Palitos de Fósforo


personagens de um épico
Julho 4, 2009, 6:39 pm
Arquivar em: personagens

deu saudades do meu Willifill

Escrever livro de fantasia é algum pecado?



Rebecando na agência
Junho 30, 2009, 4:43 pm
Arquivar em: personagens, planos

agência ruim né

Engraçado que semana passada umas 3 pessoas que não se conhecem vieram me falar do Rebecando, a tirinha que eu tinha e que abandonei sem dó. O caso é que elas ficaram datadas e resolvi desencanar. Mas essas pessoas me lembraram que ainda existe uma Rebeca em mim, independente de eu já ter me formado ou não. E ela fica sempre aqui, observando o dia a dia e se inconformando. Esses cartoons meio legais me animaram a ressuscitar a ruivinha de tranças infinitas. Quem sabe eu não faça um Rebecando – na agência.

Quem sabe.



um post em 3 fases
Junho 29, 2009, 5:01 pm
Arquivar em: dor de cotovelo, eu, inércia maldita

1. tem um blog de uma menina que deve ter a minha idade, que me assusta muito: ela é igualzinha a mim. A diferença é que ela quer ser escritora e luta pra isso. É o altamente recomendado www.mariaink.com.

2. o que me lembra o filme Apenas o Fim, que está me matando muito aos poucos. Além do roteiro ter me lembrado algumas coisas que perdi, ando me corroendo de raiva da minha falta de proatividade. O filme é simpático, e o que mata é que é MUITO FÁCIL fazer um parecido. E eu não fiz porque…

3. o que me lembra que pelo menos estou com um sistema de toda segunda tentar chegar em casa o mais cedo possível, pra escrever meus 3 livros (é, agora são 3!).

deixe-me correr!



um pouco de teoria
Junho 25, 2009, 2:56 pm
Arquivar em: a Internet, teoria

Que vergonha eu voltar a atualizar aqui falando difícil, mas esse vídeo que o Sollero me mandou é bem interessante pra quem trabalha com criatividade, propaganda, entretenimento, mídia, ou só gosta de internet e de pensar um pouquinho.

Não consigo embedar o vídeo :( - clica aqui pra ver!



como
Maio 28, 2009, 12:20 am
Arquivar em: inspirando

Então, mais um projeto meu. É uma coisa meio Keri Smith que criei – uma agenda para o ano, que tem 365 tarefas divertidas que me estimulam a criar e a viver.

Bem, a tarefa de hoje resolvi colocar aqui pra ver se inspira vocês.

Era a seguinte: me lembrar de minha memória mais antiga e escrever sobre ela.

Pois bem, são 3:

- bancos, bancos, bancos. Bancos de madeira intermináveis. E é mais a sensação dos bancos intermináveis que sua aparência que me vêm a mente. É a igreja que eu vou desde que nasci. Essa mesma.

- Smurfs em preto e branco numa TV. Não que eu seja do tempo da TV PB, mas meus pais tinham uma que não tinha cores quando eu era bem pequena. Lembro que eram Smurfs, mas não eram azuis. Pois será que eram eles mesmo? Memória confusa. Sei que tinha leite no chão.

- o gosto da minha mamadeira, que nunca mais consegui reproduzir. E não dá pra escrever como é esse gosto, que consigo lembrar com maestria.

Aliás, é divertido tentar descrever coisas não descritíveis, como gostos e cheiros. É um bom exercício. Fiz isso num job pro Senac há pouco tempo, o Que Cheiro é Esse?, e foi bacana.

É isso. :)



duas páginas que não são
Maio 25, 2009, 11:04 pm
Arquivar em: a confraria, o outro livro

Sem revisão, sem preciosismos literários, sem ler pela terceira vez. Esse era o começo do meu novo livro, A Confraria. Só existe essa página e meia. Aí desencanei.

Desencanei do formato, mas não da história. esse livro está virando um roteiro. Divirtam-se, isso vai custar caro daqui uns anos:

Tudo começou com menos de 140 caracteres.

Um iluminado momento na redação. Fred tinha travado no meio da matéria sobre luminárias exóticas. Por sorte, já ganhava o suficiente para levantar sem ficar vermelho quando isso acontecia. Não precisava fingir estar digitando no Word, ou navegando aleatoriamente de blog em blog, numa busca inútil por fontes. Ninguém ia acreditar que o blog daquele famoso colunista esportivo iria ter alguma informação sobre luminárias, de qualquer forma. Ainda assim, minimizou todas as janelas, para ver seu desktop. Limpo, eficaz. Fundo branco, sem logo de time, foto da namorada ou frase do autor preferido. Desktop era para mostrar os ícones. Muitos deles, inclusive. Organizados por uma lógica que Fred preferia não explicar a ninguém. Levantou, com a caneca de café na mão. Olhou pela janela, trânsito, o sol acabava de se por, naquele bonito laranja que sinalizava poluição. Bebeu um gole. Gelado, de novo. Ia sempre para a cafeteira, enchia a caneca de café, e na ânsia de sair digitando, acabava esquecendo da bebida ao lado. Ele a gelava, e ela se gelava. Ruim. Aquele gosto de café gelado só ficava bom em cafés requintados. À beira da janela do escritório, era só gosto de caneca esquecida.

Viu seu reflexo no vidro da janela, contra o céu escuro, e achou graça. Estava em uma posição verdadeiramente cavalheiresca. Caneca na mão, ar contemplativo, casaco. Era só trocar o sexo do casaco, e ele virava um personagem do Machado de Assis, com uma casaca e qualquer ironia de fim de século dentro de si. E aquele bigode recém-nascido que Lúcia achava lindo, alternativo, estiloso e sexy na mesma medida.

Sentou de novo. A tela do computador era ela mesma uma luminária. Todos na redação tinham uma dessas, em seus criados mudos. Na hora de ir, era só apagar, e lá ficava a redação, dormindo, com uma ou duas luzinhas verdes atentas, acompanhadas pelo som do teclado de um ou dois jornalistas atrasados. Podia ser um começo para a matéria. Comparar o monitor a uma luminária, e a partir daí era só continuar a analogia, e ah não, que coisa horrorosa. Ia parecer aqueles jornalistas amadores que terminam as matérias como se fizessem uma poesia. Se era justamente esse tipo de coisa que ele sempre falava para seus assistentes não fazerem. Era ver uma analogia malfeita, e enviar o texto de volta, com o trecho abominado marcado em vermelho.

Agora estavam ainda quase todos lá, na redação. Olhavam para suas telas, uns digitando sem parar, outros provavelmente procurando luminárias em blogs de esporte. Abriu uma aba para se animar.

E digitou no seu Twitter: Hoje estou meio personagem do Machado. Se eu tivesse um canapé e um piano, organizaria um daqueles serões da época.

Lutou para reduzir o texto e fazer caber. Teve os breves segundos de questionamento. Era um parágrafo interessante? Poria seu Twitter a perder? Ora, não importa. Talvez as luminárias também não importem muito mais. O prazo é para o final de segunda feira, e agora era o final de sexta feira. Quem trabalha às sextas feiras, realmente?

Depois de pensar nisso, ainda passou mais quase uma hora. Organizando coisas, referências, arquivos. Ao clicar pela última vez no Enviar/Receber, veio o e-mail do Fernando.

“Caro Bentinho, a Kátia está querendo fazer um jantar aqui em casa sábado. O piano já temos. Nunca entendi direito o que é um canapé, mas tenho um sofá que pode se fingir de. Só falta a boa companhia”.

Que e-mail legal. Fernando era dos poucos que pegava referências, literárias ou não. Se alguém resolveu usar foda como adjetivo positivo pela primeira vez, provavelmente estava se referindo a ele. Ele era o que se pode chamar de gênio. Não tinha um assunto, em arte, cinema, literatura, arquitetura, quadrinhos e até sabedoria popular que ele não entendesse. Era diferente de outros conhecidos seus – que eram muitos dessa espécie – que tinham vasto repertório de tudo, mas quando questionados mais a fundo, fugiam do assunto, pois só tinham ouvido por cima e forjado uma opinião. Se ele não soubesse sobre o assunto – caso raro – ficava quieto, mostrava algum interesse, sorria e acenava. E tinha certeza que passava as madrugadas pesquisando sobre o assunto.



como morrem as ideias
Maio 8, 2009, 7:07 pm
Arquivar em: a Internet, ideias sufocadas, publicidade

showoff

campanha hermeticamente divertida.

Tem muito mais aqui. Vale a pena ver.



que saite mais idiota
Maio 2, 2009, 3:03 am
Arquivar em: Insônia criativa, Por que fósforos?

O último comentário nesse blog foi o da Marina, com a frase que deu título a esse post.

Curiosamente, nem foi ele que me motivou a escrever aqui. A verdade é que eu tinha parado porque achava meio idiota (olha só!) ter muitos blogs, quando posso escrever tudo o que escreveria aqui sobre criação, inspiração, vida profissional etc etc etc, no próprio Pargarávio.

Mas esses dias reli esse blog e achei ele legal. Gostei mesmo. Acho que ele tem uma vida própria. Então voltei.

O problema de ter muitos projetos é que nunca vou consegui-los divulgar a todos direitinho. Se eu enviar um minispam pros meus amigos a cada vez que faço um post em cada blog, vou ser odiada pra sempre. Então fico quieta, esperando que as estatísticas cresçam sozinhas.

Sonhadora.

Espero o dia em que chegará meu sucesso graças a alguma coisa muito nadaver, quando as pessoas vão descobrir todos os meus textos em todos os blogs e vão ficar loucas, e quererão (ah, que bela conjugação) publicar tudo em livros.

Por enquanto estou na fase de criação! Seja bem vindo de volta, Palitos. E inspire.



eu não sei dizer nada por dizer então eu escuto
Dezembro 15, 2008, 11:58 am
Arquivar em: Uncategorized | Tags:

viu só, o ano tá acabando! Consegui comprar todos os presentes necessários, todos são legais e gastei menos de 35 reais em todos. Isso, meus filhos, se chama força de vontade. Me propus um desafio, e venci. Cara, eu adoro comprar presentes. Eu adoraria ser o Papai Noel. É um desafio divertidíssimo acertar na medida certa o que a pessoa quer, o que a pessoa gosta, o que a pessoa precisa, mesclar com um quezinho de mim (porque todo presente meu tem que ter um pouco de mim. É lei), e ainda gastar pouco. Queria mesmo ter um cartão internacional pra importar umas preciosidades. Taí. Se você tem um e está disposto a me presentear (ou a um amigo muito legal que mereça), entre aqui e divirta-se. Tem muita coisa legal nesse site.

Dia desses conto pra vocês mais sobre esse mais um dentre todos os meus projetos pessoais, que é presentear o máximo possível de amigos, familiares e conhecidos, gastando o mínimo possível e personalizando bastante pra deixar as gentes felizes (e quem sabe um dia abrir algo especializado nisso).

Em 2009 começo de vez esse projeto. Aliás, 2009 é o ano do degelo de vários deles. Aguardem, senhores.

E eu queria saber, se é que tenho mesmo leitores aqui, o seguinte: andei pensando em juntar o Palitos de Fósforo com o Pargarávio, por uma questão de praticidade e de maior visitação! O que vocês acham?

Vocês prefeririam ver tudo junto no Pargarávio ou acham legal essa divisão (esse aqui continua monotemático – coisas mais criação e mais vida profissional – e todo o resto no Parga?)?

Fica a questão ok. Beijos.



o
Dezembro 11, 2008, 5:59 pm
Arquivar em: inércia maldita