A FONTE

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Quando eu era jovem, mais ou menos quando andava com minha então melhor amiga, de meias três quartos listradas me achando muito maluquinha, tínhamos uma piada interna recorrente: falávamos da FONTE. A FONTE era o lugar de onde vinham as coisas que não sabíamos de onde vinham. De onde vinham as gírias, as piadas da moda, as febres que invadiam o colégio, em suma, as ideias. Lembrei dessa nossa teoria assistindo a essa conversa do Austin Kleon, que fala desse conceito (explorado à exaustão por ele, mas sempre de uma maneira bacana). O que ele fez foi um exercício divertido que acho que todo mundo deveria fazer, uma espécie de árvore genealógica de uma ideia.

Você vê neste vídeo o caminho que ele traçou baseado em sua técnica de poesia (que é, basicamente, “escrever” textos apagando frases de um jornal). Essa técnica lembra a de um cara X, que se inspirou na técnica de outro cara Y, que criava se baseando na ideia de outro, e assim foi até chegar nos idos de 1700. Nessa busca pela FONTE, encontrou gerações e gerações de copiadores que conseguiram fazer artes geniais misturando uma ideia com outra. E é assim que funciona a criatividade, mesmo em nosso cérebro: nada mais que uma colagem de referências. Referências que dão cria! 😀

No fim, ainda não sei qual é essa FONTE (ou sei, mas não vou contar), mas essa frase do Bob Dylan citada no vídeo resume muito de tudo. Inclusive do mundo das ideias: “Se você rouba um pouco, te colocam na cadeia. Se você rouba muito, te transformam em um rei.”

Veja o vídeo:

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