algumas entrevistas. E vou colocar em português, porque sou legal.

Aqui vão alguns trechos de uma entrevista com E.B. White, autor de clássicos como A Menina e o Porquinho e O Pequeno Stuart Little. : )

E.B.-White-in-Maine

“Eu admiro qualquer um que tenha a coragem de escrever – qualquer coisa que seja. (Mas) quando eu deveria estar lendo, sempre estou fazendo outra coisa. Fico até um pouco sem graça de nunca ter lido Joyce ou uma dúzia de outros escritores que mudaram a história da Literatura”.

“Um escritor que espera pelas condições ideais pra começar a escrever vai morrer sem nunca ter colocado uma palavra no papel”.

“Eu reviso bastante meu trabalho. E sei quando alguma coisa está boa porque sinos começam a tocar e luzes a brilhar.”

“Quem desce o tom da escrita pra escrever pra crianças está simplesmente perdendo tempo. Você deve subir o tom, não descer. Crianças são carentes. Elas são os leitores mais atentos, curiosos, observadores, esforçados, sensíveis e rápidos da Terra. E aceitam, sem questionar, qualquer coisa que você apresenta para elas – desde que essa coisa seja apresentada com honestidade, sem medo e com clareza.”

“Um escritor deve se preocupar com coisas que chamam atenção pela sua beleza, que tocam seu coração e destravam sua máquina de escrever. Não me sinto obrigado a escrever sobre política. Sinto-me, sim, responsável perante a sociedade sobre o que coloco no papel: um escritor tem o dever de ser bom, não ruim; verdadeiro, não falso; vivo, não apático; correto, não todo errado. Ele deveria colocar as pessoas pra cima, não pra baixo. Escritores não apenas interpretam e refletem a vida, mas informam e modelam a vida.”

“Ciência e tecnologia talvez tenham aumentado a responsabilidade do escritor, não mudado com ela. (…) ‘Como um escritor, sempre me senti encarregado da segurança de todo tipo de maneira de se encantar perante a vida, como se eu fosse pessoalmente responsável caso uma dessas maneiras, uma pequena que seja, fosse perdida’.”

“Um escritor deve refletir e interpretar sua sociedade, seu mundo; ele também deve provê-la de inspiração e guia e desafio. Muito do que é escrito hoje me parece depreciativo, destrutivo e cheio de ira. Existem boas razões para ira, e não tenho nada contra, mas acho que alguns autores perderam um pouco o senso de proporção, seu senso de humor e seu senso de apreciação. Estou constantemente zangado, mas detestaria ser apenas um zangado: e imagino que perderia meu valor como escritor se recusasse, como princípio, a aceitar o calor dos raios do sol, e a falar sobre eles, sempre, e quando, tocam em mim.”

Veja na íntegra aqui.

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