Palitos de Fósforo em nova caixa

Olá, leitores e leitoras!

2014 foi (já foi, pra mim já chega) um ano de muitas mudanças. Eu me mudei de casa duas vezes, me casei uma vez e mudei de opinião quinhentas vezes.

2015 será um ano de novos planos. Já redirecionei minha vida para muitas coisas. Em 1 mês ou 2 vou anunciar um projeto novo – e adoraria anunciar o fim do meu livro muito em breve. 🙂

Outra mudança que vai acontecer a partir de agora é a mudança de endereço do Palitos.

A partir de hoje, esse endereço não será mais atualizado. O Palitos oficial está em www.palitosdefosforo.com .

Sejam sempre bem-vindos e nos vemos lá!

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Ficha de personagens – parte 2

É verdade, aprendi a magia de fazer fichas de personagens, mas não lembro como é o cabelo delas.

Acabo de passar os últimos 15 minutos tentando encontrar a primeira descrição de um dos personagens lá no começo do livro, só pra me lembrar se o cabelo dele voaria ao vento ou não na cena que eu estava escrevendo agora.

O tipo de coisa que uma revisão posterior resolveria, eu sei. Mas pra que esperar (e deixar o cabelo do coitado voando errado até lá)? 🙂CultureVixen-headvases

Por mais estradas de tijolinhos amarelos

Dia desses, estava pensando como é difícil crescer sendo um menino. Porque, ok, sei que o mercado ainda está longe dos meus padrões feministas etc, mas andei aqui pensando que se uma menina decidir pedir uma Tartaruga Ninja de presente , isso gera uma situação menos polêmica que um menino pedindo uma Barbie.

Então, sim, acho mesmo que no quesito se expressar nas roupas e nas emoções, gente, como é mais fácil ser mulher. Colin Stoke me lembrou isso com esse ponto muito interessante. Nessa palestra no TED, ele diz que mulheres são pouco representadas e isso tem que mudar. Mas, mais que isso, mostra que as mensagens que os meninos estão recebendo nos filmes não ajudam em nada. Ele até bota abaixo todo o obaoba de  Star Wars e a jornada do herói. Vale dar uma olhada. 🙂

E o final não podia ser melhor, para combinar com amanhã, o dia em que assinarei os papéis da minha melhor aventura. Não sozinha, não melhor nem pior. Mas na melhor equipe que eu podia ter escolhido pra me acompanhar.

I want fewer quests where my son is told, “Go out and fight it alone,” and more quests where he sees that it’s his job to join a team, maybe a team led by women, to help other people become better and be better people, like the Wizard of Oz. Thank you.

Corte o blablabla. Foque na criatividade.

Vivian Maier: a fotógrafa babá que vai fazer você ver tudo diferente

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Estou tão apaixonada pelo trabalho dela que até dei uma ressuscitada no Palitos pra contar pra vocês!

Vivian Maier foi uma babá norte-americana que viveu em vários países entre Europa e América nas décadas de 50 e 60. Entre cuidar de uma criança e outra, Vivian saía por aí para fazer uma coisa hoje trivial: fotografar. Uma pessoa muito misteriosa e provavelmente meio maluca (não somos todos?), ela não mostrava suas fotos para ninguém e acumulou negativos e mais negativos no decorrer dos anos. Há alguns anos atrás, um hipster espertinho encontrou esse material e agora está fazendo um filme que me pareceu meio bobo e analítico demais. Pro meu gosto, claro. É que meu gosto é mesmo assim, doce.

Vivian não deixava ninguém entrar nos seus quartos ao longo da vida e era uma colecionadora compulsiva. Era fã de tirar autorretratos muito mais legais que aqueles selfies metidos a artísticos que você faz no Instagram e levava as crianças para passeios nos bairros mais pobres da cidade. Provavelmente, porque lá ela encontrava as fotos e expressões mais legais! E a história não é só curiosa porque Vivian era uma babá fotógrafa excêntrica de décadas atrás. É curiosa porque a mulher era incrivelmente talentosa. Dá uma olhada nessas fotos que selecionei aqui. Reparem na qualidade e nas expressões nos retratos, minha nossa! E depois corram lá para o site ver mais.

Faz a gente pensar o quanto de gente que tem ao nosso redor com talentos maravilhosos que ignoramos porque “uma pessoa assim nunca seria uma artista”.

É isso! Agora, de volta ao trabalho e à entrega dos convites do casamento!

Faltam 37 dias 🙂

1950s, Canada January 1956 1961. Chicago, IL May 5, 1955. New York, NY Undated, New York, NY 1954, New York, NY 1954, New York, NY Undated August 22, 1956. Chicago, IL Undated, New York, NY September 18, 1962 1954, New York, NY June 1953, New York, NY Undared. New York, NY vivianmaier16 vivianmaier17 vivianmaier18 vivianmaier19 vivianmaier20  vivianmaier22 vivianmaier23 vivianmaier24

Duas coisinhas de sexta

Todo dia, duas vezes por dia (porque pra ser criativo tem que ser metódico), eu paro uns minutos para ler 2 blogs ou sites que estão na minha lista de cerca de 100 blogs ou sites para se ler. Hoje foi dia do Swissmiss, um blog super simples e incrível, do jeito que gosto.

Hoje, tirei dele duas coisas legais. Essa frase do Milton Glaser, em que ele nos lembra que arte não é um evento separado do dia a dia:

“Stop thinking of art as an activity totally separate from the human activity; but rather as a part of being human and part of life that is intrinsic, not as a separate event.”

E essa frase sobre vingança aqui embaixo. Sei que é feio falar de vingança, mas eu tenho e todo mundo tem, admita, eu sei, somos humanos, algumas pessoas que já fizeram de nossas vidas uma coisa realmente ruim. A vontade é de um dia encontrá-las na rua, tirar uns ninjas do bolso, mandá-los picotarem-nas em pedacinhos de diferentes formatos engraçadinhos e em seguida usá-los para alimentar os pombos. Mas como a gente sabe que esse tipo de coisa não é muito bonita, nem um pouco cristã e bastante, digamos, inadequada para uma vida plena e feliz em sociedade, prefiro concordar com esse dizer: A MELHOR VINGANÇA É SER FELIZ.

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Inventar seu próprio sentido da vida não é fácil. Mas ainda é permitido!

Mais um post da série Francine-está-postando-por-postar-já-que-nem-traduz-o-texto-da-imagem. É isso mesmo.

Mas amo vocês!

Nota: essa ilustração não é do Bill Watterson, autor da minha tirinha favorita de todos os tempos (Calvin e Haroldo), mas o texto é. Quem fez a arte foi o moço do Zen Pencils, um cara que pega citações de pessoas famosas e transforma em quadrinhos. Super recomendado!

Bill Watterson Calvin and Hobbes

Um cartão de visita diferente

Humor inglês é uma coisa tão inglesa, mas tão inglesa que toma chá de monóculo e não liga pra você. E não adianta a gente tentar: humor inglês em português já fica ruim. Sei disso, porque já li uns par de livros de gente que, inspirado pelo cinismo dos ingleses, cria uns personagens lotados de frases sarcásticas e atitudes blasé, que… bem, que não levam eles a lugar nenhum aqui no Brasil. Sei disso, porque quando eu era jovem e comecei a escrever meu livro, meus personagens adoravam sacar piadas inteligentinhas e ácidas da manga em momentos impróprios. E quando reli aquilo, parecia mais falso que amiga invejosa elogiando seu sapato. Era bobo. Chato, até.

Aí com o tempo fui aprendendo, aprendendo que pelo menos pra mim escrever tentando imitar o Douglas Adams é besteira e desfuncional, que um cavaleiro que diz Ni não tem apelo sem o desafino britânico que só quem é tem. Aprendendo que humor brasileiro também é lindo, e o Auto da Compadecida, e Guimarães Rosa, e Machado de Assis, meu deus, que gente bacana e engraçada.

Digo isso porque estou lendo o livro do Hugh Laurie. Não, não o House, porque me recuso a lembrar dele como o House. Este Hugh Laurie aqui.

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O cara é tão legal. E vai fazer show aqui. E não vou :(. E escreve bem.

Sobre o livro, pois: a tradução é meio duvidosa e os erros de português tiram uma boa parte da sua paciência ao ler o livro, mas o jeito que ele escreve, além de inglês até a ponta do sapato polido, é engraçado. É um narrador que fala besteira, que esquece de narrar o livro, que divaga. E gosto porque foi só criando um narrador assim que consegui escrever meu livro finalmente.

E percebi que já peguei uma influenciazinha dessa leitura ao enfiar um “aí” aí no meio dessa frase. Não sou uma escritora de escrever aís. Mas gostei desse aí aí.

“Era uma coisa assim, meio barroca. Pedro suava e criava, criava e ousava, aí criava coisas novas de novo. ”

E, isso dito, vou voltar para meu livro. 🙂

Engenhação: começando o ano com a criatividade de Walt Disney

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Porque o cara é gênio e porque eu ando com uma fotinho dele na carteira que nem santinho (…é, eu sei), achei legal começar o ano com esse texto bacana sobre Walt Disney e seu processo criativo. E divido alguns trechos com vocês. 😉

Tudo se resume ao termo Imageneering, que ele cunhou e que no meu português eu traduzo como Engenhação. É uma combinação de imaginação e engenharia. Segundo ele, engenhação é o que permite que os sonhos, fantasias e desejos virem realidade.

E, convenhamos, ninguém melhor que o cara que construiu parques e desenhos maravilhosos que saíram direto de sua imaginação para falar desse assunto.

Segundo esse texto, a estratégia de pensamento da Engenhação envolve 3 percepções diferentes: a visão do sonhador, a visão do realista e a visão do crítico.

O sonhador é nosso lado (ou a pessoa da equipe) que sonha, fantasia, traz ideias absurdas e não tem limites. Pra ele, nada é absurdo ou idiota. Tudo é possível. Seu raciocínio é : “Se eu fizesse um café agora, como poderia eu fazer o café mais legal bonito maluco engraçado divertido amargo doce salgado e roxo com bolinhas amarelas do mundo?”

O realista é nosso lado (ou a pessoa da equipe) que traz as ideias para o chão. Para ele, o que importa é funcionar, andar, não quebrar e fazer sentido. Como usar a essência da ideia, extraindo algum valor útil dela? O que pode vir dela? Seu raciocínio é: “Ok, quais serão os filtros usados para esse café? Existe uma tinta roxa e amarela que funcione no café?”

O crítico é nosso lado (ou a pessoa da equipe) que é chato. Simples assim. É o que pergunta as coisas que o sonhador não pensou, porque estava babando no lustre, e o realista não perguntou porque estava ocupado fazendo as coisas acontecerem. Ele é chato, mas é útil. É quem traz questionamentos simples como “Quem vai beber esse café?” ou mais profundos como “Mas você realmente está dando o melhor de si para fazer esse café?”.

Aqui em inglês (preguiça de traduzir, é assim mesmo), eles dão outro exemplo:

Suppose a person wants a better way to keep her plants watered.  The dreamer might suggest  teaching the plants how to talk, so they can tell you when they are dry. The realist imagineers this into developing a fake bird on a probe that you stick into the soil. When the soil gets dry, the bird chirps. The realist refines the idea by exploring various sensors and lithium-powered computer chips. Finally the critic evaluates the idea.

Leia mais aqui! 

Achei essa tríade sagrada muito bacana e aplicável pra tudo nessa vida. 🙂 Qual dessas percepções predomina mais em você? E no seu parceiro(a)? E sua equipe de trabalho? Está faltando um desses três? Bom ano!

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